“Estereotipar”

Liberdade daqui a: 346 dias!!!!

Antes do tema desta semana, impõem-se uma palavra de gratidão para com todos aqueles que aqui vêm ler e comentar o meu fraco português. No dia 4 de Outubro não foi só a minha Maria Helena que celebrou o seu aniversário, também este espaço celebrou no mesmo dia 4 anos de existência (e não foi coincidência, o autor, eu, publicou o primeiro opúsculo intencionalmente, quando a Helena completou 8 anos)!

Cerca de 115 000 visitantes anuais! Não deve ser nada quando comparado com a Cristina Ferreira ou o “CR7”, mas, para um criminoso condenado à “Rua do Esquecimento” pela prática de um crime de corrupção na forma de uma promessa de vantagem futura, é tudo!

Grato a todos Vós pela atenção dispensada.

Os estereótipos são frequentemente depreciativos.

Os estereótipos são esquemas simplificados que as pessoas utilizam para explicar e/ou categorizar grupos complexos. No dicionário (KLS): “comportamento desprovido de originalidade e de adequação à situação presente, e caracterizado pela repetição automática de um modelo anterior, anónimo ou impessoal.”

Usualmente referimo-nos aos “estereótipos” como algo negativo mas no plano evolutivo da espécie humana é um mecanismo psicológico de defesa/sobrevivência: se a situação antes foi perigosa, desagradável, uma situação nova com elementos comuns é automaticamente classificada como perigosa/desagradável.

“Mais vale prevenir do que remediar”, se quiserem de uma forma mais popular.

Ontem (escrevo este texto na terça-feira, 9 de Outubro; tem de ser: vai ser enviado via “CTT”) regressei ao “contentor excrementício da nossa sociedade” após o gozo da Licença de saída Jurisdicional (vulgo precária). Com a “ninhada” em dia de escola, reservei a segunda-feira, 8 de Outubro (dia do regresso a “Ébola”) para tratar do “futuro pós-reclusão”, assim como para “burocracias várias” que exigiam a minha presença física.

Na segunda-feira, tive que deslocar-me a uma repartição pública. Nesta dependência de serviço público interagi com uma funcionária. Resumidamente: como só vou estar de “precária” novamente (se eu “comportar-me bem” aqui dentro, claro) em finais de Janeiro de 2019, necessitava de obter, ainda na segunda-feira, antes do regresso a “Ébola” (onde tinha de apresentar-me às 19H00) um documento.

Compareci na dependência de serviço público em apreço, cinco minutos antes da abertura. “Era o quarto a ser atendido!”. Esperei, observando a diligência e celeridade que a funcionária pública (sozinha num serviço que dispunha de quatro balcões!) imprimia ao seu desempenho.

Quando chegou a minha vez: “Não é esta a senha!” – um pouco irritada – “Agora aqueles senhores não vão ter a senha certa! É uma confusão!” – atrás de mim estavam cinco indivíduos aguardando.

– Lamento! – eu, de dentro do meu “Hugo Boss”, com o botão de punho com as minhas iniciais “à vista” e o “cachucho” de ouro no anelar da mão esquerda (como se viu na T.V.!)

– Preciso do documento hoje porque não terei disponibilidade de tempo e até física; assim sendo, diga-me se tenho de pagar alguma taxa para ser mais célere a emissão. É possível?

A senhora funcionária, por qualquer razão que a razão desconhece, não queria que eu gastasse mais numa “taxa de aceleração” de processo, tentando dissuadir-me de pagar, garantindo-me: “Amanhã está pronto, vai ver!” – ofertando o primeiro sorriso forçado do dia.

Mais dois minutos nisto… tornando a conversa mais pública do que já o era – a repartição era minúscula, quem esperava estava junto de quem era atendido – eu declaro com uma projecção de voz digna do Derek Jacobi, no início do “Henrique V”:

– Minha senhora, eu sou criminoso e estou preso em Évora, local onde tenho de estar hoje às 18h55!

Acto contínuo, imediato, instintivo, a senhora coloca a sua mão sobre a minha, inclina-se na minha direcção, reduz a sua área corporal corcovando-se e diz: “Ai, credo! Não diga isso alto!”

Eu não gritei, não me exaltei, apenas clareei a voz e de forma cordial revelei a minha condição de recluso.

– Minha senhora, eu não tenho vergonha de estar preso… deixe-me sossegá-la, eu sou dos criminosos bons, se não o fosse já tinha dado uns tiros aqui dentro – sorrindo.

É nesta altura que a senhora funcionária profere a mais incrível das frases:

“Eu sei, eu sei… há tantos aqui fora que deviam estar presos. Pronto, foi um azar que teve, mas não precisa de dizer assim, as pessoas ouvem-no!” – com toda a ternura, enquanto ofertava-me “tapinhas” nas costas da mão.

É incrível, não é? A senhora não sabia se eu tinha violado menores ou roubado. Não sabia se eu tinha matado alguém, não me conhecia de lado nenhum! E no entanto… tudo foi um azar que eu tive; só podia, um rapaz “tão bem posto”!

Como devem de imaginar não acompanhei muito as notícias nestes quatro dias: a “ninhada” monopolizou a minha atenção. Felizmente! Mas o tema foi/é incontornável em todo o lado, em todas as mesas onde matei a fome que levei daqui: o Cristiano Ronaldo sodomizou uma jovem e ela não desejou que assim fosse!

Descansem que não vou comparar a minha condição de criminoso, o meu caso, com o CR7! Eu sou mesmo criminoso, condenado a pena efectiva, corrupto!

Ele foi condenado a pena suspensa, pagou multa, é uma figura pública, um atleta de excepção e um excelente jogador de futebol.

O que pretendo é referenciar esta “mui” humana necessidade de estereotipar.

Coloquemos questões! Somente isso, questões que julgo pertinentes.

Uma mulher sensual, ousada, que trabalha num local onde utiliza a sua sensualidade e ousadia com o objectivo de atrair clientes para usufruírem do espaço, está predisposta a praticar sexo anal?

Referi “usufruírem do espaço”, utilizei a palavra “clientes”, muito bem! Vou a jogo: uma prostituta é um indivíduo que garante, sem qualquer tipo de entraves, a prática de coito anal? Não é, pois não?

Se nada existiu, qual a utilidade de um acordo de confidencialidade?

A senhora Kathryn Mayorga seduziu o “CR7” tendo como objectivo “apanhá-lo numa armadilha” para extorquir-lhe dinheiro. Sua megera! E depois? Ele não o fez, não tem nada que “entrar pela porta dos fundos” com 324 mil euros!

Hipótese: Kathryn Mayorga era conhecida pela “rainha do anal”. “CR7” gosta. CR7 vê e pergunta: “És a “raínha do anal”?”; “Sim, sou! Queres?”. CR7 rejubila e prepara-se para marcar golo. Ela assume a posição, ele posiciona-se. A glande estabelece contacto! Kathryn Mayorga vê os feios pés de CR7, deformados pelo uso das chuteiras e diz (julga ela, ainda a tempo): “Não! Não quero!”

Então é “não”! E mesmo que “CR7” já esteja em velocidade de cruzeiro, com a musculatura intumescida, tem de parar se não fica fora de jogo! Cartão vermelho directo!!!!

É a vida das grandes estrelas! São só “pxxxx” oportunistas a tentar sacar dinheiro!

Ele merece, quem é que julga ele que é? É um vaidoso e acha que toda a gente tem de lhe satisfazer os caprichos!

Estereotipar! Estereotipar! Não só o funcionário público, a cabeleireira, o dono do café ou quem quer que comente a “coisa”, mas também “gente de responsabilidade”: “comentadores da treta”, apresentadores, psicólogos, enólogos, imprensa cor-de-rosa, bege e castanha (como a cor das fezes!). Tudo opina estereotipando!

Permitam-me também a mim, verdadeiro criminoso, opinar.

Depois de muito ler sobre o tema, após ver as imagens da interacção do nosso CR7 com a bela Mayorga, posso afirmar com elevado grau de certeza e convicção o seguinte:

Cristiano Ronaldo, conquanto seja um jogador de futebol fabuloso, não sabe dançar; é profundamente inapto na arte da sedução e convencimento de beldades, nomeadamente quando se trata da permanência em locais abscônditos, cuja permissão para entrar e lá permanecer depende da vontade alheia.

Anúncios

4 thoughts on ““Estereotipar”

  1. Descaiste-te neste ó porco. Vejam o que este psicopata é, convenceu a mulher das finanças a fazer o que ele quer. Eu sei que fazias isso aos violadores e homicidas o mal é que também utilizas para o teu proveito e para o crime. Tu sabes dar a volta às gajas lá isso sabes, desgracaste muitas colegas tarado sexual. Tenham cuidado com este tipo, a CPCJ devia tirar-te os filhos quando fosses para casa. Porco.

  2. Sr. Inspetor, podia dar-me umas lições sobre como seduzir beldades para eu não ter problemas no anal?
    Passe-me uns T.P.C.´s que eu pratico! Força, João!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s