“Descubra as semelhanças!”

Liberdade daqui a: 951 dias!

 

“[…] «O que é a Verdade?» Mas pode responder-se à pergunta de Pilatos de um modo simples e razoável – embora de um modo que dificilmente o satisfaria – da seguinte forma: uma asserção, proposição, declaração ou crença é verdadeira se, e apenas se, corresponder aos factos […]” (in “A sociedade aberta e os seus inimigos”, vol. II, Karl Popper)

 

Como está o(a) Caro(a) Leitor(a)? Tudo bem?! Por aqui, em “Ébola”, tudo na mesma!

Esta semana uma proposta, um desafio lúdico: vamos tentar descobrir as semelhanças entre os indivíduos ilustrados na imagem que acompanha este texto!

Acompanhem-me!

O donairoso Inspector, o ex-primeiro-ministro, o senhor Procurador e o ex-director do SEF estiveram presos preventivamente em Évora por suspeita/indícios da prática de crime de corrupção…

Não, não existe semelhança: o elegante Inspector ainda está em “Ébola” preso, os outros três não! O ex-primeiro-ministro e o ex-director do SEF em liberdade plena, o senhor Procurador em prisão domiciliária!

Assegura o(a) atento(a) Leitor(a) que não se pode comparar porque o galhardo Inspector já foi condenado em 1ª Instância a 5 anos e 6 meses, logo, tem de estar preso e os outros não porque são presumivelmente inocentes?

Concedo. Reconheço o argumento! Então e semelhanças entre o bonachão Inspector e o Dr. Armando Vara? Ambos condenados em 1ª Instância e a recorrerem para o Tribunal da Relação… não, também não se detectam semelhanças: o Dr. Armando Vara está em liberdade a recorrer!

Mas esperem, podem existir semelhanças: o paciente Inspector também recorreu para a Relação e solicitou nos termos do nº5 do artigo 411º do Código Processo Penal, realização de audiência como fez o Dr. Armando Vara, logo, não deve ser negada a audiência e até pode ser que o resultado seja semelhante! Por existir esta possibilidade, porque ambos estão a ser julgados pela mesma Justiça, de acordo com o mesmo normativo legal, o plácido Inspector também está curioso quanto ao resultado do recurso do Dr. Armando Vara!

Uma possível semelhança: o comunicativo Inspector deve permanecer preso porque a sua escrita ou pontual oralidade na comunicação social perturba a ordem e tranquilidade públicas, assim como o ex-primeiro-ministro histriónico… Não, claro que não, o alarmante Inspector está preso, o outro não!

Ah! Achei! Eureka! O “super-espião”, Dr. Jorge Silva Carvalho, afirmou em Tribunal que o seu superior hierárquico mentiu, acrescentando que agiu (relativamente à facturação detalhada) como agiu porque “sempre foi ensinado a fazê-lo”. O alisado Inspector afirmou o mesmo em Tribunal… Não, também não: o polido Inspector foi condenado a pena efectiva de 5 anos e 6 meses, o Dr. Silva Carvalho a 4 anos e meio de pena suspensa; e claro, o condenado Inspector foi por corrupção e violação de segredo de funcionário agravado, o Dr. Silva Carvalho apenas condenado pela prática dos crimes de acesso ilegítimo a dados pessoais, abuso de poder, violação do segredo de Estado e devassa por meio informático! Claro, é óbvio: são coisas diferentes!

Voltemos ao Dr. Jarmela Palos, ex-director do SEF, que partilhou o beliche aqui em “Ébola” comigo. Declarou o Dr. Palos em Tribunal o seguinte: “Custa-me (…) uma vida de trabalho por duas garrafas de vinho.” Segundo os “média” o Juiz do colectivo terá concordado com o “desabafo” mas era o que estava escrito na acusação.

O ponderado Inspector também invocou o seu percurso profissional e académico, a vida estruturada e sustentada que não necessitava de recurso a corruptores… Não, não existe semelhanças:

Ao esperançoso Inspector não foram duas garrafas de vinho que o corromperam, foi mais grave, foi uma promessa!

Até nisto não existem semelhanças com os outros indivíduos! Enquanto que no caso do sorridente Inspector foi uma “promessa de vantagem patrimonial futura”, nada palpável, concreto, nada que os factos sustentassem, sem prova física, apenas a crença ou convicção da Juiz, no caso do ex-primeiro-ministro são malas de dinheiro, transferências do vil metal; o Procurador, Dr. Orlando Figueira, são “300 mil euros em Andorra”/“200mil euros num cofre bancário”/ “processos arquivados”; o Dr. Armando Vara parece que foram “carapaus”… Não, foram “robalos”; o Dr. Silva Carvalho acabou a trabalhar na empresa para a qual facultou informação (será isto a concretização da “promessa de vantagem patrimonial futura”!?). Não existem semelhanças também neste importante particular: os fortes indícios/provas concretas, físicas!

Talvez seja isto: todos funcionários públicos, todos com cargos de responsabilidade, todos capazes de manipular o sistema por forma a comprometer a investigação/instrução/julgamento/testemunhas!

É isso! Claro que é… Não, não é! Calma, entusiástico Inspector!

O único que possui essa capacidade, e porque a possui deve estar preso preventivamente, é o omnisciente Inspector!

O património conhecido e reconhecido que permite uma defesa dispendiosa! Não, também não é isso: tenho uma incansável e profissional defensora oficiosa, todos eles, felizmente para os mesmos, possuem escritórios de advogados! Mas isto pode ser estratégia do ardiloso Inspector… e o património real? Habitação, carros, contas bancárias? Não, infelizmente não é o caso: o agora depauperado Inspector luta para manter a sua “Casa” porque a EDP, a C.G.D. que emprestou o dinheiro para a habitação, as gasolineiras onde a esposa do Inspector abastece o depósito do carro para deslocar-se a Évora, os estabelecimentos comerciais onde a mulher compra os alimentos para ela, não aceitam como pagamento dos seus serviços, a “promessa futura”!

Seria excelente que todas estas entidades fossem tão ingénuas quanto o Inspector que comprometeu toda a sua vida profissional, académica e pessoal em troca de uma “promessa de vantagem futura”!

Também não existem semelhanças quanto às subvenções vitalícias que os outros auferem ou o regresso remunerado à actividade profissional. O Inspector em notório deperecimento está há 2 anos e 11 meses sem receber ordenado!

Bolas! Acho que me enganei no título: não são as semelhanças que devemos tentar descobrir, seria mais lógico procurar as diferenças!

Não! Estou a desistir facilmente! Claro que existem semelhanças: todos do género masculino, todos portugueses, todos a viver em Portugal; alvo da Justiça portuguesa todos eles.

E o sol? Não é igual e nasce para todos? Não, o meu vejo-o aos “quadradinhos” e com horas definidas… e … lembrei-me agora, tenho duas “Velux” no telhado da minha habitação, casa onde o sol bate, logo o IMI será diferente…

Como? O Inspector neste texto é sempre “agraciado” por adjectivos favoráveis?

Meus Caros, eu não tenho disponibilidade económica (ou amigos com essa disponibilidade) para remunerar indivíduos que escrevem blogues elogiando a minha pessoa! Perdoem-me o “auto-panegírico” mas “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte”! E não pensem em lucros da corrupção porque só tenho “promessas” para partir e repartir!

Mais, sejamos verdadeiros e objectivos, obedeçamos a Karl Popper quando este diz que uma “declaração ou crença é verdadeira se, e apenas se, corresponder aos factos”! Não existem semelhanças entre os indivíduos ilustrados e é notória e incontornável a evidência:

Dos seis, o mais elegante, composto, donairoso, autêntico raio de luz na forma de um homem é… o Inspector João de Sousa! (como sustenta também a jurisprudência, veja-se o acórdão de 22 de Setembro de 1973, e mais recente, o acordão de 9 de Fevereiro de 2017, data da visita ao E.P. de Évora da relatora de ambos os acórdãos, Julieta de Sousa, mãe do próprio).

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5 thoughts on ““Descubra as semelhanças!”

  1. …. blá…blá…blá…, é que a justiça não é igual para todos! blá… blá… blá…, é que o sol não é igual para todos!… blá.. blá…blá…, tristeza!… blá… blá..blá…

  2. Infelizmente a descriminação social a que muitos são víctimas no día a día passa fácilmente à justiça e pior quando se priva alguem de liberdade com todo o prejuicio que advem ao propio e suas familias.
    Os Srs.Magistrados devem julgar por leis e não por empatia.

  3. De acordo com o seu post. Estão muitos cá fora, e o Sr. Também deveria estar. Enfim democráticamente, no pais da denúncia. Os donos disto tudo, na maior. Cuidado com as escutas e com os chibos e bófias. BOA SORTE, para o Sr. e para os Seus. Atenção aos colegas, judites e não só (bófias no geral)

  4. Apesar de termos um alfabeto constituído de 23 caracteres, servindo para representar todas e cada uma das palavras da Língua Portuguesa,
    a maior parte dos sinais gráficos desempenha diferentes funções em
    termos de representação dos sons (fonemas) da língua.
    ; até podia servir de mercadoria, podendo ser trocado ou vendido, até
    podia praticar funções produtivas – podia trabalhar como cultivador, mineiro, portador, artesão -, porém, em essência, era uma nascente de prestígio social e
    também conseguir político para seu http://imai.photo-web.cc/whisky/yybbs1/yybbs.cgi?list=thread

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