“Liberdade de Expressão: um conceito utópico em Portugal”

Liberdade daqui a: 1049 dias!!!

“Com efeito, num Estado Democrático (que é o que mais se aproxima do estado de natureza) todos, como dissemos, se comprometeram pelo pacto a sujeitar ao que for comumente decidido os seus actos, mas não os seus juízos e raciocínios, quer dizer, como é impossível os homens pensarem todos do mesmo modo, acordaram que teria força de lei a opinião que obtivesse o maior número de votos, reservando-se, entretanto, a autoridade de a revogar quando reconhecessem que havia outra melhor. “Sendo assim, quanto menos liberdade de opinião se concede aos homens, mais nos afastamos do estado mais parecido com a Natureza e, por conseguinte, mais violento é o Poder.” (Baruch de Espinosa, “Tratado Teológico-Político”)

Está agendada para dia 21 de Novembro de 2016, segunda-feira, a gravação da entrevista que a jornalista do programa da RTP1, “Sexta às 9”, vai fazer ao Inspector João de Sousa, preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Évora.

Observados todos os procedimentos legais previstos a fim de obter a autorização para a realização da entrevista, ao fim de mais de um mês, foi autorizada!

Mas convém relevar algo…

Solicitada a autorização à Juiz-presidente do meu Julgamento, a mesma lavra este “douto” despacho: “X. Folhas 18112: Nada obsta à realização da entrevista pretendida, no âmbito do exercício da liberdade de expressão, tendo em conta os limites da mesma […].”

O que é isto? Excesso de zelo da Meritíssima? Um conselho velado ao preso preventivo, ou, muito mais grave, uma ameaça velada, um condicionamento?

Será somente ignorância da Meritíssima, falta de contextualização histórica?

Vamos auxiliar a “douta” Juiz, voltando a Espinosa que, desde o século XVII na companhia de outros ilustres pensadores, já alertava para a importância de salvaguardar a liberdade de expressão nas sociedades (verdadeiramente) democráticas: Na obra invocada no início deste opúsculo, datada de 1670, no capítulo XX, “Onde se demonstra que num Estado livre é lícito cada um pensar o que quiser e dizer aquilo que pensa”, o autor faz notar que necessariamente obtém-se “resultados funestos” quando se obrigam os homens a que “não digam nada que não esteja de acordo com aquilo que prescrevem as autoridades”!

Estará a Meritíssima a “prescrever-me” algo? Estarei eu a ultrapassar os limites da minha liberdade de expressão quando afirmo, opinando, que a Exma. Sra. Juiz não o fará por maldade mas somente por escandalosa ignorância, por gritante anacronismo, por desconhecimento da Constituição da República Portuguesa?

Se recuar 346 anos é muito para a Meritíssima, não vou invocar John Milton que em 1642 defendia a liberdade de expressão junto do parlamento inglês… mas são só mais 28 anos (a Meritíssima tem 25 anos de prática dos Tribunais) com certeza que fará um pequeno esforço para descobrir que Milton via neste princípio o progresso humano, a liberdade de espirito e a prova viva desse mesmo progresso.

Com o máximo respeito e com a devida vénia, dê-me a mão Meritíssima, acompanhe-me:

– “Tratado sobre a Tolerância”, 1783, Voltaire: “Bate-se” o autor pelo respeito pela liberdade de consciência (que considerava um direito natural) e liberdade de expressão, afirmando que ambas tinham as suas raízes na racionalidade humana;

– “Da Democracia na América”, 1831, Alexis de Tocqueville: Segunda parte. Capítulo 3. “A liberdade de imprensa nos E.U.A.”: “[…] Não tenho pela liberdade de imprensa aquele amor completo e imediato que se dedica às coisas soberanamente boas pela sua própria natureza. Amo-a porque levo em conta os males que ela evita, bem mais que os benefícios que proporciona […]”

– Hanna Arendt (uma mulher, Meritíssima!) que considerava que o exercício da liberdade (inclusa a liberdade de expressão) servia para “reformar o mundo e iniciar algo novo sobre ele”; Arendt “inspirava-se” em Sócrates (não é o nosso, é o outro, de facto filósofo) que provocava o interlocutor, colocava-o perante o seu próprio argumento, “desconstruía” a sua argumentação, discutirmos “livremente” (e depois foi condenado à morte, mas foi há muito tempo Meritíssima, actualmente já não se condena ninguém à morte consequência das suas palavras, pelo menos à “morte física”, não é?)

– Rosa Luxemburgo, “A liberdade é a liberdade do outro”, até a liberdade de dizer!

Não desejo enfadar V. Exa., mas ainda temos Norberto Bobbio, Jürgen Habermas e outros mais …

Eu facilito: a fundamentação para a existência da “liberdade de expressão” é “metajurídica”, encontra-se na filosofia, na ética, na moral, na política, no conhecimento e não na despótica ignorância evidenciada pelo despacho da Meritíssima!

Mais, no extremo, na “pureza” do conceito, a “liberdade de expressão” por estar sediada no campo das ideias, opiniões, pensamentos nem pela Verdade encontra-se condicionada! Pois é ! E claro que não esqueço que as palavras são minhas, a responsabilidade é minha, mas nunca posso ser condicionado por alertas, avisos prévios, advertências, admoestações. Acompanhe-me, Meritíssima, com a devida vénia, agora num exercício de Direito Comparado: em 1891, na Constituição Republicana dos Estados Unidos do Brasil, consignava-se que “a livre manifestação do pensamento era assegurada desde que não houvesse anonimato”. Isto em finais do séc. XIX! Depois, em 1937, a Constituição de Gertúlio Vargas, ditador, revelou-se a mais anti-democrática de todas: deseja a Meritíssima ser a protagonista de uma “involução”, de uma regressão democrática em notório antagonismo com a nossa Constituição?

“Correio da Manhã. Terça-feira, 19 de Abril de 2016: “Postura deixa polícia preso ao fim de 2 anos. Argumentos: João de Sousa continua em prisão preventiva por se expressar na imprensa e em blog, perturbando a “ordem pública”.” O despacho para a manutenção da medida de coacção é da autoria da Exma. Sra. Juiz-presidente e ainda se mantém!

Não falo sob anonimato, não opino sem sustentação, escrevi para jornais, escrevo num blogue e até à data não tenho nenhum processo-crime por difamação ou injuria!

Esperem! Esperem! Menti agora, quero dizer: faltei à verdade!

Fui castigado aqui no Estabelecimento Prisional de “Ébola” (6 dias de castigo, isolado) pela anterior direcção porque, dizem “eles”, menti naquilo que escrevi no “Correio da Manhã” e no blogue!

Continuando a seguir “todos os passos” previstos no normativo para obter a autorização para a realização da entrevista, no dia 7 de Novembro de 2016, segunda-feira, fui chamado ao gabinete do adjunto da direcção do Estabelecimento Prisional para “dar mais um passo” (ou regredir?).

À semelhança do que foi feito quando a “CMTV” realizou entrevista ao recluso João de Sousa, tive que autorizar a “recolha da minha imagem.”

Nessa altura lavrou-se uma declaração no momento e eu ratifiquei. Desta vez foi apresentada uma “declaração-tipo”, um formulário da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais. Oferto-vos o principal do texto: “[…] declaro que estou ciente e esclarecido do impacto que a exposição mediática da minha imagem nos órgãos de comunicação social possa ter na minha vida futura, como na de terceiros. Mais declaro que, apesar de não ver prejuízo para a minha vida futura, estou ciente de todos os efeitos que essa exposição possa trazer na minha reinserção social e comprometo-me a respeitar a privacidade e a segurança de terceiros […]”.

Como dizia o saudoso Fernando Pessa: “E esta, hein?!?”

O que é isto agora?!? Perante o meu interlocutor que apresentava-me a declaração, questionei o mesmo: “Isto é para ignorantes, néscios? Para reclusos alienados?” Estou a faltar à verdade novamente, o que perguntei foi: “Isto é para mentecaptos? Consideram-me mentecapto?”

Cordialmente, em tom urbano, como foi sempre apanágio do interlocutor, debruçamo-nos sobre os limites da liberdade de expressão e compreendi que são normas a cumprir!

Eu vejo esta declaração como uma nova advertência, um novo condicionalismo asfixiante!

Ghandi, no seu discurso de 28 de Dezembro de 1921 ao Congresso em Ahmedabad, afirmava que a liberdade de expressão (“freedom of speech”) e a liberdade de associação, “são os dois pulmões que se revelam absolutamente necessários para um homem respirar o oxigénio da liberdade”.

O “sistema” está a condenar-me a um estado de anoxemia?

Que ameaça é esta? “Vê lá o que dizes porque depois não tens “precárias”, ou “antecipação da liberdade condicional”? “Fechamos-te outra vez de castigo”! É isto? “Olha a tua reinserção social, não critiques!” É este o Portugal Democrático que nós temos?

Numa clara manifestação do que de melhor e pior tem a democracia americana, vimos, incrédulos, Trump ser eleito Presidente dos E.U.A.!

Num dos meus “Moleskine” tenho uma entrada interessante datada de 2 de Março de 2009, premonitória: “Por um lado é maravilhoso que qualquer um possa chegar a Presidente, por outro lado também é assustador que assim o seja […]”.

Afirmação de Bonnie Kent, professora universitária norte-americana (in “Discorery Civilization Channel”, 2 de Março de 2009).

Trump mentiu, manipulou, disse disparates, mas, como afirmou o antigo Presidente Harry Truman, «quem não suporta o calor, não deve trabalhar na cozinha», referindo-se a esse pilar democrático que é a “liberdade de expressão”, princípio cuja liberdade pode até indignar ou causar choque a certas consciências!

Este princípio está intimamente ligado a outro pilar democrático: o «direito de saber», direito esse que alimenta, sustenta o que os americanos designam por “accountability” (“prestar contas”). Somente na partilha do “Saber”, da informação, da disparidade de opiniões (até das mais disparatadas) podemos exigir aos poderes democráticos a prestação de contas: Será democrático, é legal, condicionar, manter preso preventivamente um indivíduo por opinar?

Esta semana todos os designados “skinheads” ficaram em liberdade! Em 1977, o Partido Nazi-Americano realizou manifestações públicas. A “American Civil Liberties Union”, presidida na altura por um advogado judeu, David Goldeberger, apoiou os manifestantes porque defendia que a liberdade de reunião e de expressão era um direito de todos! Não defendo os “skinheads” nacionais ou estrangeiros (creio que a medida de coacção aplicada é consequência do trabalho da P.J.) mas serve de exemplo (e os americanos também são muitas vezes um exemplo de como não fazer) do que é a verdadeira liberdade de expressão e a sua defesa!

A “First Amendment” da Constituição Americana prevê iguais direitos para todos, incluindo o direito de crença, expressão, associação e protesto.

Em 1965, na cidade de Nova Iorque, Martin Luther King diz-nos que a liberdade de expressão é um direito humano. Todos conhecem o discurso: “I have a dream”, mas o “I´ve been to the Mountaintop” é igualmente importante pois trata da liberdade de expressão e da tolerância perante o outro!

Será maldade, é intencional este notório condicionalismo a que estou a ser sujeito ou é simplesmente ignorância, falta de contextualização histórica?

Será a liberdade de expressão um conceito utópico em Portugal? Vejamos:

José Manuel Fernandes. “Observador”. “[…] Tribunal da Relação de Lisboa condenou o Tenente-coronel Brandão Ferreira a uma pesada indemnização por ter chamado traidor a Manuel Alegre […]”.

Pergunto ao vento que passa notícias do meu país, e a trova não cala a desgraça, a trova, o vento muito me diz! Um poeta a cercear a liberdade de expressão de outrem, um Tribunal superior a “considerar crime aquilo que podemos definir como um «delito de opinião»”, como escreve José Manuel Fernandes?

Um lutador da liberdade, pela liberdade – Manuel Alegre – a tentar silenciar quem o critica? É este o meu, o nosso, o vosso país?

Autonomia individual não é importante para a reinserção social? É?! Então a liberdade de expressão é fundamental para a promoção da autonomia individual!

É indispensável controlar e denunciar os abusos de poder? É?! Somente falando livremente se consegue obter esse controle, realizar essa denúncia!

Somente argumentando e contra-argumentando se contribui para a procura e descoberta da verdade! Qual o princípio a respeitar para se lograr obter êxito nessa demanda?

Liberdade de Expressão!!!

A Meritíssima condenou-me, em primeira instância, por corrupção sem provas materiais, alegando que era uma “promessa futura” o que me corrompia; a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, por iniciativa do anterior Director de “Ébola”, instaurou-me um processo disciplinar e encerrou-me 23 horas numa cela porque opinei, agora ambos tentam condicionar-me! Leonor, Helena e Jr., o pai vai escrever vários impropérios ao abrigo da “liberdade de expressão” mas não é para repetir:

“Porra! Será que vão continuar a reiterar nesta merda!?” Será que ainda não perceberam: “[…] Quanto mais se procura retirar aos homens a liberdade de expressão, mais eles resistem […]” (Espinosa) E eu tenho orgulho e vaidade em ser um Homem!

Não peço desculpa à “ninhada”, à Família, aos amigos que sei que sofrem com esta minha (se quiserem) teimosia, mas isto é o correcto, é a única atitude, o único comportamento a adoptar. Eu quero que a “ninhada” cresça num país onde não seja pecado ou crime opinar, não peço desculpa, apenas lamento, mas tem que ser assim!

Eu quero ir para casa, eu quero abraçar-vos, ter conforto, carinho, calor, amor, mas não pode ser a qualquer preço!

Como já deixei aqui antes: “[…] O que é um homem, o que é que ele possui? / Se não for ele próprio, então não é nada. / Poder dizer aquilo que realmente sente, e não as palavras daqueles que se ajoelham […]”! “Yes, it was my way!”

 

P.S. – Para a semana comentaremos a entrega voluntária do Pedro Dias, com exercício de liberdade de expressão “à mistura”, invocando factos que podem servir para a sua defesa ou condenação, mas que, de certeza, servirão para o melhoramento do desempenho da Polícia Judiciária!    

 

 

 

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20 thoughts on ““Liberdade de Expressão: um conceito utópico em Portugal”

  1. “promessa futura”???!!! É a primeira vez que tive conhecimento deste tipo de condenação.
    Afinal Portugal não é famoso só por possuir as praias do Algarve, o vinho do Porto, a melhor cortiça do mundo, um crack do futebol, o concurso – demonstrativo da nossa identidade – O Preço Certo etc.
    Parafraseando a cantora Monica Cintra “afinal havia outra….” condenação para lá das habituais, que se chama “promessa futura”.
    A minha Maria – que também lê o blog, disse-me: que pena não vivermos em Portugal!
    Porquê? Indaguei eu com os olhos esbugalhados.
    Porque quando nos casamos, tu prometeste – a mim e ao sr. prior – que de futuro serias um marido moderno e não és.
    Acredita que te punha em tribunal com a alegação de incumprimento de “promessa futura”.
    Ufa!!! ainda bem que estou a milhares de milhas de Portugal onde a justiça da santa terrinha é forte com os fracos, e fraca perante os fortes. Ou se quisermos também dizer, é mais vingativa do que punitiva.

  2. Liberdade de expressão:
    Democracia:
    Que raio de palavreado é este que se houve tantas vezes-na comunicação social, nos parlamentos, nos meandros da sociedade?!…
    Estejamos atentos ao que se vai passando nas politicas mundiais.
    Em Portugal, nada mais há a declarar, porque temos 10% a comandar os destinos quando houve um partido vencedor com mais de 40%.
    Recentemente, nos EUA, temos as Trumpalhadas. Há os Democratas de um lado e os Republicanos do outro. Se vencessem os Democratas, o país dava o exemplo da maior democracia do mundo. Dizem. Mas agora quem ganhou não foram os democratas mas sim os republicanos. Vamos manosprezar os vencedores que são cerca de 50% que opinam de maneira diferente? Está errado…A dita Democracia não pode, não deve ter um valor global de metade. As miorias são outra forma de pensar. Sejam as vistoriosas Trumpalhadas, Bushadas ou Clintonadas ou Obamadas.
    Da mesma forma questiono o conceito de Liberdade de expressão, na sua interpretação ou no seu julgamento. Será que chamar de palhaço a um Presidente da República é menos grave do que um cidadão enviar aos colegas a informação dos motivos que o levam a não colaborar profissionalmente com um camarada? Ou de alguém que ouviu, em tempo de guerra, alguém apelar ao apoio do IN e agora transcrevendo o seu conteúdo da sua versão ter de indemnizar?
    Não…
    Não contem comigo e não me venham engravidar os ouvidos com este tipo de pronúnca.

  3. não o conheço pessoalmente,mas tenho uma grande admiração por si. tenho aprendido tanto sobre as liberdades de expressão e outras.bem haja,sou um leitor assíduo. força,eu faço o exercicio de o divulgar e creio que valerá sempre a pena.SOMOS TÃO IGNORANTES.UM ABRAÇÃO.

    • Oh Pikasso com K, falas de democracia e esqueceste-te do essencial, nenhum eleito em Portugal, nos EUA, ou no resto da Europa representa o seu povo, sabes porquê?
      Porque o Trump ou a Clinton tiveram 50% de 50% dos inscritos, ou seja, em 100 apenas votaram 50 e, tendo 50% de 50, sao apenas representantes de 25% do povo. Os PAF obtiveram 38,5% dos 55% que votaram o que corresponde a uma representaçao de 21% do povo português.
      Vai aprender e a ler um pouco mais sobre diversos tipos de democracia, ou julgas que so existe um?

  4. Em Portugal é inadmissivel alguem ser condenado por “promessa futura” mas neste caso em concreto o Sr João de Sousa foi condenado por revelar o que muitos de nós sabemos e aceitamos enquanto não somos nós a passar días, meses e anos detrás das grades, mas o pior é que a justiça portuguesa segue no século XVIII.

  5. Caro Inspetor,
    Admiro o seu pensamento “Out of the Box”, assim como, a assertividade na maneira de opinar.
    Cito Naguib Mahfouz: ” Defendo tanto a liberdade de expressão como o direito da sociedade de a enfrentar. Tenho que pagar o preço por ser diferente”.
    Cumprimentos,

  6. Caro inspector
    Ainda bem que vai comentar o caso da entrega do Pedro Dias. Aproveito para lhe colocar umas questões que ainda não foram esclarecidas:
    1 – Ninguém mata por dá cá aquela palha, mas pode acontecer, o tiro partiu ou existia qualquer ameaça, etc., mas… a partir do momento que se mata um GNR e se tem outro por perto (armado), existem 2 possibilidades:
    – ou se mata o outro, e fica o assunto arrumado sem testemunhas (àquela hora);
    – ou existe um recuo e deixa-se o GNR em vida, tentando justificar que o 1° tiro foi acidental.

    Não faz sentido nenhum para quem acaba de matar, pegar no outro GNR e ir com ele no carro uns quilómetros, depois entrar numa mata para lhe dar um tiro. Esta versão apresentada (pelo GNR) pressupõe que já existia um plano pré-estabelecido, porque decidir aquela estratégia na hora não me parece credível, pois o tempo (de fuga) é muito importante para um criminoso.

    2 – Por outro lado, parece que o carro ficou atolado na mata e o criminoso foi obrigado a ir a pé pela estrada… àquela hora não havia trânsito nenhum. Por mero acaso, passou um casal e então atira nos 2 para ficar com o carro, o que demonstra muito nervosismo e que contraria a atitude anterior em que perdeu imenso tempo na passeata com o GNR.
    Ora, ficou com 2 carros, contando a carrinha dele que acabou por desaparecer do local onde devia estar. Será que havia mais do que um criminoso?

    3 – Quando ele diz, o sr. GNR é que pode explicar tudo, estará a querer dizer que ele estava lá, mas que não foi ele que matou?

    4 – A carta de condução do Pedro Dias estava no bolso do GNR morto. Ele deixava a carta, sabendo que estaria automaticamente identificado e condenado? Dizem… que também deixou a carteira no carro da GNR… é estranho deixar tanta identificação, o que comprova que se tivesse atirado a seguir ao 1° nada disto aconteceria.

    5 – Gostei da atitude. Calou-se perante o Juiz. Nada disse, evita pelo menos a fuga de informação, uma vez que não existe segredo de justiça que funcione.

    • Concordo, com o que escreve. Histõria muito mal contada. Há mais implicados. Como é hábito, e esta-se a ver, tudo vai recair, sobre o antecipadamente condenado, pois os agora denominados heróis, serão safos. Não convém mexer muito no assunto. Falta saber o que antecede esta história. Há este assunto do Sr. João de Sousa, que é o único preso, e os outros? PJs, gnrs, policias etc…, são todos inocentes?

  7. Porque não dás a entrevista ao teu grande amigo Hernâni carvalho??? Ele agora faz de conta que não te conhece não é???? Rabo apertado…. pelo menos terás o teus 30 minutos de fama, para continuares a mentir é a aldrabar. O teu outro grande amigo do IML disse no congresso há dias que não era teu amigo e que tinha apenas falado contigo duas ou três vezes.. que cambada rabo apertado calam-se que nem ratos. Mas tu mereces que eles te virem as costa sul porque sempre foste um cagao de merda, que inventava histórias mirabolantes e eras sempre o herói. Lembras-te quando andaste a dizer mentiras aos teus pseudónimo alunos sobre casos que não foram teus? Pois é eles agora tem um blogue onde colocam as tuas mentiras, blogue esse onde aparece gente engraçada que jura que não sabem de nada, um deles até é director de uma escola de enfermagem, um tal de João Paulo que diz que tu não eras professor lá e que pontualmente ias lá a convite de outros professores….. uma outra tal de Sandra Queiroz nega que te tivesses a coordenar qualquer curso não escola de enfermagem, e ficou toda borrada quando a ordem dos enfermeiros impugnou o curso…. essa escola até fez desaparecer os documentos que assinaste. É giro esse blogue. Colocam lá as horas que davas aulas e que curiosamente eram as horas que deverias estar a trabalhar. Explica lá como é que assinavas o ponto na Pj e estavas noutro lado? Outra coisa engraçada é oe e-mails que estão lá teus, és mesmo artista. Explica lá uma coisa então tu dizes que apresentavas conferências na América e que eras o maior e no blogue um tal de João pinheiro comentou que era mentira que tu foste à boleia do IML como emplastro assistir ao congresso. Ah pois, tu estás preso e não sabes deste blogue, os teus amigos agiram como são denunciadas as tuas fraudes vão lá a correr desmentir tudo. É só rir. A carneirada que aqui anda vai sair já em tua defesa e dizer que é a tua ex coordenadora que está por trás disso mas è mentira, são mesmo aqueles que sabem que és um mentiroso compulsivo. Para terminar o teu amigo Hernâni andou há duas semanas nos corredores da SIC a dizer que é mentira que vais para lá como comentador, que não é teu amigo e que quando te visitou na prisão foi para escrever uma notícia e que descobriu que afinal tu pertences ao grupo do políamor, que tens várias mulheres e que elas te sustentam. O rapaz está mesmo aflito, tu tens o rapaz entalado……uma última coisa a tua pseudo amiga do iml rosa madeira nega que tu fosses as autópsias que ela fazia na margem sul. Tu aparecias lá de fatinho armado em pintas e que perguntavas o que tinha dado a autópsia. E no hospital de almada um dia ias levando não tromba do dono da morgue o Olívio….. agora podem vir dizer que tudo é mentira, mas leiam o que circula e tirem as vossas conclusões ……. temos pena, 5 anos é pouco…..

    • Sr. Rui Oliveira: não faz parte da sua postura educacional comentar ou escrever sem ofender ?
      hà um velho ditado que diz “quem anda à chuva molha-se”. Faço votos que não contraia uma pneumonia com o que vou escrever.
      Para sua informação, não conheço nem de perto nem de longe TODOS, não é só o autor do blog, são mesmo todos os intervenientes desta novela amarela (ouro).
      Acompanho este blog como acompanho outros mais, sem que com isso eu tenha de ser qualificado ou chamado de “carneiro”.
      Se o que o sr. João de Sousa escreve neste blog tem alguma sustentabilidade para provar a sua inocência, ignoro. Pura e simplesmente ignoro. Tha’s it!
      Ele escreve eu leio.
      A partir deste binómio, eu construo as minhas conclusões. Se as ditas cujas estão/são correctas ou erradas, são da minha inteira responsabilidade.
      Independentemente de toda e qualquer responsabilidade criminal que possa ser atribuída ao sr. João de Sousa, suspeito que há também alguma vingança.
      Seja por ele ser vaidoso, arrogante, por inveja, mau carácter, ter excedido a sua competência de policia ou seja lá por outro qualquer comportamento, o cheiro a vingança é tão intenso que intoxica-me !
      E em que baseio esta minha desconfiança?
      Não o vou maçar, escarrapachando aqui nomes de arguidos de crimes (entre eles alguns quadros da PJ conforme divulgação feita pela CS) que de forma directa ou indirecta, também lesaram – e de que maneira – o erário publico – e não só.
      Espantosamente, alguns destes arguidos encontram-se em pura liberdade!
      Ao sr. João de Sousa nem pôde ( de acordo com o que ele escreveu neste blog) assistir ao nascimento do seu filho.
      Não acha o sr. Rui Oliveira um exagero?
      Já para não abordar uma condenação com base numa “Promessa futura”.
      Mas a justiça tem normas, leis e procedimentos que um qualquer mortal como eu, não tem acesso.
      É esta desuniformidade de critérios que me “prende” a este blog. E nada mais.
      Voltemos à “carneirada” para terminar.
      Uma vez que o sr. Rui Oliveira veio AQUI a este rebanho de carneirada divulgar casos que eu desconhecia – não sou procurador de ninguém – manda-me a minha postura educacional dizer-lhe : Welcome to the sheepfold (bem vindo ao rebanho da carneirada).
      Se me permite sr. Rui Oliveira, sugiro que dê uma vista-de-olhos pela manada de vacas onde anda a sua excelsior mãezinha. Se não a vir por lá, vá à herdade ao lado e espreite se na manada de bois está lá o seu paizinho acompanhado de sua mãezinha.
      Tenha um Bom fim de semana.
      Fernando Santos

  8. É lá temos aqui coisa brava…. rui oliveira coloca nomes novos… quero ler esse blogue. Agora fiquei com curiosidade. Já tinha ouvido conversas que algumas coisas ditas por este João de Sousa eram aldrabice, mas agora com novos nomes a coisa fica preta. Aliás a primeira mentira que eu apanhei dele foi ele dizer que era o maior dos crimes sexuais, essa é para rir, eu tive aulas com uma pessoa que domina a área e afirmou que este indivíduo não sabe nada de crimes sexuais e que apenas repete o que ouve falar. Que chumbou duas vezes para o concurso de chefes. Em relação aos crimes sexuais um colega deste João afirma com as letras todas que um dia este João andava com uns papéis na mão a falar de uma técnica nova de investigação e que ele tinha investigado essa técnica fora do país, e depois um dia a ver a SIC percebi que quem trabalhou essa técnica foi um enfermeiro forense que custa ir à SIC comentar casos com o Hernâni, e não há dúvida que esse enfermeiro sabe o que diz. E esse colega deste João em Setúbal disse que era fácil perceber que este João mentia e que tinha copiado e plagiado as coisas. Aliás esse inspetor de Setúbal diz que um dia viu esse enfermeiro da SIC na sede da PJ a falar com este João de Sousa e que o João andava atras dessa pessoa a tentar saber coisas sobre crimes sexuais, e que depois falava pelos corredores como se fosse ele o autor… realmente começa a haver muita coisa que não faz sentido. Outra mentira que apanhei deste João foi um dia que fui a uma Miño conferência na escola da Pj em Loures e vários inspetores da Pj ficavam doidos quando ouviam o nome deste indivíduo e diziam que a melhor coisa que tinha acontecido tinha sido a saída dele de Lisboa. E è engraçado que um episódio que ele fala aqui como sendo ele que resolveu, foi apresentado nessa conferência pelo verdadeiro investigador e percebia-se que o caso era dele, e este João veio aqui dizer que era dele. Vamos ver as coisas de outra forma, porque começa a ser muita gente a dizer que ele mente. Estão todos errados e só ele é que está certo???? Vamos ser honestos na reflexão. Uma coisa è verdade, ele foi condenado. Existem outras histórias que agora não fazem sentido e fiquei com a pulga atrás da orelha, porque eu conheço esse tal de Olívio do hospital de Almada, porque ele è instrutor de artes marciais e de fato é verdade que existiram problemas entre ambos e este João fugiu para não levar pancada, porque a atitude dele foi horrível para com as pessoas que trabalhavam lá. E o Olívio quando se fala deste João diz logo que apenas está admirado de apenas descobrirem as fraudes agora. Vamos ver então o que vai acontecer…

  9. Fernando Santos, excelente comentário.
    Assino por baixo.
    Quanto aos comentários do Rui Oliveira e da Silvia Neto pois “os meus cornos” dizem que os nomes próprios são falsos e que são uma cambada de invejosos, mentecaptos.
    Comentam apenas para lançar a dúvida e para descredibilizar.

  10. Ó Sr. Rui Oliveira, o Sr.director João Paulo Batalim Nunes?? Não me digas que foi o senhor que foi a tribunal testemunhar de forma abonatória exactamente o contrario do que tu dizes aqui…e que repôs também a verdade em tribunal quanto a um vergonhoso e falso testemunho de um coordenador de nome Pedro Fonseca…
    O ódio cegou-te de tal forma que te distraiste na elaboração…
    Calma! O homem está preso e ainda incomoda?? pelos vistos passa por aqui muita gente “apertadinha”.
    Os animais de sangue frio são os únicos que têm veneno. Pois é…
    Venha daí essa entrevista sr inspetor!

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