“Discrepância (2ª parte): “Fact-checking””

Liberdade daqui a: 1077 dias!

Na passada semana olhámos as gritantes discrepâncias entre o que a Teoria e os Teóricos propalam aos ventos e o que de facto se pratica.

Abordou-se a temática dos crimes contra as pessoas e as reais práticas e condicionamentos que existem nas instituições que têm a competência (exclusiva no  caso da P.J.) de “tratar” esses problemas.

Como sempre o faço, objectivando não perder o “mundo real” em que vive o(a) Caro(a) Leitor(a), passei em revista a imprensa escrita da semana que passou:

“Bem vindos à era do “fact –checking”[…] O que agora conta mesmo, e começa a dominar todo o debate político, é a quantidade de vezes que Donald Trump e Hillary Clinton faltam à verdade […]”

Trata-se de um excerto do editorial do Director-adjunto da revista “Visão”, Rui Tavares Guedes, edição de 6 de Outubro de 2016.

Rui Tavares Guedes faz, no seu editorial, a apologia do “fact-checking”, afirmando que esta prática, “em quase tempo real à medida que os candidatos falam… e mentem”, é muito importante para o voto esclarecido dos votantes, sendo que em “termos de debate: passou a discutir-se muito mais os factos e as propostas concretas, em vez da imagem ou o estilo de comunicação dos candidatos[…]”

O “fact-checking”, ou (tradução minha) o escrutínio dos factos (“factos” aqui como declarações dos candidatos) ou como no editorial, “verificação de factos”, é uma questão capital para mim porque tenho observado com atenção os comentários que aqui deixam e as missivas que recebo de leitores deste blogue.

Muitos de Vós demonstram incredulidade, manifestam espanto.

Aceito perfeitamente. A minha condição actual – autêntico Coriolano sujeito ao degredo, à reclusão – pode ser factor, argumento válido para a desconfiança de quem por aqui passa: “zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades”, ou, como declarou o actual primeiro-ministro António Costa após a visita ao ex-recluso Eng. José Sócrates: “Vai lutar pelo que acredita ser a sua verdade”.

Compreendo que o(a) Leitor(a) possa pensar, estar convicto que esta é a minha Verdade, a minha narrativa, por mim esculpida por forma a melhorar ou branquear uma imagem muito negra e pouco abonatória. Mas, e muitos sempre disseram que sou um dos “favoritos da Fortuna”(não sei porquê, vejam como estou agora!), como disse Francesco Carrara: “A certeza está em nós, a verdade está nos factos”, e esta semana os factos corroboraram o que na semana passada vos deixei.

Atentem na discrepância:

Edição de 8 de Outubro de 2016 do “Correio da Manhã”.

Página 10: com uma “seta para cima”; Vitor Paiva, Coordenador da P.J. de Setúbal. “P.J. de Setúbal apanhou homem que abusou sexualmente de menina de 13 anos e fez fotografias dos actos sexuais com a criança.”

A mesma edição de 8 de Outubro de 2016 do “Correio da Manhã”, cinco páginas depois, o mesmo caso.

Página 15: “Seduz criança e fotografa sexo […] Perícias ao computador do suspeito vão tentar apurar se as imagens de sexo foram partilhadas. […] Ouvido ontem por um Juiz no Tribunal de Almada, saiu em Liberdade […]”.

Quid est veritas, qual é a verdade ou o que é verdadeiro…

Importa referir que conheço o Coordenador Vitor Paiva, apresentado pelo Coordenador Pedro Fonseca, aquando de uma apresentação conjunta, em Setúbal, a futuros Magistrados, na altura ainda em formação no CEJ.

Eu fiz uma apresentação sobre gestão de cena de crime, o Coordenador Vitor Paiva apresentou temática da sua área – corrupção e fraude –  era ainda Inspector-chefe.

Os “ecos” que me chegaram referenciavam-no como um bom chefe, um bom profissional.

Como desconheço o processo em questão, não vou ser taxativo, nem considero irretorquível aquilo que vou expor, mas têm que me conceder que se trata de mais uma “discrepância”, uma disparidade que eu aqui invoco como um “fact-checking” que reforça e comprova o teor do meu texto da passada semana.

Redde Caesari quae sunt Caesaris, et quae sunt Dei Deo. Primeiro vamos dar a César o que é de César ou, no caso em apreço, ao Coordenador Vitor Paiva o que é do Coordenador Vitor Paiva: conseguiu uma “seta para cima na página 10 e na 15 referir que a responsabilidade da colocação em liberdade do abusador sexual é do  Juiz de Instrução, não é para todos! A Coordenação do departamento de Setúbal e os seus funcionários e a própria P.J. como instituição, ficou a ganhar com a saída da Coordenadora-superior Maria Alice Fernandes e com a chegada de Vitor Paiva!

“As relações públicas são o complemento do “saber-fazer”” (in “O efeito borboleta”, RTP2, 12 de Outubro de 2016)

A gestão da imprensa, a gestão dos danos, foi neste caso bem sucedida!

Sempre relevando não ser a minha argumentação irretorquível, consequência da análise ter sido realizada através dos “média” e da “estranha discrepância” entre a página 10 e a página 15, para mim, eu que já estive no “lado de lá das grades”, é um triste “Déjà vu”!

A minha convicção foi sempre, e ainda se mantém, de que a Polícia Judiciária é que encerra em si o poder de manter alguém preso, condenar ou absolver!

Sim, conheço a lei. Conheço a lei orgânica da P.J., do Ministério Público e dos Juízes. Conheço o Código Processo Penal!

Um Inspector-chefe que muito admiro profissional e pessoalmente, que dizia a todos que eu tinha sido “o mais manhoso de todos os estagiários” (olhando agora para o sítio onde estou, não sei se deveria ter escrito isto!) sempre que o visitava, na sua brigada, dizia:

– Este mês já prendi 20 (30 ou 40)! E vocês nos homicídios?

– Mas ficaram todos em prisão preventiva, chefe? – eu.

– Não! – indignado – Mas a culpa não é minha é dos Juízes e dos Procuradores! – taxativo.

E aqui divergíamos.

As promoções do Ministério Público, as decisões do Juiz de Instrução ou mesmo do Juiz/Colectivo de Juízes em fase de Julgamento, são baseadas, fundamentadas no que a investigação da P.J. reúne e apresenta na fase de inquérito.

Ouvir como eu e todo o Tribunal ouviu, incrédulos, a Coordenadora Maria Alice dizer no meu Julgamento que não conhecia ou tinha qualquer responsabilidade no que foi a Acusação , é uma “discrepância” que mais do que evidenciar a falta de isenção, profissionalismo e credibilidade da mesma, revela a tentativa desesperada de se distanciar da responsabilidade da condução de uma investigação a um funcionário seu que se pode considerar, no mínimo, “tendenciosa”.

Pouco depois da apresentação ao CEJ anteriormente referida – onde estava também o (na altura) Inspector-chefe Vitor Paiva – no âmbito do serviço de prevenção a homicídios tive que tratar de um caso de suicídio com recurso a arma de fogo (espingarda-caçadeira).

O “caminho para o erro” foi logo encetado quando no local faltava material indispensável para a realização de perícia a vestígios resultantes de disparo de arma de fogo!

Discrepância: a P.J. recebeu carrinhas destinadas ao transporte dos peritos e material forense, mas em Setúbal, gestão da Coordenadora Maria Alice, os peritos por “questões logísticas” deslocavam-se em outras viaturas (por vezes a própria) e não levavam para a cena de crime todo o material indispensável para a realização da inspecção judiciária!

Sem material, decidi realizar a perícia em sede de exame autóptico (autópsia) no qual estaria presente.

Entretanto, recebo uma chamada do Procurador que se encontrava de turno, que cordialmente começou por parabenizar-me pela exposição sobre a gestão da cena de crime a que assistiu em Setúbal, colocando de seguida a costumada questão:

– O que acha que se passou, Sr. Inspector?

Relatei-lhe o que tinha apurado, acrescentando que, apenas pelo “exame macroscópico”, tudo apontava para suicídio, “conclusão definitiva após a autópsia”, acrescentei.

Apercebi-me que era intenção do Sr. Procurador dispensar a autópsia!

Argumentei que não o deveria fazer porque somente após o exame autóptico, com a informação resultante, poderia em razão de ciência infirmar ou confirmar o que eram somente convicções minhas.

– Sr. Inspector, eu tenho confiança na sua análise, eu assisti à sua apresentação!

– Mas não tenho eu, Sr. Procurador!

– Não tente ser modesto porque é coisa que não consegue ser, eu assisti à sua apresentação! – em tom divertido.

De imediato tomei nota da hora do telefonema e do nome do Procurador porque antecipei a desgraça!

Concluindo: o Procurador dispensou a autópsia, eu consignei no meu relato da inspecção judiciária a conversa mantida e o profundo desacordo com a decisão tomada.

Resultado: uma/duas semanas após o funeral do suicida tivemos que exumar o corpo para realizar, tardiamente, a indispensável autópsia!

O “efeito de Halo”, termo cunhado por Edward Thorndike (Psicólogo) em 1920, trata-se de um erro cognitivo no qual a impressão que temos de um indivíduo influencia a forma como sentimos ou pensamos a sua pessoa, as suas acções, aquilo que nos diz. Quando este efeito está presente, todos nós anulamos as “discrepâncias”, as contradições que possam existir para que o “que nos chega” seja em consonância com a nossa falível opinião, formada com base na agradabilidade que o “Outro” desperta em nós!

A P.J. “goza” do “efeito de Halo”! Tudo aquilo que no “papel” (inquérito) colocamos é valorizado, atendível, credível!

Então coloca-se com propriedade a questão: “Não foi credível aquilo que a P.J. de Setúbal apresentou neste caso em particular?”

Foi uma questão de casuística: cada caso é um caso!?!

Não se observou o casuísmo: apego à letra da lei ou à jurisprudência do Tribunal!?!

No caso que expus na semana passada, o sujeito é condenado a 17 anos de prisão efectiva, por factos semelhantes, e este é colocado em liberdade? Na mesma comarca!?!

Casuística? Inobservância do casuísmo? Deficiente investigação de um crime de abuso sexual?

Deixemos este caso porque desconhecemos toda a informação, conquanto o nosso conhecimento da realidade logística (funcionários, meios e conhecimento) do Departamento de Setúbal permite a colocação das questões apresentadas.

Debrucemo-nos sobre estas discrepâncias que nos assaltaram durante a semana e que também motivaram este opúsculo:

Eng. José Sócrates vai lançar um livro sobre Liderança e Carisma!

Já se “fala” que não foi o próprio a escrever, contratou um “escritor-fantasma”!

Não vou alimentar essa questão (da autoria do livro) não vou artificialmente criar uma “discrepância”, até porque, de acordo com o meu Moleskine:

29/Nov./2014. Sócrates fala-me de um futuro livro sobre carisma na liderança. Aconselha-me a ler Alexander Kojève, “A noção da autoridade”; Jean-Claude Monod, “O que é um chefe em Democracia”.

30/Nov./2014. “João, um político tem de ter amor-próprio, muito, tem de gostar que gostem dele, a vaidade move-o!” (José Sócrates)

30/Nov./2014. Porque falou-me de Max Weber, “Economia e Sociedade”, facultei-lhe o “Manual de Comportamento Organizacional”, nomeadamente a citação de Weber sobre carisma.

Depreciou a minha leitura: “Isso é um manual, João. Eu falo de experiência própria!”

Confirma-se: Sócrates “tinha na cabeça” escrever um livro sobre Liderança e Carisma enquanto esteve em “Ébola” (“fact-checking!”).

Discrepância: ao contrário do que a “Visão” afirma (edição de 13 de Outubro de 2016) ou seja, que Sócrates escreveu a obra intitulada, “O Dom Profano”, enquanto esteve preso, José Sócrates não escreveu nada enquanto aqui esteve, à excepção de comunicados que depois eram “tratados” por Pedro Silva Pereira. O Engenheiro passava as manhãs a praticar desporto e as tardes/noites a ver filmes e séries em DVD.

Reconheço que em termos de “marketing” a visão romântica do “Mandela português” em longa lucubração vertendo no papel epifanias várias, ajuda na venda do livro, mas não foi assim que se passou. Claro que o Eng. Sócrates não precisa de “marketing de vendas”. Como no passado (e isto é facto comprovado) o próprio assegura a compra do livro!

Terminando. Discrepância:

Na mesma edição da revista “Visão” (13 de Outubro de 2016), um trabalho da Jornalista Sílvia Caneco: “Veiga transferiu 155 mil euros para alegado testa de ferro de Rangel”.

Acérrimo defensor da presunção de inocência, ainda que o princípio não se aplique a mim, não vou defender a culpa ou inocência do Juíz Rui Rangel, apenas espero que o princípio se aplique ao mesmo (e está a ser aplicado).

Então onde está a discrepância, João?

Permitam-me responder com outra questão (sei que não é muito elegante fazê-lo): “Onde está o Juíz Rui Rangel que não o tenho visto por aqui, em “Ébola”, a caminhar no pátio comum?”

Os e-mails a solicitar dinheiro! As fotografias da P.J. a documentarem encontros entre José Veiga e Rui Rangel!

Como? As fotografias nada provam?!?

Claro que não, estou de acordo! E o que prova eu encontrar-me com o meu co-arguido numa cave da sua loja por uma ou duas vezes?

O DCIAP mandou extrair certidão de um processo porque desconfiava que José Veiga poderia ter oferecido dinheiro a Rangel na tentativa de que o “Juíz o ajudasse em processos judiciais em curso”!

É só desconfiança, nada provado! Pois, mas eu sem concretizarem como fui corrompido, decidiram que se não o fui, seria no futuro! Prometeram-me!

Na peça jornalística mencionada:“[…] Logo de seguida, e à medida que Rui Rangel iria enviando e-mails ao pai de Bernardo a pedir dinheiro, seriam feitos depósitos numa conta em nome do Juíz-desembargador […]”

Parece que neste caso, e ao contrário do meu, apesar da 9ª Secção da Relação ter afirmado que eu “movimentava quantias incompagináveis com o meu ordenado de funcionário público”, o que depois em sede de Julgamento se provou ser infundado, o Juíz Rui Rangel de facto movimentou dinheiro numa conta sua!

Movimentos abaixo dos 10 mil euros, vários, o que não levanta suspeitas!

Espero, para o bem da Justiça e também para o cidadão Rui Rangel, que tudo isto possa ser esclarecido da melhor maneira; agora que a “discrepância” é aflitivamente evidente atendendo ao “fact-checking”, lá isso é !!!

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18 thoughts on ““Discrepância (2ª parte): “Fact-checking””

  1. Caro Sousa:

    Certo dia, estava eu a almoçar com um teu (ex-)colega, amigo de longa data e, contrariando os nossos hábitos, que é nunca falarmos do serviço que cada um desempenha, por curiosidade, perguntei-lhe qual era a sua opinião a teu respeito, tendo o mesmo respondido que constava que de facto eras um bom investigador, porém, um pouco vaidoso e lamentava que te tivesses metido na situação em que te encontravas.

    De facto, também é essa a minha opinião, mas vou mais longe, és uma pessoa que tem alguma cultura e conhecimentos técnicos que te permitiriam transformares-te num dos melhores investigadores que a PJ alguma vez teve nos seus quadros, no entanto, tens características intrínsecas que fazem parte da tua personalidade, que deitaram por terra as aspirações de um dia vermos o João de Sousa no quadro de honra de uma das mais prestigiadas polícias da europa (por mais que te custe, e às tuas ovelhinhas que parece estarem a ficar tresmalhadas, a tua ex-casa é uma das mais prestigiadas polícias de investigação criminal e, infelizmente, não foste tu que contribuiu para esse prestígio, mas sim muitos daqueles que agora tu tentas denegrir, alegando que os mesmos não passam de uns analfabetos desprovidos de conhecimentos técnicos e jurídicos e, mais grave ainda, pessoas mal formadas, imbuídas de má fé que prejudicam gravemente os pobres investigados, como foi o teu caso).

    João de Sousa, lamento dizê-lo, principalmente a quem está preso, mas tu, como não tens respeito por quem anda cá fora, também não mereces que se tenha pena de ti que estás aí dentro, e parece-me que chegou a altura de te dizer a verdade. Tu … meu caro, és um egocêntrico, narcisista que faz de si o centro do universo, subestimando os outros, culpando-os de tudo o que está mal ou está errado. Tu … podias até escrever artigos interessantes, tens conhecimentos para isso, mas apenas escreves sobre ti e sobre os teus próprios interesses, és incapaz de reconhecer a realidade objectiva, estás permanentemente ocupado com a tua imagem (recorda a forma como te apresentaste de anel dourado), com os teus pensamentos e com a realidade virtual que criaste, realidade essa que não te permite reconhecer que erraste.

  2. Não sei se será de rir ou chorar que um elemento da PJ se chame Jack – O Infiltrado, que investigações estejam à responsabilidade de um pseudo Jack. E sendo uma pessoa tão frontal, directa e de opinião devidamente fundamentada, não consiga dar a cara…O Homem que caiu da cadeira que volte porque este país está do avesso. Lamento a falta de criatividade na criação do pseudónimo.

    • Caro “António Alves”, estava para “desancar” em si, mas não vale a pena. Vou apenas referir expressão “dar a cara” e pouco mais. Pois é, se eu em vez de Jack, tivesse colocado “Luís Vaz de Pessanha”, “Joaquim Florêncio Salvaterra”, ou “Maria dos Prazeres”, estaria identificado(a). Muito bem. Brilhante. Óptima dedução lógica. Depois vem a de “Jack – O Infiltrado”, ora estamos num site onde vêm alguns PJ’s, o “gajo” escreveu Infiltrado, só pode ser, agente infiltrado, é também PJ. Perfeita dedução lógica. Um verdadeiro silogismo, diria eu, premissa maior, menor e respectiva conclusão. Se o “António” ler o que o Sousa costuma escrever, verificará que essa é uma da críticas que o mesmo tece à sua rapaziada. Ah …. pode ficar descansado, nem tudo o que reluz é ouro, não sou PJ e … muito menos investigador dos outros ÓPêCês.

  3. Concordo em absoluto, em tdo q afirma Jack!!
    De facto foi necessário ser preso, João Sousa, para denegrir a PJ, enqto ali permaneceu foi a melhor instituição de investigação!!
    Começo a colocar mts dúvidas sobre o q diz e mais ainda sobre as suas atitudes!!
    Fique bem.

  4. By “Jack o Infiltrado”
    “… (por mais que te custe, e às tuas ovelhinhas que parece estarem a ficar tresmalhadas, a tua ex-casa é uma das mais prestigiadas polícias de investigação criminal e, infelizmente, não foste tu que contribuiu para esse prestígio, mas sim muitos daqueles que agora tu tentas denegrir, alegando que os mesmos não passam de uns analfabetos desprovidos de conhecimentos técnicos e jurídicos e, mais grave ainda, pessoas mal formadas, imbuídas de má fé que prejudicam gravemente os pobres investigados, como foi o teu caso)…”

    Ora bem…focando apenas está conclusão do ilustre comentador… gostaria de entender, se o mesmo se der ao trabalho, o que encarecidamente lhe peço, porque raio, devo ser eu considerado “ovelhinha”?
    Depois e gravíssimo, “os pobres investigados”?

    Sr Jack o Infiltrado…com perdão na sua análise, as suas palavras vêm imediatamente carregadas de preconceito e opinião formulada…

    Pergunto…o Sr acha decente, correctô, ético, que os meios que a força pessoal que o Sr supostamente representa, sejam utilizados por muitos agentes e inspectores para contrololar mulheres, amantes, namorados favores a amigos em benefício que nada tem com uma investigação criminal?

    Pergunto…o Sr acha normal que 95% dos crimes que vossas excelencias promovem a acusação e que servem de base a prisões preventivas, não sejam dadas como provadas?

    Pergunto…o Sr acha natural e idôneo que se leve uma criança a novo abuso para obter meio de prova?

    Como referiu no seu comentário, de facto, uma das melhores polícias da Europa sem dúvida…

    O tal Palito, foi agarrado PORQUE? E este agora que anda a monte?
    Estão mesmo preparados pá…

    Sr João, deixo-lhe um desafio…esclarece por favor, se lhe for possível…o Caso Casa Pia e a condenação do Sr Carlos Cruz.

    Um abraço às “ovelhinhas” como eu, ao Sr João e à família e muita força

  5. Caras ovelhas e demais comentadores que se deram ao trabalho de comentar o meu comentário. Mantenho tudo o que supra escrevi, porém, e para terminar, gostaria de acrescentar o seguinte: Nada me move contra o Sousa, a não ser a condenação da sua conduta, porque entendo que a não devia ter praticado, por a mesma ser reprovável e ele mais do que ninguém sabia da sua censurabilidade. Lamento a sua clausura forçada, porque presumo que não deve ser fácil estar privado da liberdade e da companhia da mulher e dos filhos, estando todos sem excepção a sentir uma dor incalculável, que só quem se vê nessa situação é que poderá avaliar o respectivo grau de intensidade. No entanto, tudo isto não me impede de referir que quem pratica factos de natureza criminal tem que arcar com as suas consequências, que é o que está a acontecer. Para concluir, caro Sousa, desejo sinceramente que o tempo de reclusão passe rápido e que te concedam a liberdade condicional o mais breve possível. Boa sorte.

    • Grato pelo comentário.
      O facto de me mostrar crítico, não iliba a responsabilidade civel e criminal do Sr João de Sousa no que ele próprio confessou.

      By José Monteiro à RR
      “…Mas era mais importante deter o homem, ou juntar prova? “As duas coisas são importantes, porque se eu detiver o homem e não tiver prova suficiente de que foi ele, nesta fase de forma indiciária, o que é que acontece? O juiz não consegue aplicar-lhe uma medida de coacção adequada.”…”

      O que me preocupa é exactamente isto…
      Os crimes que suportaram a retenção deste e de outros cidadãos, no final do julgamento, são esses mesmos, que fundamentaram as graves medida de coação que, não se produziram Prova!!!

      Como já referi noutro comentário…É criar uma “sopa da pedra”, mandar à parede que alguma cola…

      Abraço

  6. Nunca vim a este blogue mas como existe um post do João de Sousa que simplesmente é mentira do princípio ao fim, decidi vir cá pela primeira e última vez. Fui aluna de assim se pode dizer do João de sousa, num curso de pos graduação que não altura era coordenado pelo professor pinto da costa. O João de sousa era um inspetor que foi dar uma aula, mas que rapidamente começou a falar mal de toda a gente e o coordenador deixou o curso, ficando na orientação do curso este João. O joao não era licenciado e estava a coordenar um curso de pessoas licenciadas e na altura os alunos reclamaram com a universidade o que levou à suspensão do curso e a um pedido em massa de retorno do dinheiro. Aliás este João de sousa quando começou a ser apertado virou as costas porque dizia que não era Justo receber apenas 20€ hora. Preço este que já era demais para alguém sem licenciatura. O post em que ele fala dos crimes sexuais é uma mão cheia de mentiras, no nosso curso foi dar aulas uma pessoa especialista na área, e que ensinou muita coisa a todos e inclusive a este João de sousa. Era especialista inclusive tem reconhecimento internacional e se ele abri-de a boca matava este João de sousa com estas mentiras. Outra grande mentira é ele ter feito um trabalho lá fora que todos elogiaram e copiaram, mentira. Eu conheço a autora do trabalho que esteve em 2011 em Portugal, e este João fez plágio simplesmente, plágio que foi descoberto e só não deu mais problemas porque a autora não quis avançar com queixa, mas este mentiroso foi corrido da academia e nunca mais apresentou nada nos congressos. Aliás basta perguntarem ao professor Duarte Nuno o que se passou e ele contará está história. Quem quiser acreditar nele que acredite, isto passou-se na escola de tecnologia de saúde em Lisboa e existem provas da impugnacao do curso e dos vários e-mails enviados a denunciar as mentiras deste homem.

    • Seria necessária uma resposta por parte do Sr João de Sousa.
      No entanto, eu volto a dizer…Os crimes que ele confessou, para mim, deve ser condenado pelos mesmos.
      No entanto…Pelo que não se provou, pelo que se diz, fez e acusou, ele não foi condenado…
      Não deve o órgão que promoveu a acusação estar totalmente seguro do que ACUSA?
      É com ele e com muitos…

  7. 5) “ … 95% ….” Isso não corresponde à verdade, e o meu caro comentador tem consciência disso, salvo raras e honrosas excepções sempre que há prisão preventiva há condenações (como simples cidadão tenho dúvidas em relação ao 44, talvez se safe, mas já reparou que não é a PJ que está a investigar o caso). Por alguma razão no nosso ordenamento jurídico em tempos vigorava o modelo inquisitório, que competia ao simultaneamente ao juiz inquirir, acusar e julgar, no fundo era um processo discricionário, em que o juiz não era imparcial e ficava limitada a defesa do arguido (era a mesma coisa se a PJ ou os outros OPC’s investigassem, de seguida acusassem e por fim julgassem), posteriormente passou-se ao modelo acusatório (em vigor), em que há separação entre a entidade que investiga (PJ sob a tutela do MP) e acusa (MP) e a entidade que julga (juiz do julgamento), isto é, quem investiga e acusa não julga, razão pela qual há algumas absolvições, mau seria se não houvesse nenhuma absolvição (lá estaríamos nós no modelo soviético, chinês ou afins).

    6) “ … criança ….”, desconheço esse caso, não veio nos jornais, logo não é do meu conhecimento, mas a ser verdade, se bem que duvido da sua veracidade, não é admissível.

    7) Em relação ao “Palito” e ao actual foragido, tem que compreender que a vida real é muito diferente dos filmes CSI e de outros análogos em que tudo corre segundo a vontade do guionista e que deforma a visão de quem os vê. Na vida real uma perseguição leva tempo, têm que se colocar no terreno os meios adequados, organizá-los e tentar prever as reacções e as capacidades do fugitivo, bem como a logística de que o mesmo possa beneficiar. Ponha vários Sousas no terreno e o resultado, pode crer, não é melhor. Porém, não sendo eu um “expert na matéria”, mas apenas um mero comentador que “amanda” uns “bitaites”, é melhor recorrer ao Sousa e o mesmo, por certo, terá todo o gosto em o esclarecer.

    Cumprimentos,

  8. 1) “Ovelhinha”: o caro comentador é uma pessoa inteligente, não seja modesto, como tal, sabe muito bem o que eu queria dizer com isso.

    2) “Pobres investigados”, não tem o sentido que V. que lhe quer atribuir, é apenas uma forma de expressão vulgarmente utilizada por certas pessoas, como é o meu caso.

    3) “…palavras vêm imediatamente carregadas de preconceito e opinião formulada…”, é a sua opinião pessoal.

    4) “… favores a amigos ….”, V. sabe que essa conduta integra o crime de abuso de poder, porque faz uso de poderes que os polícias detêm para fins diferentes daquele para que a lei os concede. A razão pela qual eu sou contra uma polícia única em Portugal é mesmo por isso, para se poder denunciar crimes a diferentes OPC’s e controlam-se uns aos outros, com benefício para os cidadãos. Se tem conhecimento dessas condutas ilícitas denuncie.

  9. Jack meu amor…é mesmo você???pensei que tivesse ido de foguetão até à lua! Desapareceu… Se é você o the one and only fico feliz em revê lo. Confesso que tinha saudades suas meu amor virtual. Um beijo da sua eterna musa Lili

    • Oh querida Lili, sim, I’m The Special one. Não fui para a lua, mas andei lá perto. Desculpe não responder logo, mas como sabe sofro muito com este amor virtual, e a minha musa não faz nada para o tornar real!

  10. Carlos Andrade, tentei responder às suas perguntas, mas pelos vistos estou a ser bloqueado e a resposta saiu uma salada russa. Agradeço se digne afastar a presunção que sou da PJ, senão, os colegas do Sousa, ainda me acusam, e bem, do crime de usurpação de funções.

    • Sinceramente agradeço-lhe o trabalho que teve em responder ao que lhe deixei como perguntas e sou-lhe mesmo grato pelo tempo que dispensou.
      Não defendo nem acuso ninguém, acompanho os textos bem como os comentários que são aqui deixados…
      Quanto ao conhecimento a que responde no ponto 4, infelizmente eu tenho conhecimento sim e, lamentavelmente, nada posso fazer mas…gostaria de ter essa condição mas, chegará o dia.

      Olhe, com consideração, um abraço para si e obrigado

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