“Sísifo, o Leão, a Raposa e a Barata”

Liberdade daqui a: 1091 dias!

Nota Prévia: ou para ser mais exacto, agradecimento prévio. Grato a todos que passaram e passam por aqui. Uma semana antes deste blogue fazer dois anos, atingimos os 300.000 visitantes!

150.000 por ano, 12.625 visitantes por mês! Não está nada mal para um sujeito que se encontra sepultado vivo! Muito obrigado, a todos!

Dia 4 de Outubro de 2016, o blogue faz dois anos e a minha Maria Helena de Sousa (a.k.a. “Monstro Ucraniano”) completa 10 anos!

Treze dias após a leitura do acórdão da sentença, como estou? O que mudou em mim?

Não sei se vou prejudicar a minha causa, mas 13 dias após o anúncio da minha conduta corrupta motivada por uma “promessa”, não sinto arrependimento ou realizei autocensura!

Bom, não será grave porque estou a recorrer, a ressocialização e a reinserção só se verificam após transitar em julgado!

48 horas após o anúncio da “minha promessa” fiz anos e o meu “Secretariado” ofereceu-me a 1ª edição na “Livros do Brasil / Porto Editora” (Setembro de 2016) do “Mito de Sísifo” de Albert Camus, tradução de Urbano Tavares Rodrigues.

Muito a propósito: também eu, qual Sísifo moderno, com enorme esforço físico e sofrimento psicológico, continuo a carregar a pedra que mais uma vez rolou encosta abaixo.

Também eu, “homem absurdo”, deparo-me com o absurdo de uma sentença que estava há muito anunciada.

Sem arrependimento, sem autocensura, revejo-me nas palavras de Camus: “[…] A este respeito todas as experiências são indiferentes. Há as que servem ou prejudicam o homem.

Servem-no se ele é consciente. Senão, isso não tem importância. As derrotas de um homem não julgam as circunstâncias: julgam-no a ele próprio […]”.

Não serão as circunstâncias, a matéria de facto que me “obrigam a este lugar”, é notório que assim o é pela leitura atenta e crítica do acórdão: sou eu e a minha postura (como aliás o Ministério Público e a Juiz-presidente invocou – a postura – para a manutenção da minha prisão preventiva ao longo de 2 anos, 5 meses e 22 dias, mantendo-se ainda hoje!).

Noticiado: o Juiz Rui Rangel recebeu / solicitou dinheiro a José Veiga. Existem e-mail´s que o provam! Isto são circunstâncias, factos! Existem talões de depósito!!!

Noticiado e provado: malas de dinheiro, pedidos de dinheiro, compras de livros com dinheiro disponibilizado por um “amigo de escola”. Isto são circunstâncias, factos!

Então é admissível colocar a questão: “Por que razão estas circunstâncias, estes factos, não relevam para um sujeito e a ausência destas acções / comportamentos que tipificam crimes idênticos, para outro não importa, transforma-se numa “promessa futura” que justifica 4 anos de pena pelo crime de corrupção?”

Um pequeno salto a Shakespeare e à sua “Tempestade” porque também sou Próspero isolado numa ilha, somente com os seus livros e nem sequer tenho as “minhas Mirandas” comigo: “Feriram-me duramente com as suas graves injúrias, mas com a nobre razão respondo à fúria. A excelência está na verdade, não na vingança.”

Sísifo foi condenado pelos deuses porque foi “leviano para com eles”, “revelou os seus segredos”.

Igualmente condenado pela violação de segredo de funcionário (agravado, pois só assim ia até aos 5 anos e 6 meses) não vi ou ouvi em nenhum momento deste processo-crime (1º interrogatório, Instrução e Julgamento) o conteúdo de gravações que demonstravam o “revelar do segredo de muitos deuses”; o revelar de comportamentos por parte de quadros superiores da P.J. (nomeadamente de quem coordenou a investigação) acções que evidenciavam aquilo que a Juiz-presidente sobre mim afirmou no seu acórdão: “[…] No caso do arguido João de Sousa, mostra-se mesmo agravada a censurabilidade ético-jurídica da conduta, atenta a violação reiterada e grave dos deveres a que se encontrava obrigado, no exercício das suas funções, na qualidade de Inspector da Polícia Judiciária […]”.

Voltando ao texto da semana passada: “Ou há moral, ou …”

Estranhamente (ou não) nada disso apresentava relevância para os autos; estranhamente (ou não) testemunhas que mentiram em sede de Julgamento foram assim referenciadas pela Juiz-presidente no seu acórdão: “[…] Resulta, desde logo do depoimento da testemunha Pedro Fonseca cujo depoimento, não obstante a tentativa de descredibilização, foi, nesta parte, rigoroso, claro e inequívoco […]”

Atentem ao “nesta parte”! A única testemunha por mim arrolada (porque o Ministério Público e a Juiz-presidente não permitiu a junção de prova documental que provava a mentira do Coordenador Pedro Fonseca) foi “atropelada” por uma Juiz-presidente que teimava em não deixar a testemunha responder! Mas a testemunha com braveza respondeu! (tenho as gravações da sessão. A seu tempo “revelaremos os deuses”).

Descredibilizada, “apanhada” a mentir, visivelmente prestando um depoimento atendendo a uma agenda pessoal – negar relacionamento estreito com o João de Sousa, negar acções praticadas, palavras proferidas e escutadas – a testemunha é “salva” pelo Tribunal porque importava dar crédito “nesta parte”. Qual “parte”? A que “fere com grave injuria”, a que sustenta a lógico-dedutiva, a que suporta o objectivo: condenar Sísifo por ousar revelar os deuses, confrontá-los com as suas imperfeições, denunciá-los pelos seus actos!

Estes dias, entretanto passados, também permitiram a reflexão.

No passado dia 25 de Setembro, domingo, cinco dias após a leitura do acórdão da “promessa de vantagem patrimonial futura”: visita da “mãe da ninhada” e da “bela ninhada”.

“O que se segue?” – a mãe.

“Quando vais para casa?” – as princesas enquanto o Jr. brincava no meu colo.

5 anos e 6 meses de prisão. 66 meses.

A 29 de Dezembro de 2016, 33 meses, o meio da pena. Posso pedir antecipação da liberdade condicional, ir para casa com pulseira electrónica um ano e depois liberdade plena (condicional). Tudo isto daqui a 87 dias! Uau! Tentador. Estar com a “ninhada”, comer bem, não passar frio, fome, não conviver com pedófilos. Começar a trabalhar, a “limpar” a minha imagem! Lamento, mas não!

“A honra é como uma ilha escarpada e sem praias: não se pode voltar a ela depois de se ter de lá saído” Nicolas Boileau

Antoine Saint-Exupery, no seu “Principezinho”: “O que embeleza o deserto – disse o Principezinho – é o facto de ter um poço escondido”.

Estou no “deserto de Ébola” mas estou focado no meu “poço”, na minha honra, bom nome, na possibilidade de poder melhorar o sistema judicial e presidiário com a minha experiência. Todas as minhas palavras e acções futuras, e eu vou falar e agir (não é promessa, é uma certeza) não são alimentadas por um sentimento de vingança!

Como Próspero: “A excelência está na verdade não na vingança.”

Com “recursos” vou perder todos os prazos e oportunidades de liberdade que o sistema oferece!

Tudo bem, aceito, assumo: o sistema está mal!

Com 44 meses de prisão completam-se 2/3 da pena: posso sair novamente!

Mas não assumindo, estando com espírito crítico, denunciando, só vou sair depois no final da pena, ao fim de 5 anos e 6 meses!

Tudo bem, aceito, assumo. Por isso mesmo é que o texto começa com a indicação:

Faltam 1091 dias! Não 87 dias ou 10 meses, um ano. É inegociável a nossa honra. Ninguém a dá. Não se compra. Uma vez perdida, acabou!

Durante a visita de dia 25 de Setembro falámos de animais, de Esopo, de Jean de La Fontaine.

– Pedro, tens de ser mais calculista, não podes lutar contra tudo e todos! – a “mãe da ninhada”.

Aproveitei e tentei passar a palavra porque há muito que não converso serenamente com os “meus projectos de gente adulta”.

Maquiavel ensinou-nos que um líder tem que necessariamente encerrar em si a astúcia da raposa para assim evitar as armadilhas, assim como a ferocidade do leão, a “força bruta” para derrubar os inimigos.

O Leão na sua fúria cai na armadilha, a raposa contorna-a.

Maquiavel: “[…] O leão não tem defesa contra os laços, nem a raposa contra os lobos. Precisa portanto, ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos”.

Eu gostava de encerrar em mim estas “maquiavélicas aptidões”, porque esta minha luta vai ser dura, agora que descredibilizado me encontro.

– Então pai, és leão ou raposa? – a Leonor.

– Leão filha, somos do Sporting!

– Eu gosto de borboletas! – a Helena.

Entretanto acabou a visita e regressei à húmida cela, ao jazigo e o tema andou a dançar na minha cabeça…

Lembrei-me das palavras de La Fontaine, o “pai da fábula moderna”. Sobre a fábula: “É uma pintura em que podemos encontrar o nosso próprio retrato”.

Leão? Conquanto seja do Sporting, não derrotei os meus “lobos”!

Raposa? Também não, não evitei os “laços”, as armadilhas, estou fechado numa cela!

Fechado numa cela… no jazigo, húmido, escuro … a comer mal… “decapitaram-me”, excluíram-me!

Deuses, é isso! Pela cabeleira do La Fontaine, já sei: sou uma barata!

Reconheço que não é uma “pintura” muito abonatória. Mas reparem:

Fortes probabilidades de sobreviver a um ataque nuclear!

Alimentação diversificada (ingerem fezes e cadáveres da mesma espécie); conseguem estar um mês sem comer nada e semanas sem ingerir água; vejam esta: é capaz de sobreviver até um mês sem cabeça porque as estruturas vitais estão situadas no abdómen e caso “percam a cabeça”, “um gânglio nervoso no tórax passa a coordenar os seus movimentos, o que permite fugir a ameaças”.

Vivem e medram em ambiente sujos, húmidos e com pouca luminosidade: o estabelecimento prisional de “Ébola”!

Eu sou uma barata! Eu vou sobreviver! Vou estar cá para contar e medrar!

Durante o seu período de vida – 4 anos – pode produzir até 800 descendentes! Eu vou colocar muitos “ovinhos”, muita informação!

Quiçá sou uma “barata tonta”: “Vou agora recorrer para a Relação onde está um Juiz que recebe dinheiro? Eu não tenho dinheiro!!” Não devias ter afirmado isso, João, sua “barata tonta”!

Mas eu afirmo, sabem porquê? Porque tenho razão! Porque no lado de lá das grades ouvi, assisti a muito e até denunciei! Mas é o meu ego, a minha vaidade a falar (dizem eles).

Do lado de cá das grades estive com todos eles e escutei-os com muita atenção: engenheiros, magistrados, colegas, gente que não são “baratas” (nem são baratos, atentem nas quantias monetárias!).

Não resistem bem a espaços escuros e húmidos, logo: desabafam no pátio, criam “narrativas” e, como os roedores, devoram as imagens públicas, a honra, a idoneidade uns dos outros!

Tudo isto é um absurdo, uma hipocrisia.

Eu sou uma barata. Sou o absurdo caixeiro-viajante Samsa de Kafka, aquele que na “Metamorfose”, fechado numa divisão, se torna um insecto!

Eu sou o absurdo Joseph K. do “Processo” de Kafka!

Uma barata é um insecto. Reino: animália, filo: Arthropoda; classe: Insecta.

A barata tem vários inimigos naturais, entre eles os vermes!

Verme pode ser um parasita intestinal, a denominação vulgar de muitas larvas, moles, de corpo alongado sem patas.

Verme também significa um indivíduo reles, desprezível.

Eu sou uma barata que foi mordida por vermes mas sobreviveu e sobrevive ainda. Agora está na época da postura, agora vou desovar.

Interpretem o último parágrafo como uma fábula de La Fontaine: desovar também significa desembuchar, revelar!

“Blatella germanica”. Cosmopolita. A praga mais importante entre as baratas devido ao alto potencial reprodutivo. Resiste a certos insecticidas e prolifera rapidamente.

Não esquecer que a adversidade torna os sobreviventes mais fortes!

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27 thoughts on ““Sísifo, o Leão, a Raposa e a Barata”

  1. Caro Inspector.
    Li com preocupação os seus escritos semanais até 2 feira da semana passada. Nesse dia a sentença da qual tive conhecimento pelo seu texto, surpreendeu-me. Ao longo de um ano os seus textos transmitiam-me, em termos de análise dos factos, uma confiança que a justiça seria reposta e o Inspector, livre, regressaria ao seu “ninho e ninhada”
    Condenação!
    Não discuto por total desconhecimento a matéria da investigação bem como o pleito em julgamento e naturalmente a pena aplicada.
    Meu caro, leio hoje que sem recurso, em 47 dias poderá juntar-se aos seus e em família tentar esquecer esse incalculável sofrimento dos ultimos 2 anos.
    Não hesite!
    Alguma coisa terá mais valor que a nossa saúde e liberdade? Com a família que sempre o apoiou?
    Esqueça o recurso. Assuma, se assim o exigirem, os factos que alegadamente o condenaram bem como quaisquer outros e outros e outros que lhe imputem ou venham a imputar. Assuma e assine o que quiserem, mas, vá para casa.
    Você não se chama, 33, ou DDT, ou robalos, ou bpn’s.
    Bem ou mal você ja pagou e bem.
    Matou?
    Violou?
    Roubou milhares de contribuintes?
    Usurpou, burlou?
    Não, não e não.
    Gostaria, sinceramente, de ler o seu último texto desta saga de terror no 48 dia.
    Cumprimentos.
    Fernando

  2. DESISTIR NUNCA

    Caro Joaode Sousa , tenho acompanhado e lido o seu blog e respectivo desenrolar deste processo , infelizmente sem surpresas , no que ao desfecho diz respeito .
    Sendo eu um homem atento às realidades da nossa sociedade , classe politica , governantes e ex elemento de um orgao de policia criminal ( estou de licença sem vencimento a meu pedido) ,compreendo o sistema e as suas vicissitudes muito evidentes para quem passou por aqui e tem atençao às realidades.
    Nao desistas companheiro , luta , escreve , fala , grita , até que a voz te doa , mas olha sempre em frente e apoia te no teu entourage familiar.
    Um grande bem haja Nuno VENANCIO !!

  3. A sua barata lembrou-me uma história muito antiga… Tem uma parte que é assim “quem quer casar com a carochinha, que é tão formosa e bonitinha… e encontrou um carregamento de tostões de ouro?…” Se você aparecesse com os tostões, “casavam” logo consigo… Mas se não os tem…

    • Cara anónima, a historia parece-me que era mais ou menos assim! !!!

      Era uma vez uma linda carochinha, que não varria a cozinha e por isso nunca encontrou os famosos tostões. Mas como tinha a receber umas ajudas de custo, foi comprar uns brincos, um colar e um anel, tudo de pechisbeque, e pôs-se à janela a perguntar aos transeuntes:
      – Quem quer casar com a carochinha que é tão linda e engraçadinha?
      Passaram uma série de mastronços, e para abreviar a história podemos já esclarecer que não aceitou nenhuma proposta que lhe foi feita da parte deles porque em boa verdade se diga, não eram bonitos nem charmosos, blá, blá, blá, uns tipos normais.
      – A carochinha como é persistente, não desistiu e voltou a pôr-se outra vez à “fenêtre” e perguntou novamente: Quem quer casar com a carochinha que é tão linda e engraçadinha?
      Naquele momento ia a passar um rato, que segundo dizem as más-línguas em comentários anónimos na net “enganava as colegas e as estagiárias e destruía-lhes os casamentos”, “vestia Hugo Boss”, e “seduzia as mulheres a quem gostava de cortejar”, que lhe respondeu:
      – Depois de lhe ver reluzir aquelas peças de ouro, nem hesitou…, Quero eu!
      – Como te chamas, ó jeitoso?
      – Chamo-me João Ratão, mais conhecido pelo Boss.
      – Bom, tu sim, tens uma voz bonita…, és o homem mais elegante e charmoso de todas as brigadas, dás aulas, és um “verdadeiro Doutor”, és “o Mourinho da Investigação”, quero-te a ti.
      O João Ratão estava orgulhoso de si próprio e do seu charme, mas também muito nervoso, já tinha ouvido dizer que das “carochinhas” só vinham duas coisas, “f … ou canelada”. Não pensou mais no assunto porque a Carochinha o convidou a entrar, pois tinham muito que conversar e o tempo era pouco para o que tinha em vista. Trocaram juras de amor eterno. Foi então que um dia o João Ratão, que já naquele tempo tinha olho para o ouro, descobriu que as bugigangas da carochinha eram de pechisbeque. A malvada, pelos vistos, queria apenas descobrir onde ele tinha escondido o seu ouro (a aliança, o fio que a madrinha lhe tinha oferecido no baptizado e uma pulseira que o avó lhe tinha dado quando entrou no liceu). Fez-se luz, afinal a “cruela” e os seus Dálmatas, aqueles mastronços que a carochinha tinha rejeitado e a quem se juntou mais tarde, em todo aquele tempo tinham andado a escutá-lo e a vigiá-lo para o encaldeirar. Correu para casa que nem um louco, mas já era tarde para apagar os versos de amor que lhe tinha escrito, o Semfim estava à sua espera com vontade de o interrogar, e o Alexandrão, esse mouro que trabalha que nem um desalmado no esticão, depois de lhe fazer algumas estapafurdas perguntas, ordenou que o João Ratão fosse lançado para dentro do caldeirão (de Évora), onde ainda hoje se encontra.
      E assim acaba a história da linda Carochinha que eu não queria nem para vizinha.

      (Esta história é ficcionada e nada tem a ver com a realidade, tem apenas como fim divertir um pouco o João de Sousa).

      • Ao que parece andam umas carochinhas valentes nos corredores da Gomes Freire! !! Que praticam o mesmo método deSta da ficção, aliás beijam os filhos dos chefes, aliás, até se dão bem com as esposas dos mesmos, e depois até vão a ébola a pregar juras de fidelidade e de confidencialidade aos mortos, aos reclusos, aos Inspectores!!! Cambada de carochinhas deslavadas! São usadas, abusadas para no final serem cuspido! !! Baratas!!!!

  4. Caro Inspetor João de Sousa,sou uma leitora assidua dos seus artigos,e dos comentários aqui publicados.Algumas vezes deixo aqui o meu comentário de apoio á sua pessoa,que não conheço ,mas que desejo que saia logo desse “jazigo”.Subscrevo com a devida autorização ,as palavras do sr .Nuno Venãncio,desistir Nunca….Deixo-lhe este pensamento,que se encaixa na perfeição naquilo que está passando..””Um vencedor é um sonhador que nunca desiste.” Um bem haja para si e sua familia.

  5. Caro joão de Sousa
    O meu amigo é um homem invulgarmente culto e brilhante. Por si.por mim PELOS INOCENTES QUE O SISTEMA CONDENA vingue-se mesmo!Vingue-se com a verdade ,denigra esses tarados .alguns dos quais já se topa por aqui.INCRÍVEL O MAL que estão a fazer-lhe.
    Bem haja ,e coragem!!!

  6. Camarada;
    Na impossibilidade de te perguntar pessoalmente, deixo aqui a questão?
    Conheces o chavão “pregar no deserto”?

    Claro que conheces… Era uma pergunta retórica.
    O que tu ainda não percebeste é que o “deserto” onde tu estás a pregar é tão vasto que por muito que grites são poucos os que te ouvem. E os que te ouvem não vão certamente mudar o sistema.

    Bem sei que vais continuar a pregar, pois já o fazias antes de estar desse lado das grades! E que o continuarás a fazer depois de saíres.
    A questão é; valerá a pena? Vais-me responder como Pessoa que “vale sempre a pena quando a alma não é pequena…”
    Pois eu acho que vale a pena enquanto momento de catarse (no sentido psicanalítico).
    Vale por te aliviar a angustia, a frustração, a raiva e eu sei lá mais o quê que toda esta situação te provoca. Se é por isso, claro que vale a pena.
    Se é ou escrever ou enlouquecer; então escreve.

    Mas não vais mudar nada no sistema… Infelizmente…

    Tu enfrentaste o sistema, quando estavas deste lado das grades. E o que te aconteceu?
    Fazes-me constantemente lembrar uma personagem de um filme que eu adoro. Um polícia, que às tantas diz: “Você pensa que muda o sistema? Mas é o sistema que acaba mudando você?”

    Boa sorte para ti e para a “Ninhada”.
    E um abraço. Que gostaria de to dar pessoalmente mas que tu insistes em recusar.
    Fica para quando saíres…

  7. Boa sorte, Inspector João de Sousa!
    que pena não ter uns milhares, para vir com um agente atrás de si, guardá-lo!!..
    Moral da historia, quando roubares, rouba em grande para pagares uma boa defesa, ( não tirando o mérito da sua defensora).

    Isto não é justiça, é poder, dinheiro…

  8. Você até é inteligente e o tempo que já passou nesse buraco deve ter-lhe ensinado algumas coisas sobre o sistema. Se quer fazer algo de útil está na altura de pensar mais na “ninhada” e menos em si (no seu ego). O importante é sair daí o mais depressa possível e se para isso tiver que engolir um sapo bem gordo, não exite. Quanto ao “convívio” com outros reclusos, felizmente, embora nem sempre, a medida da pena é definida pela gravidade do crime e não pelo ódio da sociedade, porque se assim não fosse o sr. teria apanhado 15 anos e não 5,5. Pense nisso.

  9. Sou um dos 300.000, e vou deixar de ser. Como diz o Sr Fernando no post acima, o amigo João deixe a merda dos recursos, vá tratar dos filhos, e seja homem.
    Se como diz, as pessoas tramaram-no (alguns colegas inclusivé) e persistem nisso, um homem – quer leia Maquiavel ou não, -só tem um caminho – é lavar a honra como um homem. Não é nos papeianhã mais próximo …s. nem recursos ( aí já viu que perdeu.).
    Se um colega me tentasse fazer a cama como diz que aconteceu consigo, eu não esperaria mais 1000 dias. Era já no amanhã mais proximo…

  10. Um GENIERRE em serviço abateu o filho do ladrão. Acabou preso, Dizem-me que não foi pelo último caso, mas pelos antecedentes.Seria?!…

  11. Arre! JP Nunes, mais pareces um carcereiro militar de Guantánamo do que um flic, não dás descanso ao escritor, isto é, ao preso! Mentiras! Onde está provado que o homem mentiu? Acontece o mesmo com o outro Sousa, o ex quarenta e quatro, também dizem que mentiu, mente e continuará a mentir, mas ninguém consegue provar que é mentiroso, e muito menos criminoso, PROVEM-NO, e nós, simples cidadãos, agradeceremos !!! Voltando ao nosso(!) Sousa, na minha opinião, os inquisidores entenderem que há presunção (já o povo dizia que presunção e água benta cada qual toma a que quer) que o João praticou os crimes e foi com base nessa presunção que os Meritíssimos criaram a sua livre convicção e decidiram que foi produzida prova bastante para o condenar! E prontos … toma lá cinco anitos vírgula qualquer coisa e não dizes que vais daqui senão ainda levas mais. A partir daqui, e mesmo antes daqui, não faltaram carochinhas, saltimbancos, escudeiros e outros trampolineiros a zurzir no desgraçado.

    Caro Sousa, porque não publicas aqui o acórdão na íntegra e assim poderíamos nós, mesmo sendo leigos na matéria, tirar as nossas ilações e arranjar argumentos para contestar e rebater a acusações que te fazem! Se for caso disso …

  12. PUBLICA A DECISÃO DO TRIBUNAL SE TIVERES CORAGEM! TODA, COMPLETA! NÃO VIMOS A ACUSAÇÃO, AS ESCUTAS, AS ACUSAÇÕES, SÓ UM CHORRILHO FALSO DE LAMENTOS!
    CORAGEM E VERGONHA NA CARA: PUBLICA AQUI A DECISAO NA INTEGRA!

    NAO PÚBLICAS PORQUE ÉS UM COBARDOLAS BAZÓFIAS!

  13. Caro João de Sousa. Confesso que já gostei mais da sua prosa. Vá lá…sentença proferida e ainda que deite mão do recurso (ou não), tudo cheira a dejá vu. Com as qualidades criativas (sem qualquer sentido pejorativo) que lhe são reconhecidas, varie. Vire a agulha, que é como quem diz, vire a pena a outro azimute e recrie-se noutros contos ou relatos. P’ra que isto volte a ganhar fulgor. Eu gosto de o ler…ler. Cumprimentos.

  14. Os Viajantes e o Urso

    Um dia dois viajantes dera de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia consguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e fingui-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou:
    _O que o urso estava cochichando em seu ouvido?
    _Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo.

    Moral da história:
    A desgraça põe à prova a sinceridade e a amizade.

    Aquele abraço meu velho.

    (SCGentil85)

    • There is a chance that it could of. It depends how long you’ve had it.Chlamydia causes the fallopian tubes to close (due to liquid) If only one has been effected, then you will still be fertile, but it might be hard to get pregnant. If both are, then depending how long you’ve had it, it may be possible to open them up with an operation. Or if the operation isn’t possible, it would have to be IVF tr.oYmentetau should ask to get checked for this.

  15. O João era um preso. O João ficava aborrecido por estar sozinho, sem ninguém com quem “curtir” e falar. Para se divertir foi escrevendo num papel pardo, que retirava às escondidas dos guardas da sala das necessidades, as traições, as acusações e as mentiras de que foi vítima. As lamentações do João não caíram em saco roto, as suas ovelhas, e outras que se foram juntando ao rebanho, sem pastor, desde que o mesmo foi forçado judicialmente a abandonar o pastoreio, vinham à curriça balir de cada vez que o blog tinha um post novo escrito atrás das grades. Não faltavam à festa as ovelhas negras que destilavam a sua raiva e o seu ódio na caixa de comentários, quiçá porque foram usadas, enganadas, comidas e largadas, como alguém escreveu para a posteridade num comentário digno de um romance de cordel. Havia ainda quem berrasse e escrevesse comentários pouco abonatórios sobre o João e sobre o seu passado recente, motivados pelo seu orgulho ferido, vá-se lá saber porquê, ou por outras razões que nem os próprios conhecem. Independentemente de falarem bem ou mal, o João gostava que o campo estivesse repleto de bicharada, tudo isso trazia boas recordações ao João, nomeadamente os doces gemidos das suas ovelhas predilectas. O João fartava-se de rir. Porém, um dia, as ovelhas, os carneiros e outros trampolineiros, começaram a duvidar da sua prosa e acabaram por perceber que se alimentavam de mentiras e não acharam piada nenhuma às brincadeiras do João. Foram-se embora e os comentários ficaram reduzidos aos serviços mínimos, assegurados apenas por alguns discípulos cheios de fé, por demónios das trevas que nunca o irão perdoar e por outros tais, que vêm aqui para se divertir.

    Moral da história: há coisas que não compensam, mostra o acórdão João!

  16. A publicação do acórdão representa colocar na lama anos de teatro de um pseudo inspetor da Polícia Judiciária. Nem os filhos terão acesso alguma vez a tal documento, não fossem um dia perfilhados por vontade própria…

  17. Há muitos mais BÓFIAS e equiparados a merecerem um lugar a sombra. Agora até são chamados de “Herois”. De quë, não sei. Solidários? Pelo que aqui escrevinham de certeza que não. Delatores e sabujos? SIM. PIDES disfarçados? SIM

  18. Acho fantástico estes comentários “fabulásticos” No qual me sinto visado…
    Ou seja…Eu, que tenho uma opinião e que a manifesto, com o meu nome, crítico totalmente o amadorismo da força policial que investigou este, como outros, assuntos, sou considerado ovelha, cego, mentecapto, tapadinho…enfim, só adjectivo pomposos…
    Agora…que adjectivos posso eu utilizar para, um processo com…28 Arguido…e desses…21 são absolvidos?
    O crime base do processo…Associação criminosa…cai por terra?
    O Sr João de Sousa, é condenado por todos os crimes constantes no despacho de acusação?
    Que adjectivo tenho a dar aos que acusaram e se resumiu a isto?
    Realmente sois uns profissionais do c@r@lh#…
    21 com o cu no mocho são ilibados de qualquer crime…
    Porra…não sei se é melhor ser ovelha, tapado, cego ou mentalmente debil do que ser um incompetente…
    Uma coisa eu sei…tinha de levar com o barrote…nem que fosse por soltar um pedido…

    E o triste sou eu jajajajajajajaja
    Sr João e família e a todos os que nos consideram ovelhas e muito mais…
    Forte abraço e muita força

  19. Para um criminoso condenado como tu, nem devia haver internet. Publica a decisão do tribunal toda. Inspetor da judiciária, foste. Agora és um criminoso comum.

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