“O meu nome é João Pedro Sebastião de Sousa, também eu […] MAS …”

Prisão Preventiva: 2 anos, 4 meses e 3 dias!!!!

Leitura de sentença, faltam: 50 dias!

Estimado(a) Leitor(a),

O meu nome é João Pedro Sebastião de Sousa, tenho 42 anos, sou casado, tenho três filhos menores e sou Inspector da P.J.; também eu estive na presença do “super-juiz”, Dr. Carlos Alexandre, MAS continuo preso preventivamente há 2 anos, 4 meses e 3 dias!

Nunca uma conjunção foi tão determinante, tão diferenciadora!

“MAS”, expressa fundamentalmente oposição ou ressalva; tem como sinónimos “porém”, “contudo”, “todavia”, “entretanto”, “no entanto”!

“Vem por aqui – dizem-me alguns com os olhos doces

Estendendo-me os braços, e seguros

De que seria bom que os ouvisse

Quando me dizem: “Vem por aqui!”

Eu olho-os com olhos lassos,

(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços),

E cruzo os braços,

E nunca vou por ali…”

No dia 22 de Julho de 2016, o meu colega Inspector-chefe e o seu co-arguido saíram de “Ébola”, da cela ao lado da minha, e foram para casa sujeitos a vigilância electrónica.

Dei um caloroso abraço ao colega, daqueles que somente quem partilha o infortúnio pode ofertar. Ainda durante o instintivo amplexo disse-me:

– Calma João! Dia 20 (de Setembro) também vai ser o teu dia! – emocionado.

– Vamos ver, vamos ver … – respondi-lhe – Que tudo corra bem para ti! – acrescentei.

Na ocasião não disse mais nada, o momento era de alegria … MAS como acreditar na sua previsão para dia 20 de Setembro, ele que já tinha desabafado comigo:

– João já me “deram” especial complexidade ao processo, portanto ficarei aqui tanto tempo como tu!

Enganou-se! Assim como se equivocou o Procurador. Dr. Orlando Figueira:

– Acredite João, eu vou ficar por aqui até ao último dia do final do prazo da especial complexidade do inquérito!

A ambos respondi: “Olhe que não! Não se trata da mesma coisa!”

Se não se trata “da mesma coisa” então trata-se do quê?!

Não são crimes da mesma natureza? Mais graves até?

Não são ambos elementos da P.J.? Não se trata de um Magistrado?

Não é o mesmo juiz, o Dr. Carlos Alexandre?

NO ENTANTO aqui estou eu, ainda, sentado ao lado da sanita, no “jazigo”, a escrever …

Mais um pouco do “Cântico Negro”, do Régio, que ajuda a perceber:

“Prefiro escorregar nos becos lamacentos / Redemoinhar aos ventos / Como farrapos, arrastar os pés sangrentos / A ir por aí …”

Também eu estive perante o juiz, Dr. Carlos Alexandre.

Numa sala cheia de curiosos – o que grande gáudio proporcionou ao “super-juiz” – comecei a falar. Passados cinco minutos, o juiz interrompe o meu discurso, vira-se para o meu advogado e vocifera:

– Dr. Santos Oliveira é para isto … foi para isto … o Sr. Dr. conhece-me há anos … é para isto … – colérico.

Eu, serenamente fecho o Moleskine, arrumo os papéis, afasto um pouco a cadeira demonstrando estar pronto para sair assim que a indicação fosse dada para tal …

– Bom! MAS continue Dr. Sousa, continue eu vou ouvi-lo … – mais afável.

Quem presenciou sabe o que se passou: Falámos das contas bancárias e dos empréstimos do … Dr. Carlos Alexandre. Mostrámos as etiquetas dos nossos fatos um ao outro. Ele contou-me uma história, eu retribuí-lhe a gentileza contando-lhe outra!

Ele, Carlos Alexandre, deu-me “piedosas intenções”, pediu-me “definições”, convidou-me a “ir por ali”, eu, como o poeta, respeitosamente repliquei: “Sei que não vou por aí!”

MAS o que desejava o Dr. Carlos Alexandre?

Eu digo-vos e vamos fazer um exercício conjunto. Vamos começar apresentando o “Lado Lunar” da questão, como canta o Rui Veloso: o João de Sousa é culpado, criminoso, como a imprensa referiu: “Um Inspector da P.J. ao serviço do crime”.

Tese da Maria Alice (investigação) e do Dr João Davin (Ministério Público).

– o Inspector João de Sousa foi avisado por alguém no interior da P.J. de que era alvo de uma investigação (vamos admitir que é verdadeira a hipótese).

Tendo negado desde o meu primeiro interrogatório o facto, tendo negado por mais duas vezes, em sede de interrogatório complementar, perante os meus dois colegas e o Dr. João Davin, por que raio é que haveria de o confessar ao histriónico, Dr. Carlos Alexandre?

Mais importante: se alguém me avisou, vou trair quem me ajudou!?!

Sou bandido, criminoso e junto a esse “lado lunar”, a terrível nódoa da traição, da delação?

“Malandro que é malandro não faz barulho, muda de esquina”.

Então “aperta-se a mão ao Sinatra” e depois para não penar “abre-se a gasosa”?

Afinal José Sócrates tinha razão: a prisão preventiva serve para “vergar o indivíduo”, serve para a delação!

Na série documental “A Pide antes da Pide”, o narrador diz-nos que somos um povo que, devido à “delação premiada informal”, contribuiu para o medrar da polícia política, do opressor.

Actualmente, num suposto regime de Direito Democrático, um juiz em particular – o Dr. Carlos Alexandre – e muitos dos presos preventivos (muitos com formação em Direito, muitos que sabem como o “Sistema” opera) têm contribuído decididamente para o desvirtuar, para a deturpação do instituto da prisão preventiva!

Nós só temos as instituições que queremos, que permitimos que existam!

MAS continuemos com esse “Lado Lunar”:

– o Inspector João de Sousa lucrou com a sua associação criminosa e tem dinheiro, ouro e diamantes, acrescido do facto de saber da atividade criminosa dos seus co-arguidos, PORÉM não o confessa!

E sou criticado e castigado por isso?! Não posso “dar à morte” quem me fez ganhar tanto dinheiro ilicitamente! É lógico!

“Omerta”, o código do silêncio lucra a todos, assim como não vou “dar o ouro ao bandido”, perdão, ao Dr. Carlos Alexandre!

E estou a ajudá-lo evitando a vergonha que deve estar a sentir por ter que libertar os bens do Álvaro Sobrinho após decisão da Relação que lavrou o seguinte acórdão: “[…] supor ou presumir não basta. As presunções têm de assentar em factos conhecidos e demonstrados por outra prova, sob pena de estarmos na presença da presunção da presunção […]”

Claro que o Dr. Álvaro Sobrinho não tem o meu “lado lunar”, eu sei!

O José Veiga já não tem polícia à porta. José Sócrates já corre no Parque das Nações, dá palestras, entrevistas, TODAVIA não apresenta o meu “lado lunar”.

Todos estiveram perante o “super-juiz” Dr. Carlos Alexandre e ENTRETANTO viram a sua medida de coacção desagravada ou mesmo desaparecer.

O que se passa comigo? Não encontrei eu a “soga de Teseu”? Onde está o “fio de Ariadne” que me conduzirá para a saída deste labirinto?

A “soga de Teseu” era a toga do Dr. Carlos Alexandre: confessa e vais para casa!

“Porquê auto-infligir a estrapada, Dr. João de Sousa? Eu posso tirá-lo da polé!”

Não foi isso que o “super-juiz” fez com o colega da P.J. que entrou recentemente aqui em “Ébola”?

Não ofertou – de forma escabrosa, pornográfica mesmo, inquisitorial – o Dr. Carlos Alexandre, o exemplo do Sr. Paulo Pereira Cristóvão dizendo ao agora preso Inspector: “O Paulo Pereira Cristóvão só depois de ter estado preso é que confessou, veja lá você, não quer dizer onde está o resto do dinheiro?” (Como sei disto? Eu estou aqui em “Ébola”, em “carne e osso”, em “primeira mão”!)

Ninguém vê o perigo desta indecorosa prática?

E se não existir nada para confessar?

E se não existir “lado lunar”? E se aquilo que se declarar não confirmar a teoria lógico-dedutiva da investigação: ficamos presos até dizermos que sim?

Até dizer: Fui eu!

Isto é medievo!

Eu tenho visto toda a gente a passar por aqui, eu leio os jornais, as crónicas, os artigos insinuando novos nomes, os mesmos nomes que aqueles que já não estão cá sussurraram aos meus ouvidos. Aqueles que murmuraram aqui, após falarem com o “dono da polé”, já aqui não estão.

A subtileza levou-a o vento ou talvez a dor de estar sujeito a tudo isto obrigue a esquecer a hombridade, o que em nada ajuda à aplicação da Justiça, nada auxilia ao esclarecimento do que é de facto e para que serve o instituto da prisão preventiva.

E se de facto não existir nada para confessar? E se o indivíduo não calar a sua voz, sofrer mas não temer?

A imprensa, os “comentadores de serviço” nada dizem, optam pelo comentário populista, pela análise fácil e simplista.

Alguém que muito respeito como profissional da imprensa portuguesa, que admiro como pessoa pelo seu lado humanista (que o manifestou à minha Família por diversas vezes) que recebe os meus textos do blogue via “e-mail” (a minha mulher envia, incomodando-o, semanalmente) escreveu há umas semanas: “Olá Carla! Obrigado pelo envio. A argumentação revela má-fé, claro. Mas, não me leve a mal, penso que o João está a ser vítima da sua atitude de altivez intelectual. É estúpido que assim seja porque as únicas motivações para manter alguém na cadeia deviam relacionar-se com a sua culpabilidade. Compreendo a frustração do João (com quem estou solidário) mas acho que no seu interesse não devia prosseguir com esta luta verbal.”

Ao contrário do que possam pensar, eu escuto com muita atenção e assimilo aquilo que são as críticas, conselhos ou sugestões dos outros.

Mais uma vez um conselho sensato MAS não posso parar!

Eu assisto a tudo aqui. Eu oiço, vejo, entendo: como não denunciar se tenho três filhos, futuros homens e mulheres que vão viver neste país?

Tudo isto está a custar-me, estou esfolado vivo, NO ENTANTO, na semana que passou, falando com um guarda prisional, um indivíduo experiente, muitos anos de profissão temperados por uma profunda sabedoria telúrica, fruto de muito observar, no rescaldo da saída do meu colega e do seu co-arguido, incentiva-me, quase como uma admoestação:

– Sr. João aguente até ao fim, tem de aguentar, sabe porquê? – com os olhos de um azul forte, muito abertos.

– Diga lá! – solicitei.

– Você está a sofrer, MAS quando sair daqui, é um Senhor!

A minha expressão foi de admiração, CONTUDO deve ter interpretado erroneamente:

– Não quer dizer que antes não fosse um Senhor, está a entender-me, não está? – apressou-se a dizer.

Como faz toda a diferença um simples “MAS”

Robert Frost escreveu: “Two roads diverged in a wood, and I took the one less traveled by, and that has made all the difference.”

(“Duas estradas divergiram num bosque e eu segui pela menos usada e isso fez toda a diferença”)

Na Vida, como na Política e na Justiça, a forma e o modo contam.

De que forma, qual o modo de sair daqui do “Inferno de “Ébola””?

Vamos alimentar o erro do sistema? Vamos pactuar com a injustiça, deixar definhar a Justiça célere e equidistante, suportada na norma, na Constituição ou “sacudir a água do capote”: “Nomear para me safar”?

Não desejo ser um segundo Marques Mendes antecipando factos porque tenho contactos, MAS, perante o que ouvi e vi, é uma forte possibilidade que outros entrem porque alguns conseguiram um acordo para sair!

Não faz mal, é tudo “farinha do mesmo saco”, tudo tratantes, criminosos, que muito escondem e não dizem!

E se assim não for? E se nada se esconder e não tivermos vergonha de o dizer, de lutar pela nossa inocência?

O meu nome é João Pedro Sebastião de Sousa, tenho 42 anos, sou filho de Fernando António Ramos de Sousa e de Julieta Leitão Sebastião Ramos de Sousa, sou casado, tenho três filhos menores e sou Inspector da P.J.; também eu estive na presença do “super-juiz”, Dr. Carlos Alexandre, MAS continuo preso preventivamente há 2 anos, 4 meses e 3 dias!

E isto, Caro(a) Leitor(a), faz realmente toda a diferença!

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31 thoughts on ““O meu nome é João Pedro Sebastião de Sousa, também eu […] MAS …”

  1. És um autêntico Nelson Mandela ó Sousa. Os outros todos é que foram delatores e fracos e tu és o ÚNICO que és forte e aguentas feito um herói. Pareces aquele gajo que se engana e entra na auto-estrada em sentido contrário e vendo dezenas de carros a virem ao seu encontro pensa que estão todos enganados.

  2. Carrasco ou Carrasquinho!!! ele não foi ÚNICO porque felizmente ainda há muito Homem em Portugal com a têmpera de antanho. Quando vemos um Procurador a querer voltar ao tempo da PIDE a querer “Bufos” está tudo dito.
    Há a presunção da inocência ou a “ressonância da verdade”? parece que talvez dia 20 tenhamos uma resposta. Afinal o Carrasco está em Ébola e ficou o Carrasquinho?

  3. Caro inspetor,
    Já aqui participei, lembrar-se-á, por duas ou três vezes, neste seu blog.
    Permita-me hoje dizer-lhe algo mais e atrever-me a dar-lhe um conselho.
    1. Não há a mais pequena dúvida que, em muitos casos, a prisão preventiva, em Portugal, é usada pelos juízes que a aplicam, pelos procuradores que a pedem e pelos polícias que a preparam, como o eram as torturas inquisitoriais. Aliás, o mesmo acontece com o instituto da liberdade condicional e até mais simplesmente com as saídas precárias da prisão. Ainda recentemente isto aconteceu com Carlos Cruz, como todos sabemos. (Os casos mediáticos acabam por se virar contra os feiticeiros, ao porem a descoberto todas estas mazelas do sistema judiciário).
    É o seu caso. A sua prisão preventiva, pelo menos neste momento, já não tem a mais pequena justificação: está a pagar porque ofendeu o sistema judicial, desde os seus colegas polícias, até aos juízes. E isto é tortura: querem que confesse e, sobretudo, querem puni-lo antes da condenação.
    De facto, neste momento, se quiser vir a sair como um homem, compreendo bem que não possa vergar.
    2. É esta mesma ofensa que fará com que seja condenado, com ou sem razão. O sistema não comportaria a sua absolvição, após tudo o que aconteceu. Contudo, não sei se não lhes facilitará essa condenação, se efetivamente for culpado.
    3. Em breve dar-se-á início a uma nova revisão do Código de Processo Penal, segundo julgo saber, que já se prepara nos bastidores, e que corrigirá algumas destas aberrações atuais. É pena que só tenham dado por elas depois de terem sofrido na carne aquilo que muitos outros outros vinham a sofrer há muitos anos e que tanta gente há tanto tempo denunciava. A revisão central incidirá sobre o instituto da prisão preventiva, restrigindo a sua aplicação a casos tipificados e substituindo-a por prisão domiciliária obrigatória, com vigilância eletrónica, em todos os outros casos. Esta medida é da mais elementar justiça e do mais elementar bom senso. Nada justifica, salvos raríssimos casos (como o terrrorismo e pouco mais) que um cidadão presumido inocente seja sujeito àquilo a que o insp. João de Sousa está a ser sujeito. Havendo a possibilidade de superar o perigo de perturbação do inquérito, o perigo de fuga e o perigo de alarme social com a aplicação de prisão no domicílio, não se justifica a prisão preventiva, a não ser para satisfazer a sanha persecutória e doentia de muitos dos agentes das corporações judiciais.
    Durante o debate da próxima revisão do Código de Processo Penal, assistiremos embevecidos à inquitude de uma boa parte dos lobies das corporações judiciais, TCIC, alguns juízes de instrução, MP, PJ e parcialmente outros OPC à cabeça, que defenderão sem pejo a manutenção da prisão preventiva tal como está, revelando assim este fenómeno cultural a que me refiro. Mais uma vez o feitiço se virará contra os feiticeiros.
    Aliás, deixe-me que lhe diga, só a cobardia imperante entre os agentes políticos (o legislador, no eufemismo oficial) permitiu o atraso que se está a verificar na dita revisão.
    Finalmente, o meu conselho. Quando estamos em guerra, e é esse o seu caso, o objetivo é infligir ao inimigo os maiores danos possíveis. E não é com textos como a maioria dos que escreve que o irá conseguir. Antes pelo contrário. Quando se queixa do que sofre e das suas mágoas, dá-lhes gozo. Mas quando denuncia aqui, como por vezes fez (recordo aquele caso em que contou como a PJ pediu a uma vítima de violação que se submetesse e propiciasse nova violação com o objetivo de obter prova) as atrocidades tantas vezes cometidas no seio da sua corporação, pode crer que eles tremem. Faça-o mais e mais, até porque já não tem nada a perder: conte-nos essas histórias. Todos sabemos que são muitas.
    Antes de me despedir, permita-me ainda que lhe relembre que tinha prometido enviar as gravações dos seus interrogatórios com a gritaria useira e vezeira do juiz. Eu prometo que as difundirei pelas redes sociais do modo mais eficiente possível.
    Com os meus cumprimentos e o respeito, que tenho sempre, por um homem valente, ainda que eventualmente culpado,
    PS- Este blog é uma prova provada do nível que grassa pela PJ, sabendo nós que a maioria dos intervenientes são, ou foram, membros dessa ínclita associação.
    José Carmona

    • Só gente seríssima naquela briosa instituição. Tão sérios tão sérios que se aquilo fosse bem investigado metade deles já estavam em Évora. Desde o inspector novinho até diretores

      • E estão! E bem!
        A começar por este que faz tanta falta no DIC de setubal como uma guitarra num enterro!

    • Quando se queixa do que sofre e das suas mágoas, dá-lhes gozo.
      Nem mais Caro Senhor. O que me leva a crer, que a justiça em Portugal é mais vingativa do que punitiva.
      Ou estarei equivocado?

  4. no meu post acima, apareço como anónimo ??
    Foi involuntário.
    Uso habitualmente o nick name de “Ausente52” .
    Ausente porque não resido em Portugal, e 52 porque nasci a 5 do 2.

  5. Parei nesta parte: “João de Sousa lucrou com a sua associação criminosa e tem dinheiro, ouro e diamantes, acrescido do facto de saber da atividade criminosa dos seus co-arguidos, PORÉM não o confessa!”
    Ladrão merece prisão!
    Parabéns Juiz Carlos Alexandre!
    Muitos parabéns! O senhor é o orgulho de Portugal!
    Fazem falta na justiça portuguesa mais juízes com ética e princípios e que apanhem estes criminosos.
    Aproveita as férias sousinha…

    • Se realmente leu até aí, e se sabe ler, com certeza percebeu que isso faz parte da “Tese da Maria Alice (investigação) e do Dr João Davin (Ministério Público).” Não é apresentado com um facto.

  6. Ó senhor João de Sousa

    Todos já percebemos que o senhor não ia à bola com o Sócrates, mas a verdade acima de tudo.
    O Sócrates RECUSOU A PULSEIRA, lembra-se ? e só saiu porque aquela cambada não conseguiu até agora deduzir-lhe qualquer acusação, veja lá ! com aquela catrefada de provas arrasadoras que diziam ter contra ele ! e andam num corrupio patético a saltitar de “corrupção em corrupção” e de prazo em prazo … até cairem num alçapão (isso desejo-lhes eu).
    E o Sócrates (o gajo que segundo você nunca fez nada para mudar o Sistema) anda por aí a fazer palestras contra o Sistema, contra a prisão preventiva como método de tortura, e contra muitas outras coisas mais. E eles fingem que não o ouvem. Todos fingem que não o ouvem, mas dentro deles as palavras do Sócrates devem ser como murros a amassarem-lhe os poucos neuróticos que ainda lhes restam.
    Eu nunca vi tanta demência como na cara do Amadeu Guerra. O homem desceu ao nível das cavernas, tal é o desespero: quer a delação premiada !!!! O desespero deve ser medonho. A patroa dele anda desaparecida. Nunca mais ninguém soube da procuradora Vidal.
    E agora para agravar a coisa consta por aí que a senhora Ministra tem nas mãos o processo alemão dos submarinos em que a sentença confirmou corrupção activa de 2 administradores da Ferrostal e concede ao Estado português o direito a receber 30 milhões de indemnização … e que esses dois representantes das excelsas magistraturas portuguesas meteram numa gaveta !!! Isto configura um crime grave destes magistrados contra os interesses do Estado, ou seja, do Povo português. Se assim é a esta hora quem já deve desejar o alçapão são eles (para se esconderem).. digo eu !!!

  7. O que mais espanta é ver pessoas a defenderem este escroque, que consegue ser um pouco mais que um delinquente de trazer por casa.
    Quanto ao Sócrates, ele que diga que enquanto este lá esteve o andou a bajular, tal como fazia a quem agora se refere como a Maria Alice. Só que Sócrates saiu e cagou nele de alto a baixo, outra coisa não se esperava.
    Para quem defende este senhor aqui, com unhas e dentes, não se esqueçam da profissão que o mesmo tinha, cuja função era combater a criminalidade, não praticá-la.
    Termino desejando Boas Férias ao “Sr. Inspector”, parece que o tempo em Évora está bom!

  8. O que me espanta mesmo é a falta de equidade entre pessoas que estão acusadas dos mesmos crimes.
    Garanto-lhe que se fosse comigo ou consigo, “peixes miúdos” estaríamos no mesmíssimo lugar que o Sr. Inspector, agora se fossemos “peixes graúdos” a conversa seria outra, andaríamos cá fora como se nada fosse. Mas se é tudo “peixe” onde está a diferença, será apenas o “tamanho” (estatuto, posição social, influência,…)? Mas perante a lei não somos todos iguais, ou seja, o mesmo “peixe”?
    Dá que pensar…

  9. Eu gostava de ter visto a cara da dupla Patilhas e Ventoinha quando abriram o cofre e viram a um urna com as cinzas da ex-mulher … e quando abriram outro cofre e lhes saiu um faqueiro de prata …
    E lá andam agora entretidos a investigar contratos de aluguer de automóveis da irmã da ex do primo e do ex sócio do primo … Vergonha alheia ! Ao que o MP chegou que já leva baile em artigos do Diário de Notícias !

  10. Tenho a certeza que o sr. tem trunfos na manga mais que suficientes para queimar uns quantos, use-os, mesmo que se queime a si também, o que é que eles podem fazer, prende-lo?!

  11. Caríssimo jean, aquele abraço em nome de toda a Confraria Griff. Nos cá nos vamos aguentando e tentando resistir até certo ponto aos devaneios carnais. Mas com tanta boa gente a fazer piquete nem sempre isso é possível, os pistolas&crachás merecem um Griff presente no seu matrimónio enquanto se dedicam à grandíssima instituição. Dito isto e não querendo ferir de qualquer modo susceptibilidades aos carrascos dedicados que para aí andam. Queria referir que tem sido extremamente agradável acompanhar os seus textos, por vezes até esboço uma erecção com tanta literatura lecteriana. Não lhe querendo tirar qualquer tipo de mérito, se com o seu blog vou esboçando uma erecção, com o comentário do Sr. José Carmona atingi completamente um orgasmo literário. São pessoas como ele que precisa o nosso sistema judiciário, assino por baixo tudo aquilo que ele disse e foi com enorme prazer saber que ainda existem pessoas assim, Top. Bom, dito isto, aquele abraço e fico a aguardar pelas nossas 24 horas Griffantes

  12. Como bem disse o nosso irmão pipoca a confraria anda de vento em popa. Muitos piquetes e deslocações para fora dos carrascos abrem novas oportunidades que têm vindo a ser proficuamente exploraras pelos elementos da nossa confraria. As fêmeas carrascas têm vindo a ser amplamente consoladas enquanto os seus legítimos se perdem em rancores nos blogs jeanisticos. É um facto que quando chegam a casa notam que as cabeças custam mais um pouco a entrar na porta mas tudo se arranja. Por fim a confraria anuncia que vai criar um novo departamento de gelo porque a carrascas normalmente ficam dilatadas após as intervenções griffs e o gelo é elemento preponderante para reposicao dos tecidos.

    • A mulher do corno SOUSA essa não lhe custa nada entrar em casa com as pernas tão abertas que são precisas duas cuecas para tanto molho! Ainda pode ser que se façam duas famílias entre o rabeta na prisão a abafar a palhinha que nem bareback e a mãma suadinha que vai dando conta do vizinho divorciado…

      • Tens mesmo a certeza que a tua anda com as pernas fechadas? Vê lá rapaz que de onde menos se espera vem o par de cornos. Vê lá se não andas a fazer demasiadas prevenções e saídas em serviço para fora em que ela diz que compreende tudo mas no fundo anda é mesmo a malhar valentemente com o colega do trabalho? Depois de Lavadinho fica como novo não é?

  13. Ó Sra Sousa, porque é que simplesmente não apaga os comentários de m*rd*? Uma coisa é dizerem que o seu marido merece estar na cadeia, afinal se dá aqui a versão dele também tem que se sujeitar a que o contradigam. Outra coisa muito diferente é as ordinarices que alguns aqui escrevem, principalmente quando não é do “terrível bandido” que falam. De certeza que o WordPress tem uma opção para apagar ou pré-aprovar os comentários

    • Ó Sra Sousa, e quando é que desiste de fazer os leitores de parvos e para de deixar postas de pescada a insultar os leitores, sobretudo aqueles que como a justiça discordam dele e acham que ele está muito bem preso? Hum ó Sra. Sousa?
      De certeza que o seu marido deve lá ter um botão qualquer para a mandar calar.

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