“Indecorosa Investigação”

Prisão Preventiva: 2 anos e 55 dias!

– Quando, Sr. João? Quando é que acaba o seu Julgamento? – questiona um guarda prisional.

– Sabe João, tenho muita curiosidade de ver o que vai fazer quando tudo isto acabar!

Vai para o estrangeiro, não é?! Olhe, eu se fosse a si, ia! – inculca a simpática e prestável técnica do estabelecimento prisional de “Ébola”.

– Quando é que isto termina, Pedro? – a minha corajosa e exausta mulher.

– Quando é que vais para casa, Pai? – o meu “ouro”!

O meu Julgamento foi interrompido, só será retomado a 9 de Junho!

Algum requerimento por parte da minha advogada para retardar ou demorar o Julgamento com o objectivo de ganhar tempo? Esgotar o prazo da prisão preventiva (29 de Setembro de 2016)?

Não, Caro(a) Leitor(a)! Não foi uma manobra dilatória, foi consequência do diletantismo da Investigação (Polícia Judiciária, Maria Alice Fernandes), do dominus da fase de inquérito (Ministério Público, Dr. João Davin) e do Juiz de Instrução (Dr. Carlos Alexandre)!

Praticamente homófonas (no plano da pronúncia e som) dilatório e diletantismo não significam o mesmo: “Cócó de grilo” não é o mesmo que crocodilo! Diletante é um amador, alguém que se ocupa de qualquer assunto por gosto, e não por obrigação.

Mas isso é excelente para a idoneidade e proficuidade de qualquer actividade humana; se os responsáveis pela investigação foram diletantes, então foi excelente, colocarem paixão, muita paixão naquilo que fizeram!

A Paixão é óptima se a “atração muito viva que se sente por alguma coisa” nos leva à excelência (a excelência reflectida no rigor de uma investigação, por exemplo!) mas se a mesma paixão se traduz num “movimento violento, impetuoso, do ser para o que ele deseja” (a todo o custo e sem olhar a meios) se a Paixão se traduz numa cega “predisposição para ou contra”, um arrebatamento, cólera, então, neste caso, a Paixão é pirófora, e ao inflamar-se em contacto com o ar, destrói, irremediavelmente, a racionalidade, a cientificidade e o bom senso, ouso dizer, a honestidade intelectual que devem imperar e nortear toda e qualquer investigação criminal!

Atentem!

O meu Julgamento (o Julgamento do “caso do ouro”, da “fraude dos 6.6 milhões de euros”) foi interrompido porque, tendo sido uma quantidade conspícua de ouro apreendida, esse mesmo ouro foi alvo de uma avaliação (avaliação essa de importância capital para se apurar o valor dos negócios e apuramento do valor de impostos a liquidar por parte da alegada e publicitada “associação criminosa”) sendo que os avaliadores nomeados pela Investigação e Ministério Público, não estavam habilitados para realizarem avaliações!!! A Imprensa Nacional da Casa da Moeda (INMC) é a entidade avaliadora oficial credenciada, que possui uma lista de avaliadores acreditados e creditados!

O Ministério Público (Dr. João Davin) nomeou dois “pseudo-avaliadores” e a experiente Coordenadora-superior da P.J., Maria Alice Fernandes (com “36 anos de carreira e não 36 dias”, conforme declarou em Tribunal) consorte do Dr. João Davin, executou!

A indecorosa Paixão que a Coordenadora-superior de Investigação (C.S.I.) Maria Alice Fernandes exuberantemente manifestou (como era seu apanágio) no gabinete do Dr. João Davin, obnubilou a racionalidade de ambos e, como à fome se junta sempre a vontade de comer, o mesmo se passou no gabinete do Dr. Carlos Alexandre quando o Dr. João Davin acompanhou fisicamente o inquérito antes da Instrução presidida pelo mediático “super-juiz”, comprometendo a equidistância e a imparcialidade de quem deve ser equidistante e imparcial em relação às partes!

Na linguagem náutica diz-se que, tudo o que num navio se eleva acima da linha de flutuação, é “obra-morta”. Esta indecorosa investigação, refém de cerceante Paixão, flutua como matéria fecal, uma autêntica “obra-morta”!

Como é possível? É!

É possível, em Portugal, manter alguém preso preventivamente 2 anos e 55 dias, independentemente dos atropelos à Constituição, à lei e às “boas práticas” da investigação!

É possível, em Portugal, somente 2 anos e 55 dias depois de um indivíduo estar preso preventivamente, após 3 anos e 55 dias de investigação, após recursos para a Relação, após um “super-juiz” sanear o inquérito, não se ter realizado uma diligência “conforme os procedimentos legalmente exigíveis”!

Qual é afinal o volume de negócios desta “associação criminosa”?

Quais os impostos em falta? Qual a razão para quem deveria ter especiais cuidados quanto ao zelo, profissionalismo, cientificidade e idoneidade da investigação, não ter respeitado “os procedimentos exigíveis”?

“Correio da Manhã”, sexta-feira, 20/11/2015: “Relatório do Conselho Superior do Ministério Público. Nota medíocre para doze magistrados. Em dois anos foram aplicadas 45 penas disciplinares: duas de aposentação compulsiva.”

Qual terá sido a nota do Exmo. Sr. Procurador, Dr. João Davin?

“Quando é que acaba o seu Julgamento, Sr. João?”

Até dia 1 de Julho tenho sessões marcadas! Mais um mês do que o previsto. Mais um mês de incerteza. Mais um mês em que estou sujeito a qualquer “incidente” aqui no “Inferno”. Mais um mês a partilhar refeições com o sujeito que violava a própria filha. Mais um mês longe de quem amo!

E porquê? Porque a C.S.I. Maria Alice Fernandes é uma amadora incompetente, uma colérica apaixonada, indivíduo ferino cuja impetigem contagiou um inepto Dr. João Davin que prontamente inoculou a impigem (só de o escrever já não consigo parar de coçar!).

Tudo isto é surreal, tudo isto é uma chatice: e se é chato coça! Se coça faz ferida! Se faz ferida, faz sangue! Se faz sangue é chato! E, por aí fora, num eterno repetir que dura há mais de dois anos! Imaginem as chagas no meu corpo consequência de tamanha urticária.

Sadiq Khan é o novo Mayor de Londres. Relata a revista “E” do jornal “Expresso”: “Logo no seu primeiro ano no Parlamento, Sadiq teve um confronto com Tony Blair, então primeiro-ministro e líder do Partido Trabalhista. Opositor à invasão do Iraque, votou contra a alteração da lei antiterrorismo que alargava a prisão preventiva para 90 dias”.

90 dias!? Terroristas e 90 dias de prisão preventiva!?

Estamos tão atrasados! 787 dias de prisão preventiva aqui para o “perigoso mentalista”!

787 dias e outros mais até a avaliação do ouro ser novamente realizada!

Indecorosa investigação! “Obra-morta” a flutuar!

Para terminar, e porque está intimamente relacionado com a Paixão, o indecoro …

Já antes o escrevi: este é um espaço de todos, para todos, anónimos, amigos, “ambíguos”. Leio todos os comentários que deixam aqui. Não se “censura” ninguém. Reitero: não posso responder a todos, e mesmo se respondesse, não manifestaria metade do apreço e gratidão, assim como outros sentimentos menos “simpáticos”, que nutro pelas palavras que ofertam.

Mas esta semana vejo-me obrigado a “comentar dois comentários” e espero que os restantes não vejam nesta atenção direccionada uma falta de consideração!

Caro Sr. José Carmona: Li a sua “carta aberta” ao Exmo. Sr. Juiz, Dr. Carlos Alexandre.

Há duas semanas, no meu Julgamento, ouvimos a gravação do interrogatório do Juiz, Dr. Carlos Alexandre, aquando da Instrução do meu processo. A audição foi solicitada pelo Ministério Público, objectivando ilustrar contradições entre os depoimentos dos arguidos.

Foi vergonhoso, indecoroso, ouvir o Juiz Carlos Alexandre a coagir, menosprezar, diminuir enquanto pessoa, duas co-arguidas minhas! A reacção dos presentes na sala de audiências do Tribunal do Seixal (inclusive a Juiz-presidente) foi eloquente!

Nesse momento decidi-me a publicar as gravações. Deixarei neste espaço alguns excertos (transcrição e áudio) que, posteriormente, publicarei na íntegra. É um dever cívico!

Sr. José Carmona, a sua análise é exacta, perfeita!

Caro(a) Sr.(a) Carrasco(a).

(Nota prévia: aquando da realização da busca à minha habitação, os meus colegas depararam-se com um arquivo extenso de peças processuais de outros colegas, as quais foram alvo da minha análise) (estudo do erro na ciência forense, área a que me dedico desde o convite da Academia  Americana de Ciências Forenses, estudo que valeu-me, após apresentação no outro lado do Atlântico, o referido convite. Uma das variáveis do estudo: análise de conteúdos, estilo de escrita, universo lexical!).

Estimado(a) Sr.(a) Carrasco(a), a Paixão que coloca na sua escrita, assim como a falsidade da informação propalada, é um exemplo fiel do que a investigação realizou. Claro que a ignorância manifesta no seu discurso é inócua, não contribui para o meu “estado actual”, nem para o meu futuro!

Mas a língua falsa e viperina, cobardemente incógnita, perturba: a minha mulher obrigou-se a dispensar-lhe a sua atenção e trabalho e propôs-me a publicação da informação sobre o nosso crédito à habitação! Acedi ao pedido, até porque não lhe posso negar nada, por tudo o que a mesma tem suportado, e porque este espaço também serve para a defesa do meu bom nome, do bom nome da minha Família e, muito importante, leitura futura da minha “ninhada”!

Assim sendo, Caro(a) Sr.(a) Carrasco(a) deixo junto, os valores reais do meu crédito à habitação.

Grave não é o Carrasco(a) ser notoriamente um Viperídeo, muito grave, vergonhoso, indecoroso, é a investigação ter-se socorrido e realizado com a mesma isenção, idoneidade, cientificidade e consequente credibilidade de um qualquer ser rastejante ressabiado com ressaibos de tristeza e ódio. E, sinceramente, nem sei porque nutre estes sentimentos: nunca se deve perseguir um homem até à cova, somente por ódio ou paixão assim se faz!

Exmo.(a) Sr.(a) Carrasco(a),

opine, critique, deixe o seu apaixonado testemunho, mas faça-o na certeza de que eu, não um “pobre mártir”, mas um atento mangusto (mamífero carnívoro que ataca as serpentes, inclusive as peçonhentas, a cujo veneno é imune) apresentarei sempre “prova” e farei sempre honestas avaliações em exuberante contraste com a “indecorosa investigação”!

Um abraço a todos os Leitores! (para a semana serão um quarto de milhão: 250 000!!!).

 

Créditos da Habitação  (2)-page-0

 

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