“Uma semana de Emoções: Delírios da Justiça”

Prisão Preventiva: 2 anos e 48 dias

“[…] Protágoras explica que, numa altura em que as quezílias constantes ameaçavam destruir a raça humana, Zeus enviou Hermes à terra com dois presentes que permitiriam aos homens coabitar em relativa harmonia:

«Aidos», o sentido de vergonha que um traidor sentirá no campo de batalha, e «dike», o sentimento de Justiça e respeito pelo direito dos outros. Estes são os componentes essencias da arte da Política […]”

(in “Uma história da curiosidade”, Alberto Manguel)

Esta semana, Caro(a) Leitor(a), foi uma semana repleta, diria mesmo, transbordante de emoções!

No dia 12, quinta-feira, um colega meu reformado da P.J. bate nas grades da janela da minha cela, estava eu a ler, e emocionado comunica-me:

– Joãozinho, meu querido, eu vou para casa! – com a voz embargada pela emoção.

Perguntei de imediato pelo outro colega: “É pá, João, f…, ele fica. Nem sei como lhe dizer, pá! – visivelmente mortificado, numa verdadeira montanha-russa emocional, experimentando um sabor agridoce.

Solicitei ao chefe de ala que abrisse a minha cela para parabenizar, de forma calorosa, este homem que visivelmente renasceu, e também para o auxiliar na transmissão da aziaga notícia: “Eu vou para casa com vigilância electrónica e tu ficas!”

Quando alguém sai daqui de “Ébola”, uma sensação de alegria invade-me, talvez porque aquele evento é a prova viva de que um dia, numa determinada hora, num exacto minuto, num preciso segundo, todos vão sair daqui … e eu também!

Mas tudo isto encerra igualmente o inexplicável, o inenarrável, diria mesmo o “Kafkiano”, o delírio!

Dos oito ou nove arguidos da “Operação Aquiles”, três ou quatro viram desagravar a medida de coacção a que estavam sujeitos, um deles, o colega reformado que aqui estava, os outros ficaram em prisão preventiva, todos eles acusados dos mesmos crimes, entre os quais: associação criminosa!

Muito bem, Caro(a) Leitor(a), a responsabilidade, o dolo varia consoante o individuo e uma medida de coacção comum a todos, não salvaguarda a investigação!

Primeiro. A velha questão: prende-se para investigar ou investiga-se para prender?

Segundo. O “Kafkiano” super-Juiz, Dr. Carlos Alexandre: os dois que aqui ficaram em “Ébola”, um deles P.J., estão presos porque o meu colega recebeu nas visitas, outros elementos da P.J. no activo!!! Atenção: estes colegas que o visitaram não são sujeitos processuais no inquérito, são profissionais, amigos, impolutos!

O outro sujeito que aqui ficou, permanece preso porque manteve uma conversa com a esposa, muito antes de se verificarem as visitas e, como falou em visitas, independentemente de se realizarem as ditas visitas ou não, perturba o inquérito (eu li o “kafkiano” despacho!).

Isto é delírio! Não quero saber se os colegas são culpados ou não (faço votos para que não o sejam), o que me horroriza é este despotismo, esta arbitrariedade, este poder sem controlo. Não me falem nos recursos e na Relação: os 7 guardas prisionais que estiveram aqui 1 ano e 2 meses recorreram sempre, viram os recursos indeferidos, os pressupostos da prisão preventiva agravados e agora estão em liberdade, com Termo de Identidade e Residência, todos a trabalhar!

O Dr. Jarmela Palos, ex-director do SEF, partilhou esta cela comigo, esteve em casa com pulseira electrónica, sem ordenado durante um ano, presentemente está a trabalhar!

José Veiga em casa com guarda à porta, e se pagar 1,2 milhões: Liberdade plena! Esteve preso cerca de 3 meses!

“Vistos Gold”: Carlos Alexandre considerava a prova indiciária arrasadora. 21 arguidos (alguns chineses) todos em Liberdade.

Denominador comum? Dr. Carlos Alexandre e o instituto da prisão preventiva utilizado para vergar, obrigar a denunciar, a delatar, a confessar! Mas só para alguns …

Não vou aqui invocar ou correlacionar o «eidos» de Protágoras, cada um sobrevive como pode, sendo que muitas vezes pela Vida, morre-se para a Vida… quem tiver ouvidos para ouvir que oiça (ou neste caso: Leia!).

Mas este “Delírio kafkiano” é endémico da Justiça portuguesa!

O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Dr. Henriques Gaspar, em entrevista ao jornal “Público” (Domingo, 8 de Maio de 2016):

“[…] É aceitável ter arguidos em prisão preventiva durante um ano, como prevê a lei portuguesa?

Depende muito de cada sistema. O essencial das garantias está na nossa Constituição […]”

“[…] Acha portanto aceitável ficar um ano preso preventivamente?

Não sei se é aceitável ou não. Desde que a lei o permita e todas as garantias judiciais tenham sido dadas, não posso dizer mais nada sobre isso […]”

Lembra-se o(a) Leitor(a) de eu falar neste espaço da obra de Carlos A. Moreira Azevedo, “Terramoto Doutrinal”? A história do padre João Moutinho que desafiou a Igreja e o Marquês de Pombal? Recorda-se? Quando li esta última resposta do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, de imediato recordei uma passagem da referida obra! Aqui está ela na minha ficha de leitura, datada de 16 de Abril de 2016, página 23:

“[…] Falou com o Cardeal Tomás de Almeida para expor com clareza e longamente as suas ideias e teve como resposta: «sic nati sumus», ou seja, com esta doutrina nos criaram e nela viveram os nossos antepassados […]”

Ou seja: mesmo que a lei seja iníqua, indigna, não interessa. A lei permite, sempre assim foi, assim será ad vitam aeternam, para sempre! E não se fala mais nisso!

O Dr. Henriques Gaspar foi representante do Estado português no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem entre 1992 e 2003 e passou pelo Comité dos Direitos do Homem e pelo Comité Contra a Tortura das Nações Unidas. Ups!! E não sabe se é aceitável ou não um ano de prisão preventiva?

E 2 anos e 48 dias, como eu? É aceitável?

Acho que já comprometi as minhas hipóteses de recurso, também, no Supremo Tribunal de Justiça!

Atendendo ao dinheiro que teria que gastar até chegar ao Supremo, disponibilidade económica que não possuo, mas vale deixar o meu testemunho!

“Liderança renovada na formação judiciária. João Manuel Miguel, 63 anos, é o novo Director do Centro de Estudos Judiciários” (in Caderno de Economia do Jornal “Expresso”, de 30 de Abril 2016).

Diz o jornal em questão que a “última leitura” do Dr. João Manuel Miguel, é uma obra de vários autores: “L’administration de la Justice en Europe et l’Évaluation de sa Qualité”.

De 2003 a 2010, Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e Comité dos Direitos do Homem das Nações Unidas.

Esperamos todos que o Dr. João Manuel Miguel domine bem o francês e que crie estágios na prisão para futuros magistrados: 3 horas numa cela e uma refeição prisional! Sapere é sapore

Mas as emoções não ficaram por aqui.

Dia 13 de Maio de 2016, a minha petição deu entrada da Assembleia da República com conhecimento ao Exmo. Sr. Presidente da República, à Exma. Sra. Ministra da Justiça e ao Exmo. Sr. Provedor de Justiça.

Como já expus, a petição não serve para alterar a minha medida de coacção, logo, transformou-se o gentil e reconfortante gesto de quem subscreveu a mesma, num acto de sensibilização da Assembleia da República para debater o Estatuto da prisão preventiva! Obrigado a todos (mais uma vez!).

Também esta semana, no mesmo dia 13 de Maio, fui absolvido no julgamento no qual era arguido, acusado de ter agredido outro recluso. Na altura foi capa de jornal e notícia de televisão.

Na altura fiquei fechado 10 dias de castigo e quando impugnei a decisão do castigo aplicado, junto do Tribunal de Execução de Penas de Évora (T.E.P.), decidiu o douto T.E.P.: “[…] Na verdade, e se bem que o impugnante negue ter agredido outro recluso, apenas se limita a afirmá-lo […] pelo exposto, e julgando improcedente a impugnação apresentada pelo recluso João de Sousa […] pune o recluso com a sanção disciplinar de 10 dias de permanência obrigatória no alojamento […] Custas a suportar pelo recluso […]”

Na Sexta-feira, 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima (terá sido milagre?) fui absolvido da acusação de ter agredido outro recluso!

Os 10 dias, fechado 24 horas por dia, isolado, com somente 2 horas de céu aberto, isolado, já ninguém tira os mesmos das minhas vergadas costas! Nem nestes 10, nem os 780 dias de prisão preventiva (2 anos e 48 dias)!

É “kafkiano”! É humilhante! A palavra do Inspector João de Sousa que era respeitado nos Tribunais quando ia testemunhar, descrever as diligências realizadas no âmbito dos processos-crime de homicídio ou crimes sexuais! Agora, presumivelmente culpado (tanto tempo de prisão, deve ter feito algo!) eu “apenas limitei-me a afirmar” que não agredi, e o que vale a palavra deste recluso, deste maculado pela corrupção, deste recluído? Nada vale!

Uma semana de emoções!

O Juiz que me absolveu, após a Magistrada do Ministério Público ter pedido igualmente a absolvição, a certa altura questionou-me se eu tinha filhos, quantos e as suas idades.

Ao referir o Jr., interpelou-me:

– O Sr. Inspector nunca esteve com o seu filho em casa? – olhando-me.

– Não, Meritíssimo. Quando ele nasceu, já estava preso. Ele amanhã faz 2 anos!

E todos os presentes baixaram o olhar.

Uma semana de emoções.

A minha filha Leonor está agora, enquanto escrevo, a cantar e a tocar piano num musical. Conseguiu o papel principal. A minha mulher está a gravar!

A Helena deve estar na assistência a fazer disparates em vez de estar a ouvir a irmã. Vai distrair a Leonor!

Daqui a umas horas vou estar com eles: a “ninhada” e a mãe!

Daqui a umas horas vou beijar o meu “filho-homem” e dar-lhe os parabéns. A Leonor vai contar-me como cantou e tocou e a Helena vai comunicar-me que se comportou muito bem, enquanto olha a mãe e a irmã. Eu vou fingir que acredito!

Hoje, o meu filho faz 2 anos de vida. Nunca estive com ele em casa. É “kafkiano”! É um verdadeiro “Delírio da Lusa Justiça”!

Durante duas horas vou tentar esquecer tudo isto e esperar que, para o ano, a Leonor consiga o papel principal, a Helena e o irmão se comportem como devem durante o recital e depois, com a Família reunida, possa eu também, presente, ajudá-lo a apagar as velas do terceiro aniversário do meu “filho-homem”!

Será que esperar por isto é delírio meu? Será que o colectivo do Seixal leu Protágoras e conhece o conceito de «dike»? Vamos aguardar e ver!

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32 thoughts on ““Uma semana de Emoções: Delírios da Justiça”

  1. https://www.facebook.com/jose.carmona.94214

    CARTA ABERTA AO JUIZ CARLOS ALEXANDRE

    Em Évora, aos vinte e nove dias do mês de março do ano de dois mil e dezasseis

    Permita-me que inicie esta epístola pela narrativa dum pequeno fait-divers, muito adequado ao tema que vou tratar.
    Um dia, Napoleão, já imperador de França e dos franceses e de muitos outros estados e povos, chamou o pintor oficial da corte, o seu amigo Jacques-Louis David, para que lhe pintasse um retrato no qual aliás depositava grande afã. Perguntado pelo grande artista sobre como queria a obra, respondeu o imperador: “Pinta-me sereno sobre um cavalo em fúria; é esse o apanágio da soberania”.
    Daqui nasceu o quadro que ilustra esta carta, talvez o mais famoso da vasta galeria bonapartista e símbolo grandioso daquele que foi o maior construtor desta modernidade que agora nos preparamos para despedir.
    Perguntará V. Exa. em que será tido nesta estória e eu digo-lho: quis a casualidade infausta que na sequência dos recentes e dramáticos acontecimentos de Bruxelas, fosse detido e interrogado um terrorista confesso e que esse interrogatório fosse difundido por uma cadeia de televisão francesa. A todos nos foi dado assistir e – mais uma casualidade – muitos fomos os que não pudemos deixar de estabelecer comparações com os interrogatórios presididos por V. Exa. e que uma cadeia de televisão portuguesa transmitia, em simultaneidade temporal, nos nossos aparelhos de cabo.
    O interrogado de Bruxelas era um terrorista confesso, participante nos também recentes atentados de Paris, cuja qualificação dispensa palavras; os seus interrogados eram alguns dos arguidos da nossa patriótica e famigerada “Operação Marquês”, grave também certamente, mas sem dúvida de menor dimensão e intrínseca malvadez. Sei que V. Exa. também assim achará.
    Quando ouvi os seus interrogatórios, que antecederam por uns dias os do seu colega belga nas transmissões televisivas, fiquei impressionado pela forma (mais do que pelo conteúdo) como V. Exa. se expressava e como se dirigia aos arguidos. Não fiquei surpreendido, porque a minha vida profissional obrigou-me a ouvir muitas similitudes de colegas seus, nas mais diversas ocasiões e circunstâncias, o que desde cedo me levou a pensar que muito mal anda o estado de direito que não força o seu sistema judicial à legitimação e ao escrutínio populares. Mas, sendo esse um assunto magno, não é contudo o que me traz hoje à presença de V. Exa.
    O seu colega belga interrogou um suspeito (já confesso) dum crime de incomensurável dimensão, com serenidade e tranquilidade irrepreensíveis, sem nunca levantar a voz, sem uma ironia, sem uma humilhação, sem que por um momento sequer perdesse a cabeça, mesmo quando o arguido metia os pés pelas mãos e entrava em evidentes contradições.
    Os seus interrogatórios, sr. dr. Carlos Alexandre, foram um tristíssimo exemplo do que não deve ser um interrogatório: por diversas vezes perde a cabeça, trata os arguidos como não se tratam animais, grita por tudo e por nada, usa ironias descabidas (sem subtileza, sequer), humilha os interrogados, não demonstra controlo sobre si próprio, em suma, transforma o solene momento do processo penal em tudo menos naquilo que se supõe que deveria ser.
    E os seus interrogados, diferentemente do interrogado da Bélgica, são inocentes até aqui, nada confessaram, e os crimes de que vêm indiciados em nada se comparam com os deste.
    Esperei, nos dias que se seguiram, ouvir ou ler, nos comentários televisivos ou nos jornais, uma simples alusão a este facto tão evidente e o que ouvi foi apenas um comentador que dizia “compreender que o juiz tivesse perdido a cabeça”, porque as justificações dadas pelos arguidos não eram sólidas.
    Como se fosse compreensível que, aqui ou em qualquer lado do mundo, em quaisquer circunstâncias, um juiz perdesse a cabeça.
    Não esperei que o Conselho Superior da Magistratura abrisse um inquérito, porque há muito sei que isso não acontece nestas circunstâncias.
    Regresso agora à estória napoleónica. O poder que o sr. exerce não é seu: é de todos nós. O sr. está a exercer um poder de soberania e isso, tal como dizia o imperador, requer que se mantenha sereno. Se o não sabe fazer, é pena que dentro do sistema não haja ninguém que lho imponha.
    A grandeza do estado de direito mede-se também pela grandeza dos seus agentes.
    E essa faltou-lhe nos interrogatórios que ouvi e temo que lhe falte nos que não ouvi, a avaliar pela amostra.
    Usar de forma imprópria e excessiva um poder que detemos perante alguém que não nos pode responder ao mesmo nível, não é próprio dum agente do estado de direito, mormente um que desempenha funções da importância dum magistrado. Mas se calhar sou eu que sou assim, como lhe ouvi a si, algures nesses interrogatórios, de forma desgraciosa, pretendendo provavelmente ser irónico.
    Os áudios difundidos revelaram-nos um pouco de si; hoje sabemos que, afinal, não pode ser um valente, porque os valentes não se portam assim.
    Aceite, sr. juiz, a expressão dos meus respeitosos cumprimentos
    José Carmona

    P.S – Note que, embora não seja esse o tema desta carta aberta, muito me apraz que sejam levados perante a justiça todos, mas todos (e não apenas alguns…) aqueles de quem se suspeita da prática de qualquer crime. E que sejam julgados com isenção e imparcialidade. E severamente condenados, se for caso disso. O que não justifica que sejam desrespeitados. É isto o estado de direito. É superior a qualquer outra organização social até hoje inventada pela mente e mão humanas.

  2. O tribunal do Seixal leu muita coisa: a acusação, a transcrição das escutas (até a juíza pediu gravações porque não queria acreditar nas conversas incriminatorias entre os arguidos, onde obviamente se inclui este “pobre mártir”), mas também viu as transferências e os dinheiros não explicados, as informações dos empréstimos de 300 mil euros para quem ganhava cerca de 1000 e tal euros, acumulava filhos e andava com dois telemóveis e carros de arguidos criminosos…
    Como vês, o tribunal vê tudo!
    É pena que não vejas que és culpado, e que estes dois anos só não te pesam como ainda se vão somar mais! Serás o exemplo para a nobre instituição judiciária que confiou em ti e que tu traiste…
    Agora aguenta! Nem te podes chibar como o teu amigo, porque isso só iria servir para te enterrar ainda mais.
    Resta um dia, muito mais tarde, explicares ao teu filho que a polícia não rouba, não alinha em crimes e defende a lei e o seu país. Mas isso só no dia em que deixares uma atitude de mentira compulsiva em que já acreditas, tal como os loucos.
    A justiça em Portugal terá decerto muitos defeitos, mas no teu caso (e tu sabes muito bem!) enganar-se era impossível!
    Deixo-te um repto João, coloca aqui o despacho de acusação. Não são partes, a íntegra. Verás que metade dos anônimos (família desesperada) e amiguinhos invisíveis desaparecem a sete pés percebendo o quão culpado és.
    Sê homem, e admite a tua culpa!

  3. Oh Carrasco, a questão pela qual muitos, aqui, se indignam, não é pela culpa do joão, mas sim pelo tempo que está detido em prisão preventiva, como, aliás, a generalidade dos presos preventivos; os que agiram sózinhos, como é o caso do João, ou aqueles que são pobres ou miseráveis. É esta dualidade de critérios que põe qualquer um de nós preocupado.
    Se o joão tivesse montado a sua quadrilha dentro da Pj, como muitos o têm feito, nada lhe acontecia e ainda eram reformados como Diretores como tem acontecido.
    A PJ sempre esteve em roda livre e viveu de uma imagem fabricada pela inépcia do jornalismo pobre e incompetente que este país tem. Por outro lado, o nosso sistema político, como chico esperto e manhoso que é, também não lhe interessa ter uma polícia de investigação criminal competente. Também nós por imbecilidade, não entendemos que estamos a cavar a nossa própria sepultura ao não exercermos o nosso direito à indignação e fiscalização dos órgãos do poder.
    No entanto, o Carrasco espuma como um cão raivoso contra o João, oh antes a carrasca, pois pela certa não passará de uma Maria Alice, perversa, má, vingativa, feia , mal-cheirosa (da boca, segundo o João), e do pior que a PJ já teve nos seus quadros, bem como o seu companheiro,o bêbado e perverso, Leonel.

    • aplaudo e repito:
      “Oh Carrasco, a questão pela qual muitos, aqui, se indignam, não é pela culpa do João, mas sim pelo tempo que está detido em prisão preventiva, ” (…) “pois pela certa não passará de uma Maria Alice, perversa, má, vingativa”

  4. Amaral muito obrigado pelo seu comentário.
    Ia precisamente escrever ou bater na mesma tecla que o Amaral e bem “teclou”…..
    Admito que ía ser mais agressivo para com este Carrasco ou travesti, por me classificar de “família ou amiguinho” enquanto comentador neste blogue.
    Esta classificação é própria de um toxicoraivoso/a, em hora de ressaca… ao não distinguir o singular do plural.

  5. Sr Carrasco,seja homem ou mulher..dê a cara,não se esconda atrás da moita..isso é muito feio e não dignifica a “sua policia”….aqui ,ninguém está interessado se o Inspetor é culpado ou inocente,aliás ,Ele próprio ,nunca se disse inculpável..aqui o que debatemos ,é o tempo de prisão preventiva …e se for culpado ,como o Sr. diz,os verdadeiros amigos não fugirão a sete pés,pelo contrário,ficarão para apoiá-lo e ajudá-lo e á família…Sr. Carrasco,ponha a mão na sua consciência ……

  6. Caro Inspetor João de Sousa, com a respetiva vénia se me permite.
    “Carrasco”, parece que sabes tanto mas não tens estado atendo (ou tens uma boa imaginação)!
    Quando descreves o que se passou no Tribunal do Seixal não contas os factos como foram na realidade. Os empréstimos estão associados a outros arguidos e não ao Inspetor! Isso foi explicado em sede de julgamento, assim como as transferências e mais uma vez não relacionadas com o Inspetor!
    É crime levantar falsos testemunhos !
    As interceções telefónicas (vulgarmente denominadas escutas) têm de ter um contexto! Pois sem o mesmo não passam de frases soltas que podem significar as mais variadas coisas!
    Mais, o Sr. Inspetor admitiu também em sede própria o que vez e o que não fez! Bastante homem, pois ao menos não se esconde atrás de um nome, como tu!
    Quem não convenceu ninguém foram os testemunhos das pessoas que investigaram o caso, dos Inspetores (desculpe caro Inspetor João de Sousa, mas os seus colegas pareciam andar perdidos na maionese), quando a Excelentíssima Presidente do Coletivo de Juízes solicitava mais explicações ninguém conseguiu explicar o seu trabalho, sim o trabalho que fizeram na investigaram!!!
    Resta-nos ter fé e rezar para nunca cair numa investigação destas, manifestamente mal elaborada e com falhas gravíssimas.
    Conclusão: Prendem-se pessoas durante 2 anos e 48 dias preventivamente …é a justiça que temos e claramente com duas vendas.
    Pobres dos que precisam!
    Pobres de (quase) Todos Nós!

    Cumprimentos,

  7. No prosseguimento do comentário do “Amaral”, uma das maiores associações criminosas que se constituíram no seio da PJ, nasceu e proliferou pela mão do famosissimo Francisco Moita Flores, atualmente a dar “formação” ao Ministério Público da República Popular de Angola, juntamente com outros seus “homens de mão”, onde ressalta um dos homens do 25 de Abril e quadro superior do Partido Comunista Português, Calado de Oliveira.
    Este Sr. Moita Flores foi acusado, na altura, pelo atual 1º. Ministro, António Costa de ter inventado a estória da pedofilia das gradas figuras do PS, onde protagonizava o Carlos Cruz, por encomenda do PSD.
    Foi este o motivo que levou o Moita Flores a perseguir pelos seus escritos manhosos o atual 1º. Ministro.
    Outros “trabalhos” que desenvolveu com a cumplicidade dos seus homens de mão, saliento o “caso da Moderna”, entre tantos outros, mas outras quadrilhas estiveram sempre muito operativas no interior da PJ, sem nunca terem sido incomodadas.
    Se o João estivesse inserido numa destas quadrilhas, nada lhe tinha acontecido.
    Foi e é um grande risco um elemento da PJ “trabalhar” sozinho.

    • Ora aí está uma grande verdade. Mas a essa organização é ainda mais vasta e mete também aventais. Veja o caso de um tal carlos anjos indivíduo bronco que chegou a presidente do sindicato pela mão do moita. Depois foi fazer um curso superior de três anos na UAL à pressa para o tacho que se seguiria. Pelo meio entrou na maçonaria pela mão protetora do moita e agora até tem o nome maçon de “Garret”. Ao bronco, pelos brilhantes serviços prestados aos amigos cá fora, arranjaram-lhe um tacho na comissão que atribui indeminizacoes a vítimas mais uma avença no correio da manhã jornal e televisão.
      Depois vem a pergunta do milhão de euros. Porquê? Que serviços prestou ao CM e amigos do Moita? Terão sido informações sobre processos em segredo de justiça? A PGR que investigue se tiverem coragem para isso.

  8. Caro srº Carrasco, não deve ter muitos amiguinhos e não deve saber o que é isso. O amigo Sousa tem conseguido o feito de trazer alguns amigos de volta. Certamente me dirá que voltamos para recebermos uma pequena fatia do jackpot. Pois meu caro tenho uma triste noticia para lhe dar, a amizade é muito mais que isso. Ok desculpe, o srº no meio por onde se move não sabe o que é isso, é triste saber que o seu mundo não tem côr. Esta amizade tem mais de 30 anos, com uma pequena interrupção de uns 15 anos. O sr não deve saber o que é crescer na rua, jogar á bola num campo contruido por crianças cedentas por estar sempre juntas, mesmo em que condições forem, o importante é crescerem juntas, estreitarem laços. Laços esse que perdurem uma vida, essa vida que dá muitas voltas, que seguem caminhos diferente. Mas no fim tudo muda, mas a amizade fica. Meu caro Carrasco, caso necessite de uma psicóloga pode me contactar pq conheço uma muito boa.

    Um abraço de amizade, deste amigo
    Nuno Costa (SCGentil85) (olhe, olhe psssss, psssssssssss, não sei se reparou eu assinei) 😉

  9. Bons dias a todos Caros Internautas,

    Começa-se a ver “a luz ao fundo do túnel” ou dito de outra forma, o julgamento está a chegar ao fim.

    Ontem e antes de ontem, ao ver o movimento todo que havia no Tribunal do Seixal pensei para mim, deve ser o Julgamento do Sr. João de Sousa e demais pessoas, e eis que uma vez mais me desloquei até ao Tribunal para assistir.

    Caros internautas que seguem este blog tal como eu, estes dois dias só os posso classificar de hilariantes e de caricatos.

    Em primeiro lugar um Arguido decide prestar esclarecimentos, quando e em abono da verdade não se recordava de nada, ou melhor o que se recordava a sua memória era muito selectiva, lembrava-se do que lhe convinha, deu para notar a juiza e o ministério público completamente estupefactos com tais “explicações” e notou-se que em nada acreditaram no que disseram. Nem aos advogados, diga-se poucos, que pediram que o arguido esclarecesse ao que ficaram à espera que tais esclarecimentos fossem, no mínimo crediveis, nada disso.

    Começa-se a ver a luz ao fundo do túnel, pois irão começar aquilo que ontem a juiza disse de alegações finais, e pelo que me apercebi são uma catrefada de dias, os quais irei tentar assistir, pois acho que está a ser interessante. Acho que se fosse mais novo iria ainda tirar o curso de Direito mas a idade começa a pesar e sinceramente a vida de reformado também sabe bem.

    Bons dias a todos.

  10. Vamos falar um pouco, poucochinho, sobre o Departamento da Pj de Setúbal, onde o João se encontrava colocado antes de ter sido detido.
    Foi naquele departamento que se iniciou uma relação do mais ilegal que as nossas mentes conseguem imaginar com os traficantes, donos de barcos de pesca reciclados para o tráfico de droga.
    Ali, por vezes, quando não encontravam vítimas que ficassem com a droga (principalmente haxixe), tinham que levar a droga descarregada pelos traficantes seus comparsas e armazená-la até que conseguissem vender a dita droga a alguém e depois proceder ás respetivas detenções e ao show-off correspondente; televisão, jornais and so one.
    Foi um lote desse haxixe que a PJ foi tentar vender a um traficante já referenciado, residente em Braga, que mataram, depois deste se ter apercebido que estava a no meio de uma cilada, não de Polícias, mas de traficantes (quem é que imaginaria que os polícias é que estavam a traficar droga, nem sequer a vítima apesar de conhecer bem o millieu).
    Quem puxou a arma que arrumou esse pretenso traficante foi o Carlos Dias Santos, preso por estar envolvido com os traficantes colombianos, juntamente com o Ricardo Macedo. Este Dias Santos, como se esperava, já se encontra em sua casa com polícias à sua porta a serem pagos por todos nós.
    E já se esperava porquê,porque o Sr. Dias Santos também operava na quadrilha do Moita Flores e este, como toda a gente sabe, tem grandes influências ou através da parte podre do PSD, que o gisou para presidente da Cãmara Municipal de Santarém, ou através do Paulo Portas, a quem é credor de garndes favosres, desde a Moderna até ao roubo do Jaguar do parque Eduardo Sétimo, onde esse Carlos Anjos teve uma intervenção fundamental para que o processo fosse arquivado, ou através das suas ligações através do aventais podres do Grande Oriente Lusitano, além de outras relações que a sua mente laboriosamente foi construíndo durante o seu percuso de vida.
    Como o texo já vai longo, bervemente explicarei a forma como os irmãos Pinto, aqueles que protagonizaram o bloqueio da Ponte 25 de Abril e que iniciou a queda do Cavaquismo e a ódio que o então Ministro da Administração Interna, Dias Loureiro, ficou com os irmãos Pinto e como é que Dr. Ilídio, antigo fusileiro, então Diretor da PJ de Setúbal, transformou os irmãos Pinto de traficantes de tabaco em traficantes de droga. Por isso, o Dr. Daniel Sanches a mando do seu amigo Dias Loureiro, quando o Dr. Ilidio se reformou, arranjou-lhe um taxarrão na SLN, onde arrecadou uns bons milhares de euros, que todos náo pagámos ou estamos a pagar. Aqui, na trasnformação de traficantes de tabaco em traficantes de droga, o famosissimo José Henrique Canelas Pinheiro, atualmente aposentado e residente em Campo Maior, teve uma grande intervenção a aajudar o seu Diretor e companhero de Escola dos Fusileiros. e é este rapaz um membro do Conselho Municipal nas listas so PCP??

  11. Já que estamos numa de pensamentos ou certezas…eu vou expor os meus pensamentos que…Para mim são lógicos…
    Aqui vai…
    Primeiro Ministro…José Sócrates…
    Aprovação do novo aeroporto em Alcochete…
    2 semanas antes do anúncio da decisão…SLN…arrebata a maioria de terrenos disponíveis nas áreas circundantes…
    Anúncio que o novo aeroporto será junto a esses terrenos…
    O Sr Miguel Cadilhe, com necessidade de afrontar as contas do BPI, solicita ao então Ministro das Finanças…um empréstimo (como outros bancos o fizeram) no valor público de 600 Milhões de Euros…consequência…nacionalização do BPN (SLN era a dona do BPN)…
    Banco Nacionalizado…desgraça total mas…Não era o Grupo Lena um grande accionista da SLN?
    O Sr Eng°José Sócrates… Com a nacionalização prejudicou o amigo? Ou…beneficiou? Ou…tapou o que tinha a tapar?…
    É curioso a compra massiva por parte do grupo onde o amigo está inserido dos terrenos em Alcochete…É bem mais complicado entender como a SLN foi a menos prejudicada na Nacionalização do BPN e é ainda menos compreensível que tudo isto tenha sido na orientação fabulosa da Sra Maria Alice…
    Façam contas e vejam lá se estou assim tão errado na formulação do meu pensamento…
    Ao Carrasco…eh pá, tu de PJ deves ter o sonho de o ser…porque não acredito que um elemento do corpo…seja tão burro quanto tu o és…
    À Família do Sr João de Sousa, muita força e solidariedade…
    Sr João…meta a boca no trombone e meta os pontos nos iis…olhe que acaba da noite para a manhã…

  12. Vamos nisso
    Contem mais estórias para que os ingénuos acordem e ponham fim ao estado calamitosso a que chegou o nosso país.
    Isto é na PJ e nas outras instituições a começar no Ministério Público, passando pelos Juizes, Serviços Prisionais e toda a panóplia de polícias e policiazinhas que existem, para não falar nos institutos, nas Finanças, etc, etc, o que será?
    Será que ainda existe alguma estrutura de Estado de Direito nesta coisa toda?

  13. É que com tanta evidência natural…Os rapazes só têm capacidade de actuar na venda/compra de livros e…nos “emprestimos” pra Night…
    Onde está a dita e famosa capacidade de investigação que nos enfiam o barrete?
    Baixo a chefia da Sra Maria Alice…o Sr Eng não foi incomodado segundo relatos do Sr João de Sousa….No caso “Freeport”…
    Têm muita capacidade (figado) e olho a Sra…É tudo convicções ufffffff
    E…Como leitor…saber que o desejo do Sr João de Sousa era criar um laboratório de contra análise….imagine o que seria para as convicções…condenado ele não tem crédito né?

  14. Só se pode ser solidário para o Inspetor João de Sousa e sua família se evidenciarmos o contexto onde o João estava inserido, pois o dolo com que atuou no caso do ouro parece não restar dúvidas a quem quer que seja.
    Espero é que o Tribunal do Seixal tenha em atenção que o João não foi o único a infligir a lei e os outros, que são muitos, por terem criados associações de bandidos dentro da estrutura da PJ, nunca foram incomodados. Alguns desses senhores foram aposentados como Diretores e todo o tipo de quadros superiores, auferindo grande reformas, juntando aos seus saques, têm vida de nababos.
    Se tivessem ascendido aos lugares que desempenharam por mérido, independentemente do dinheiro que receberam ou recebem, nada me incomodava. O problema é que esses tipos fizeram o que lhes apeteceu, promoveram quem quiseram e destruíram quem não gostavam.
    Pode-se imaginar a quantdidade de injustiças que praticaram ao longo das suas vidas profissionais, quantos indivíduos estarão com as vidas destruídas injustamente, presos ou não, e quantos estarão em liberdade com as vidas equilibradas, cheios de dinheiro e saúde, quando não passam de uns bandidos e que deveriam ter pago pelos seus dislatos, mas as mãos peganhentas desses salafrarios branquearam-nos.
    Não dá para entender qual é a razão pela qual os Oliveiras e Costas, Dias Loureiros, Ricardos Salgados continuem a viver no máxima da impunidade?

  15. …Caro João de Sousa…Estava entretido a ver um vídeo publicado na internet…funcionárias de uma secção do Departamento de Investigação e Ação Penal, no Campus de Justiça, em Lisboa, a usar um cabide como se fosse um varão. Enquanto alguns colegas usam telemóveis para gravar o momento, as funcionárias dançam, riem e gritam. Haja boa disposição no trabalho…BOING!!!!!!!!!

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