“A Arbitrariedade do Tiranete”

Prisão preventiva: 2 anos e 20 dias

“O silêncio não é protesto, é cumplicidade; tal como o é a recusa de compromisso.” (in “Apocalípticos e Integrados”, Umberto Eco)

Caro(a) Leitor(a), estou exausto, exangue, esgotado, extenuado.

Colegas, recentemente chegados a “Ébola”, conhecedores do “sistema”, profetizaram: “João,  prepara-te para levar com o “martelo”! Dois anos de preventiva, eles têm de aplicar pena efectiva!”

Foi mesmo assim: simples e cru!

Abalado na minha convicção, hesitei: “Será que devo parar, calar-me? Deixar de escrever?”

“Pois, João, também não te ajuda nada estares a denunciar o “sistema”, eles vão ter que te condenar a pena efectiva! É mais que certo!”

Bolas! Borrei mesmo a pintura! Sou mesmo um pobre ingénuo!

“Vou até à cela!” – fugindo eu a mais teorias profético-reprovadoras gentilmente ofertadas, pelos meus colegas, mais experientes e experimentados.

Já no meu “jazigo”, agora agradável tugúrio, fiquei a fitar a humidade das paredes. Percorrendo os meus 9 metros de espaço, deparei com o livro do Mestre Eco e recuperei a frase que se pode “degustar” no início deste opúsculo!

Realizando um “pulo” rápido de memória, consultei as minhas fichas de leitura: “Um longo caminho para a liberdade”, Nelson Mandela; ficha IV, 4 de Maio 2014, pág. 394: “[…] Mas o corpo humano tem uma enorme capacidade para se adaptar a circunstâncias difíceis. Descobri que, desde que o espírito seja forte, somos capazes de suportar o insuportável. A força das convicções é o segredo da sobrevivência, o estômago pode estar vazio, mas o espírito está repleto […]”.

A tal hesitação que experimentei (afinal de contas eu sou humano, um ser humano preso há 2 anos e 20 dias!)

Afastei-a de imediato, e, com todo o respeito e consideração que os meus colegas merecem, decidi não aceitar o cómodo silêncio e manter vivo o compromisso com os valores que defendo, até porque é esse o segredo da minha sobrevivência e do sorriso nos lábios revelando o “riso admirável de quem sabe e gosta ter lavados e muitos dentes brancos à mostra”, como dizia o nosso Cesariny!

Assim sendo, vamos à temática de hoje.

Eu vou ter que apresentar algumas definições, do universo lexical, que vou utilizar (nomeadamente os adjectivos) porque a ignorância revestida de Poder, tem o poder de me “fechar de castigo”, independentemente dos direitos constitucionais, e, infelizmente, não possuo disponibilidade económica para as disputas judiciais sequentes.

Perante o exposto:

Tiranete: Aquele que abusa da sua autoridade ou posição, para oprimir os que dele dependem.

No dia 8 de Abril, depois de viandar entre Évora-Lisboa-Montijo-Seixal-Lisboa-Évora, ou seja, após mais três dias de audiências de Julgamento, solicitei ser recebido pelo Director do Estabelecimento Prisional de “Ébola”.

– Sr. João, o Director vai recebê-lo agora – o guarda.

Como seria expectável, toda a reunião decorreu com o mais elevado índice de urbanidade.

Objectivo da reunião: questionar o responsável máximo do Estabelecimento Prisional sobre as minhas transferências semanais.

O que me foi comunicado, no dia 10 de Janeiro de 2016, como justificação para o meu constante viandar, foi o facto de outros sete reclusos estarem em Julgamento e, consequência da escassez de efectivos e viaturas (circunstância em relação à qual sou completamente isento de responsabilidade), eu ter que ser transferido.

Como esta situação já não se verifica, uma vez que os referidos sete reclusos, todos guardas prisionais, todos alvo de investigação realizada pela minha instituição – P.J. – estiveram em prisão preventiva durante um ano e dois meses, encontrando-se todos em liberdade, apenas sujeitos a termo de identidade e residência …

– Sr. Director, diga-me, como vai ser? Serei sujeito a esta autêntica tortura, agora que já sou o único recluso em fase de Julgamento? – questionei cortesmente.

Uma pequena pausa para invocar Confúcio, por forma a enquadrarem a candura da minha pergunta e a aceitação da resposta do Sr. Director.

Dizia então Confúcio: “O maior prazer de um homem inteligente é fazer-se passar por idiota, perante o idiota que deseja fazer-se passar por inteligente!”

Resposta do Sr. Director de “Ébola”: “Sr. Sousa vou ter que falar com o Chefe (dos guardas), mas julgo que já têm coisas marcadas!”

Para que não restem dúvidas: neste quadro, a personagem do “homem inteligente” sou eu, o “idiota” é o Director!

Idiota: Diz-se de, ou pessoa estúpida, falta de inteligência, de bom senso.

Da definição, considerem, por favor, a mais suave: “falta de bom senso” (por causa do castigo, assim é mais leve a pena por ter “excedido a liberdade de expressão”).

O Sr. Director delegou num guarda a comunicação da sua decisão:

– Sr. João, esta semana vai como de costume: para cima no Domingo! – aguardando reacção.

– Obrigado! – com um sorriso.

E lá fui eu. Desnudamento com exposição da genitália aqui em “Ébola”; uma hora e vinte minutos depois, desnudamento com exposição da genitália em Lisboa.

Mas o melhor estava para vir.

Na segunda-feira, 11 de Abril de 2016, só se realizou sessão de Julgamento até às 12h25!

Eram 13h23 estava fechado dentro da cela do Estabelecimento Prisional junto da Polícia Judiciária (EPPJ) em Lisboa.

Às 16h15 já estavam junto à porta da minha cela, sete reclusos à espera para serem chamados à enfermaria! Fechado! Começou o “bullying”:

– Ó boi, estás aí e a tua mulher lá fora a […].

– Porco, chibo, filho da […] devias era morrer!

– Vou-te ficar com a “sorna” (ouro, no calão presidiário) toda e ainda te vou […] a tua mulher e a […] da tua mãe …

Tudo isto enquanto abrem a “portinhola” da porta da cela:

– Ó careca, és feio como o […].

– Tem mesmo cara de ruim […] és o diabo, filho da […].

– Devias era de levar no […] tu gostas, porco!

– Ó judite faz-me um […] devias era levar com a vassoura no […].

Isto durou até … (só um momento, vou consultar o livro onde anoto tudo) …

– Escreve, filho da […] escreve, devias era meter a caneta no […].

… desta vez foi até às 17h29, foi só uma hora e catorze minutos, foi um dos dias mais leves!

No outro dia (12 de Abril de 2016) cheguei depois da hora da medicação!

Receberão medicação de manhã como em “Ébola”? É que no dia 13 de Abril, a sessão era só da parte da tarde.

Receberam!

– Ainda aí estás careca filho da […]. Veste o fato panelei[…].

– Cabr[…] filho da […] vou-te violar as filhas, tens filhos ou filhas? Não tens, tu és panelei[…].

Foi desde as 8h30 até às 9h02!

– O cabr[…] não reage!

– Olha, tá a olhar! Tens cara de diabo, filho da […].

De dia 11 para 12 de Abril: 19 horas fechado, isolado, sem pátio, sem sol; 1 hora e 14 minutos de “bullying”!

De dia 12 para 13 de Abril: 21 horas fechado, isolado, sem pátio, sem sol; 32 minutos de “bullying”!

Na manhã de dia 13 de Abril desenhei uma experiência: medição da alteração do meu ritmo cardíaco (psico-somatismo) atendendo às variáveis:

– Aproximação da hora da medicação da população reclusa (início do “bullying”);

– Início do “bullying”;

– Aos 15 minutos, 30 minutos, ao fim de uma hora (só durou 32 minutos, o último parâmetro não foi possível obter).

– Verificar se algum insulto (dirigido a quem, o teor do insulto) alterava, substancialmente, o ritmo cardíaco.

Estou louco? Não, é a minha maneira de gerir tudo isto!

Os resultados? Esperem pelo livro!

Depois do “bullying”, o chefe dos guardas de Lisboa:

– Sr. João, não prepararam o seu almoço, peço desculpa, estão a tratar da sua refeição – profissional e diligente.

– Obrigado Sr. […], eu aguardo! – que mais poderia dizer e fazer?

Falamos durante uns breves minutos e, como o fiz com outros guardas de Lisboa e do Montijo, não consegui explicar a razão pela qual era sujeito às transferências frequentes.

Numa dessas conversas, há umas semanas, dizia-me um elemento do corpo dos guardas prisionais de Lisboa:

– Sr. João, o senhor escreve, tem jeito para a coisa, escreva a alguém para serem os colegas de Évora a “fazerem” o seu Julgamento! – expectante pela minha resposta – isto incomoda bastante o nosso serviço!

– Sr. […] vocês são incomodados? Eu vou tentar … – que mais poderia dizer e fazer.

No mesmo dia 8 de Abril de 2016 – a reunião com o Director – comuniquei ao mesmo que desde 4 de Abril de 2016, a Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR) tinha um delegado no E.P. de “Ébola”: eu!

Solicitei também, verbalmente e por escrito, a disponibilidade de espaço (do tamanho de uma folha A4) nos locais de afixação de informações no interior do E.P., para divulgação da informação que lhe prestava no momento, assim como para divulgação de informações sobre a APAR.

– Sr. João, isso é para mim uma questão inédita, tenho que ver o regulamento.

Lembram-se da frase de Confúcio: “Sr. Director, se por acaso não estiver previsto no regulamento, fica no campo do seu livre arbítrio, não será assim? A decisão é da sua responsabilidade, não?! – com candura.

– Deixe-me ver, depois direi algo! – seguro, taxativo, na sua ignorância.

Ignorante: Que não tem saber, que não é instruído em certas coisas.

Já “ignaro” é um ignorante sem instrução. Considerem que epitetei o Sr. Director de “ignorante”, ou seja, “não é instruído” no regulamento do E.P.

Será que está clara a diferença?

Despacho do Sr. Director à solicitação do recluso João de Sousa, delegado da APAR, transmitido por escrito: “Não autorizo por falta de enquadramento legal. Évora, 2016/4/8”.

Redigi uma petição, em resposta: “Solicito a V. Exa., se possível for, e porque necessita o signatário de se documentar a fim de diligenciar, no sentido de resolver esta “lacuna normativa” (o que crê-se ser também do interesse de V. Exa.) cópia da petição/atendimento manuscrita por este peticionário, datada de dia 8/4/16, relativamente ao assunto relacionado com o facto de se encontrar um delegado da APAR no E.P. de Évora – este recluso – onde consta o seu douto despacho”.

 O “douto despacho” deve o(a) Leitor(a) ler à luz da frase de Confúcio!

Despacho do Director, datado de 12 de Abril de 2016: “Indefiro o solicitado porquanto não inviabiliza a diligência que, eventualmente, pretende fazer”.

Esta devo a Vitor Ilharco, Secretário-Geral da APAR, que gentilmente ofertou-me dois livros escritos por si – “Frasco de Veneno” e “Frasco de Veneno, 2ª dose”, editora Chiado – a frase é de um anónimo: “Devido à velocidade da luz ser superior à do som algumas pessoas parecem inteligentes … até falarem.” (in “Frasco de Veneno”, pág.41, Vitor Ilharco, 2014)

O Sr. Director vale-se das leis da física, mas a certa altura tem que se expressar, dizer, escrever e aí então surge a esperta mas pouco inteligente, arbitrariedade do tiranete!

“A vida dentro da prisão caracteriza-se pela rotina: cada dia é igual ao anterior, cada semana é igual à precedente, de modo que os meses e os anos se confundem. Qualquer coisa que quebre esta monotonia irrita as autoridades, pois a rotina é a essência de uma penitenciária bem gerida” (in “Um longo caminho para a liberdade”, Nelson Mandela)

E o recluso João de Sousa, a trazer situações que nem estão previstas na lei!

O João de Sousa a obrigar o “sistema” a pensar!

Vamos é pôr este tipo a viajar, transferência com o gajo, enquanto o “pau vai e vem descansam as costas”!

No gabinete do Sr. Director encontra-se um quadro na parede, uma composição em cortiça dos serviços prisionais (S.P.), da sua representação heráldica, da sua divisa. Nas fardas dos elementos dos guardas prisionais, pode-se observar a composição heráldica presente.

Antes de ser preso, antes de ser recluso, já tinha alertado os profissionais do E.P. do Montijo (há cerca de 6 anos quando entrei pela primeira vez no E.P.), há meses tornei a fazê-lo:

– Meus senhores, a vossa divisa está incorrectamente citada. Não é labor improbus omnia vincit, é labor omnia vincit improbus!

Ao Sr. Director aqui em “Ébola”:

– Sr. Director, a divisa está mal. É labor omnia vincit improbus. Um trabalho perseverante vence tudo; são fragmentos de dois versos das “Geórgicas” de Virgílio.

– Não sei, terei de ver! – com enfadado interesse.

No dia 8 de Abril de 2016:

– Sr. Director, ainda está aí o quadro! – sorrindo.

– Sr. Sousa, fui ver ao dicionário que tenho ali, tem uma secção de … – hesitante.

– Locuções latinas, Sr. Director! – sorrindo.

– Pois, isso … e de facto, tem razão! – isto à velocidade do som!

O(a) Leitor(a) quer saber algo muito típico dos regimes serôdios, sistemas totalitários, fechados, ignorantes?

O quadro ainda lá está! Nas fardas, o símbolo e a divisa também!

E quando o meu Julgamento retomar as suas sessões a 27 de Abril de 2016, no dia 26 de Abril (um dia após a celebração do dia da Liberdade) estarei a viajar para Lisboa e, infelizmente, junto à porta da minha cela, estarão os restantes reclusos a aguardar a medicação … também!

 

 

 

 

 

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24 thoughts on ““A Arbitrariedade do Tiranete”

  1. Sr. João

    Li o seu texto e os impropérios da restante população prisional para consigo são lamentáveis, a questão das filhas ou dos filhos é de uma mentalidade completamente retorcida.

    Quanto ao que lhe dizem que vai levar pena de prisão efectiva, não ligue, nem sempre é assim e não acontece sempre assim. O namorado da minha filha esteve preso preventivamente, não tanto tempo como o senhor está mas também não foi muito menos, foram 22 meses e 10 dias e foi absolvido de todos os crimes, por coincidência também a ver com ouro, mas eram assaltos a ourivesarias e outros estabelecimentos do ramo. Boa sorte e tudo corra como desejar!!

  2. Caro amigo, muito cuidado com o martelo! Não seja torrão e ouça quem sabe e o quer ajudar. Não conheço ninguém que questione tanto a justiça publicamente, esteja há 2 anos em prisão preventiva e no final não apanhasse pena efectiva… É sempre assim com polícias!
    Enquanto advogado já fiz as contas e até já apostei com amigos juristas e juízes: vai apanhar 5 anos de prisão, o que quer dizer que poderá sair daqui a dois anos… dito isto, aproveite este tempo para “preparar” a sua estaria, olhe que depois vai fazer-lhe falta. Adapte-se, corrija-se e prepare-se que o pior vem aí.
    Curiosidade: todos os meus amigos acham que vai apanhar mais tempo, mas eu não creio. Veremos!
    Boa sorte!

    • Talvez o sr. advogado tenha razão, no entanto, o João ao criar este blog e ao denunciar as injustiças já se expôs, agora, não pode voltar atrás. Agora, vai ter que se concentrar sobre a injustiça da prisão preventiva.
      Deve, no entanto, reunir com a sua advogada para definir uma estratégia de pressão (tal como fez o Sócrates). Precisa que a advogada colabore e que ela perceba que as TV’s, os jornais e o Facebook valem mais que as provas… (lembram-se do Carlos Cruz? O tribunal condenou baseado na ressonância da verdade…).
      Precisa que a advogada entenda que ao falar à comunicação social se torna conhecida e que tem um trunfo que vale milhões para ela (publicidade e notoriedade).
      Posto isto: tem que desmontar os indícios e as provas…, não no blog, mas no Facebook, e tentar contactar jornais de preferência o Expresso e o Publico e as Tv’s, para que a advogada desmonte a tramóia (vejam o advogado do Sócrates). Têm que inverter a ressonância da verdade a vosso favor.
      Quero deixar-lhe um voto de esperança, mas não se esqueça que a luta é desigual, você está desarmado e o Juiz pode condenar mesmo sem provas, basta ter uma convicção formada, por isso se pretende condenar o Sócrates na opinião publica para influenciar. Pois é, é isso mesmo. Os Juízes também são pessoas e também vão ao café/restaurante e ouvem o povinho (ignorante).
      Faça avançar a petição, dando-lhe a maior publicidade com a advogada a explicar a injustiça da prisão preventiva e as consequências sobre a família e as crianças. Exponha a família (tem que ser), infelizmente, isso funciona melhor do que a sua inteligência e a sua razão.
      Força e Boa sorte !

  3. Inspector Joao espero que ja tenham as assinaturas suficientes para a Petiçao. Tentei contribuir decisivamente para esse objectivo porque “in dubio pro reo” e “ne bis in idem” sao 2 principios de direito que, no seu caso, tem sido violados continuadamente.
    Quero dizer-lhe que, agora, tem consigo duas pessoas muito proximas da madrinha, nao se deixe enganar.
    Muita força para continuar nessa luta corajosa e digna.

  4. Eu – que vivo nos antípodas – imagino a revolução que implodiria de norte a sul de este a oeste de Portugal, se o bullying – e não só – a que o Inspector João de Sousa se tem exposto ou sido vitima, acontece-se com o seu ex-camarada de presidio “José”.
    Aquele José que usava o telefone e gabinete do tiranete de Ébola. Esse mesmo.
    Os piropos que o Inspector tem ouvido e sofrido, não me repulsa acreditar que têm dado azo a umas valentes gargalhadas de gozo e prazer ao director de Ébola e a outros “marteleiros”.
    Eu não venho aqui defende-lo. Que fique bem claro, e já o escrevi aqui neste blog.
    O que me tem feito escrever neste blog, é – fazendo fé no que o Inspector tem divulgado do seu caso – o engasgamento da justiça.
    E não há ninguém em Portugal – por exemplo aquelas meninas que andam agora tão preocupadas com o “cartão do cidadão” – que procure saber o porquê do arrastar deste caso?
    Nem uma saída temporária lhe tem sido permitida mesmo com policia à porta?
    Olhe… o Ricardo Salgado teve mais sorte. Se o Inspector tem a sua ninhada e esposa dependentes de si, imagine as ninhadas dependentes do Ricardo…enquanto ele foi DDT.
    Que nojo de justiça. Refiro-me à “justiça” de alguém que lhe quer dar uma valente martelada….
    Se o Inspector está à dois anos e uns meses preso, eu imagino as “gerações” que vão ser necessárias para absolver o Ricardo Salgado.

  5. A justiça está doente!
    Cada vez sinto tudo isto uma farsa! Só quem tem dinheiro é que consegue escapar!
    Tenho pena que neste meu país assim seja. Estou e sinto-me desiludida!
    Continue a escrever, o que querem é fazê-lo calar.
    Desejo-lhe saúde e coragem!

  6. Pois é, Inspector João de Sousa,

    Já vi muitos julgamentos, já fiz alguns e digo-lhe se pelos seus crimes apanhar 5 anos, como no comentário acima se profetiza, o Ricardo Salgado então, apanha alguns 20 anos. AHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAH

    Isto não está tudo INVERTIDO??????

  7. (A ouvir Damien Rice The Blower’s Daughter) And so it is Just like you said it would be life goes easy on me most of the time…
    “O silêncio não é protesto, é cumplicidade; tal como o é a recusa de compromisso.” (in “Apocalípticos e Integrados”, Umberto Eco)… SUBSCREVO!!!
    Gostei que tivesse partilhado, não os piropos mas as frases para o leitor completar:
    – Ó boi (animal robusto), estás aí e a tua mulher lá fora a cuidar da casa, dos filhos e a deixar morrer os peixes TODOS do aquário!(brincadeirinha).
    – Porco (mais à frente explico), chibo (deixe crescer, quem sabe não lhe fica bem), filho da senhora sua mãe devias era morrer! Devia e vai morrer! É um mal comuns a todos os mortais! Ups
    – Vou-te ficar com a “sorna” (ouro, no calão presidiário) toda e ainda te vou ofertar um anel novo porque esse teu está completamente “visto”, vou oferecer uns brincos à tua mulher e uma pulseira à tua mãe … Vou adquirir o dicionário de calão presidiário, sorna…ouro! Enfim…sorna é dormir…
    – Ó careca (mais vale estar careca do que ser o “poupas”… poupe-me com a sua poupa, não volte a usar!), és feio como o Shrek […], mesmo feio casou com a Fiona! Mas tenho de concordar que o sr. é mesmo feio…!Aliás, horrivel…do pior que já vi. Ah Ah Ah
    – Tem mesmo cara de ruim, és o diabo, filho da senhora tua mãe. Se você fosse o diabo não estaria preso, estaria a fazer diabruras…se é que me faço entender!
    – Devias era de levar no pacote uma napolitana de chocolate ou uns macarrons tu gostas, porco! Para comer mais tarde. Ah e é porco porque é só migalhas! Suja tudo…enquanto come. É você e o ANACLETO!
    – Ó judite faz-me um favor devias era levar com a vassoura no real traseiro […]. Ignore, faça-se de desentendido, esta não era para si…é joão não é Judite… chamarem judite aos individuos da judiciária… desatualizado.
    – Escreve, filho da senhora tua mãe escreve, devias era meter a caneta no bolso.
    (Infelizmente este tipo de ofensa a que está sujeito é sinonimo de imaturidade mental como você sabe)
    Terminei! Quero saber a nota final…
    Tudo isto enquanto abrem a “portinhola” da porta da cela, ainda bem que é da cela e não das suas calças…
    Colegas, recentemente chegados a “Ébola”, conhecedores do “sistema”, profetizaram: “João, prepara-te para levar com o “martelo”! Dois anos de preventiva, eles têm de aplicar pena efectiva!”
    Eles que estejam caladinhos, o seu rabo pode estar preso, mas o seu é um rabo pequeno e o deles é ENORME… (não vi rabos de ninguém, para que conste)
    (FEZ BEM) (…) Afastei-a de imediato, e, com todo o respeito e consideração que os meus colegas merecem, decidi não aceitar o cómodo silêncio e manter vivo o compromisso com os valores que defendo, até porque é esse o segredo da minha sobrevivência e do sorriso nos lábios revelando o “riso admirável de quem sabe e gosta ter lavados e muitos dentes brancos à mostra”, como dizia o nosso Cesariny!
    O que dizem os seus dentes João? A que sabe a sua pasta dentifrica?
    De dia 11 para 12 de Abril: 19 horas fechado, isolado, sem pátio, sem sol; 1 hora e 14 minutos de “bullying”!
    De dia 12 para 13 de Abril: 21 horas fechado, isolado, sem pátio, sem sol; 32 minutos de “bullying”!
    Você está, qual monge em clausura, medita, trabalha na limpeza e manutenção da sua cela, não come aquilo que gosta, escreve, não sei se você se ajoelha para rezar, qualquer dia em conjunto com os outros reclusos começa a fazer trabalhos em crochet para vender e assim obter verbas para o estabelecimento prisional de Évora. (É melhor não dar ideias)
    …Hierarquicamente o chefe dos guardas está acima do sr. Diretor…NÃO É??? Estou confuso! Muito mesmo! Um guarda tem mais poder que o diretor(…) Resposta do Sr. Director de “Ébola”: “Sr. Sousa vou ter que falar com o Chefe (dos guardas), mas julgo que já têm coisas marcadas… massagem, jogo de futebol!
    Ai, ai, ai…espere, espere… uma luz, estou por instantes cego, fui possuido por um espirito divinatório! Você vai ser castigado…chamar as coisas pelos nomes dá castigo…você já devia saber… ignorante ao excelentissimo!? Já estou como os seus colegas recém chegados a “Ébola” com poderes…e a adivinhar! Vai levar tau tau…
    “Devido à velocidade da luz ser superior à do som algumas pessoas parecem inteligentes … até falarem.” (in “Frasco de Veneno”, pág.41, Vitor Ilharco, 2014) A D O R O
    – Sr. Director, ainda está aí o quadro! – sorrindo. Está e vai estar até que outro venha e “lhe tire o pó”… é esta a nossa sociedade, mudar dá trabalho, lutar por algo dá trabalho, quem vier atrás que feche a porta!
    A vela continua a iluminar o seu caminho escuro, quanto a si mantenha a chama acesa… e não deixe que o soprem!

  8. Prepara-te João, não te livras de efectiva. Olha que alguns comentários acima são bem verdadeiros, aproveita para tratares da tua vida porque os próximos tempos vão ser muito difíceis. Ainda tens tempos… Abraço Zé

    • Senhor Ze,

      Eu não não conheço o Sr. João de Sousa, mas reitero o que disse no meu comentário – o primeiro – o namorado da minha filha esteve quase 2 anos preso preventivo e saiu no dia da leitura da sentença, foi absolvido de tudo o que estava acusado. Portanto há que ter esperança.

      • Caro anónimo, isto não é uma aposta, e esqueça lá o namorado da sua irmã que não era um PJ a precisar de garantir o exemplo, com dois anos de preventiva, a escrever em blogs e com anéis de ouro na audiência.
        Para ser sincero caro João, até achei pouco os cinco anos referidos…
        Acorda para a realidade, senão ainda te vais arrepender de não teres apercebido mais cedo…
        Um abraço!

  9. Parece-me que há por aqui gente muito “doente” .

    O Inspector, como percebe criou alguns amiguinhos de estimação, serão frustrações? tanto fel,

    fazia-lhe bem umas sessões de massagens nos balneários, a esses espertos, com alguns pintas, para acalmar!!!

    FORÇA!

  10. Ora então foi preso preventivamente por maldade e agora por causa de estar preventivo tem que levar pena efectiva? Não é porque fez de facto algo que não devia? Já tive contacto com muitos presos e sei bem que 90% ou mais deles são inocentes, foi “a bófia” o o Juíz que os lixaram. As vítimas foram roubadas, violadas, agredidas etc, mas os presos, coitadinhos, são inocentes e vítimas do sistema. E então se forem de raça negra, foram ainda vítimas de racismo, a juntar a todas as outras injustiças.
    Percebo que essas deslocações entre Évora e Lisboa são desagradáveis… seria de propor que Juízes, procuradores e testemunhas fossem todos convocados para Évora e assim a sua santidade injustiçada não era maçada. Ou então o João de Sousa era transportado numa limusina até Lisboa e para não acordar muito cedo e ter tempo de se embelezar os presentes em julgamento esperavam a sua chegada, ansiosos e submissos.
    Tenha vergonha…. só quem não percebe nada do sistema é que acredita em injustiças deste tipo. Quem conhece sabe bem que as coisas funcionam é ao contrário: muitos que deviam estar presos andam cá fora.

  11. Relativamente à APAR, há tempos atrás pedi-lhes ajuda para darem um olhinho por Ébola. Denunciei o que se passava por aí, pedi mais do que uma vez ajuda. Fui ignorada e, após as insistências, lá veio a areia para os olhos e até hoje nenhuma resposta, nenhuma ajuda, nada.
    Com esta conduta deixaram muito a desejar. Quer um conselho, João? Não arranje problemas com o Diretor em prol da APAR. Eles têm advogados, muita gente conhecida. Estes todos que se mexam por si, por todos em Ébola e pelos demais EP’s!

  12. O “farto de tretas” será alguém que será profissional da rotação de pulso com chave (Guarda prisional) ou pesquisador de Facebook à procura de gajas a quem mostrar o crachá (pj). De qualquer das formas caro amigo cuidado porque nunca se sabe as voltas que a vidinha dá e se não vai lá parar também. Normalmente os gajos que têm tempo e predisposição para vir a estes sítios destilar anonimamente as agruras provocadas pelas assaduras dos entrefolhos, andam a fazer merda.

    • Caro “Griff”, antes de mais gosto do seu nome, está perfeitamente identificado, portanto não vem aqui anonimamente…. em relação a “agruras provocadas pelas assaduras dos entrefolhos” agradeço a sua partilha de conhecimento, pois eu nem sabia que isso existia, mas pode esclarecer melhor de que sintomas padece… o saber não ocupa lugar.
      Não critico ladrões, traficantes, burlões etc, cada um faz o que quer, só critico usarem a profissão para o fazerem. Isso é cobardia… Para mim tem mais valor um ladrão, um traficante ou um burlão que é o que é e se assume, do que um suposto polícia, que por cobardia não assume a verdadeira vocação.

  13. O estabelecimento das penas, a quem é considerado “insurreto”, depende do humor do juiz? Se for assim, ponha-se a pau, não vá levar com a ripa…De facto, voce tem posto o dedo nas feridas deste degradado e periclitante sistema prisional (e não só!), o que não deverá ser da simpatia do corpo dos guardas prisionais, do ministério público e, consequentemente, dos juízes…A sua ousadia pode, por vingança idiota, trazer-lhe mais uns mesitos de choldra! Faço votos para que não lhe aconteça tal e que saia com o tempo cumprido… Absolvição pura e simples, não estou a ver a nossa digníssima Justiça praticar…Afinal, quem é voce? Não passa de um simples policial, personagem descartável, que corre o risco de ser condenado para justificar qualquer coisa ou coisa nenhuma!
    “Será que devo parar, calar-me? Deixar de escrever?”
    Não, penso eu! Mas voce é que sabe as linhas com que se cose! E sabe que no meio onde está, as vinganças não veem só dos seus companheiros reclusos!…
    Um questionamento: por acaso essa associação de que é delegado, não é uma que foi inventada por um conhecido cadastrado, Guilherme Qualquer Coisa, em tempos “professor”, que cumpriu pena em Pinheiro da Cruz e que reside em Setúbal, cidade cenário de algumas pantominices que lhe deram “fama”? Espero que não, camarada, espero que não!
    Deixo-lhe o abraço possível, inspector João!

  14. Então, João, como é que se está a dar com os seus dois colegas, traficantes de droga?
    Pela certa, não sera dificil, pois vocês têm algo que os une, serviram-se da profissão para enriquecer.
    O João, por se ter metido no ouro, dar-lhe-ia uma pena inferior àqueles bandidos que ajudaram a envenenar a nossa juventude, mas nunca inferior a 10 anos de cadeia, mas no seio dos outros bandidos e não nesse privilégio, que chama de Ébola.
    As pessoas que aqui comentam ou são ingénuas ou não estão balizadas mentalmente para as patifarias que o Joâo, o Ricardo Macedo e o Dias Santos fizeram ao longo das suas “carreiras profissionais”.
    Quantos colegas honestos, que não estariam metidos convosco, teriam destruído? Pergunto-me.
    Não seria tempo de investigarem tudo que fizeram na PJ?
    Se ouvesse pena de morte, não tinha qualquer pejo em mandar esses seus dois colegas traficantes de droga para o cadafalso; são do pior que uma sociedade pode gerar; a corrupção no seu ponto mais elevado.

  15. Isto anda aqui muito urso a comer palha…
    Então não se vê logo que os comentários são tudo a família deste gajo? É anónimos, ausentes, daqui a nada até vem o SALAZAR para dizer coitadinho do SOUSA que não roubou nada, só andava a receber ouro e guita de traficantes, carro por conta, telemóveis duplos, conversas gravadas totalmente incriminatorias, anel de ouro oferecido, dívidas a montes com ordenado de 2 mil euros, pesquisas na base de dados da PJ ao serviço de criminosos, mas que aldrabao é este?
    Mereces é passar muitos anos aí dentro! Confiaram em ti e só sabes dizer mal quem te tornou alguém, até à data eras um Zé ninguém que nem respeito tinhas (e continuas sem adquirir).
    Apodrece com jeitinho meu querido!

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