A Paixão de João de Sousa

Já está! Amanhã, um dia após a publicação deste texto: já está!

Dia 29 de Março de 2016: 2 anos de prisão preventiva!

“[…] Naquela noite, o Povo de Deus foi finalmente libertado da escravidão. A Páscoa é, assim, uma celebração do dom divino da Liberdade […]”

Assim destaca a “Bíblia Sagrada”, o “Livro da Verdade” (Editada pela Pia Sociedade de São Paulo, Paulus Editora), a Páscoa, o período do calendário liturgico ocidental que presentemente se celebra.

Liberdade!

“[…] Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. Nessa ocasião tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. Então Pilatos perguntou à multidão reunida […]” (Mateus, 27, 15-17)

A pergunta todos nós conhecemos, a resposta também, assim como tudo o mais que sucedeu: a Paixão daquele que foi zombado.

A Liberdade!

Estou a escutar, enquanto escrevo, da ópera “Rinaldo”, de Georg Friedrich Händel, a ária “Lascia ch’io pianga”: “Lascia ch’io pianga, mia cruda sorte / E che sospiri la Libertà…” (“Deixa que eu chore o meu cruel destino / e que suspire pela Liberdade …”)

A voz que escuto foi apurada através do contributo da soprano Ewa Mallas-Godlewska e do contra-tenor Derek Lee Ragin, assim como da “mistura” de ambas as vozes num computador. Tudo isto para reproduzir a voz do “Castrato”, Carlo Broschi, mundialmente conhecido por “Farinelli”.

A fabulosa e apaixonante história deste invulgar ser humano encontra-se retratada no filme de Gérard Corbiau, “Farinelli, il Castrato” (1994)!

A personagem da ópera de Händel “chora pela sua Liberdade”, anseia por ela.

Como suportei eu 2 anos de privação da minha Liberdade, de zombaria, de atentados à minha Dignidade?

Hoje, antes de ser fechado pela milésima vez, realizando pela milésima primeira vez (ou segunda, talvez terceira…) a minha caminhada pelos “passos perdidos”, na companhia do meu companheiro de deambulação, de vagueação a esmo, que foi preso pela brigada onde eu trabalhava (imagine-se lá isto!) conversávamos olhando o infinito ladrilho:

– É já terça-feira, dia 29: 2 anos de prisão preventiva – eu, com o mais amarelo dos sorrisos.

– Dois anos… – com a expressão de quem já os viveu e tem a certeza de lhe faltarem três vezes o mesmo número, que após adicionar aos já vividos duas vezes estes dois, na melhor das hipóteses, experimentará a desejada Liberdade – o pior é que são dois anos perdidos para nada! Não achas?

– Não! Claro que não, aprendi imenso… – decidido, convicto, sem qualquer verniz porque aqui o verniz nota-se à distância, aqui somos obrigados à autenticidade.

– Eu dispensava o ensino e a sabedoria, preferia ser ignorante! – e rimos os dois.

Aqui está toda a diferença e a forma de suportar. A minha forma de suportar. A forma insuportável para aqueles que me obrigam ao insuportável: eu estou a aprender, eu estou, ainda, supreendentemente, a medrar!

Será que a Maria Alice perante a clausura, o confinamento, a exclusão, identificava-se, deleitava-se, vertia as suas lágrimas invocando a beleza de uma composição de Händel?

“[…] o alcance de uma obra de arte mede-se pelo número e pela variedade dos elementos provenientes de experiências passadas, organicamente absorvidos na percepção vivida aqui e agora […]” (John Dewey, “A arte como experiência”)

“Obra de arte”?! Estás louco, João? Qual “obra de arte”? Estás preso, acusado de corrupção!

Nada disso!

Vinicius de Moraes, na sua obra “O operário em construção e outros poemas”, apresenta-nos Jaime Ovalle, no seu poema “A última viagem de Jaime Ovalle”.

Ovalle, como todos nós vamos ser convidados, foi chamado pela Morte para a última viagem e a Morte que “Levou-o em bela carruagem / A viajar – ah, que alegria / Ovalle sempre adora viagem.”

E perante a finitude do seu ser, cada vez que a Morte lhe mostrava a escuridão, a sua condição humana e a dos outros, Ovalle, maior que a Vida, retribuía:

“A cada vez que a Morte, a sério / Com cicerônica prestança / Mostrava a Ovalle um cemitério / Ele apontava uma criança!”

Assim se sobrevive a 2 anos de prisão preventiva!

Desejava isto? Claro que não!

“Meu Pai, se é possivel, afaste-se de Mim este cálice” (Mateus, 26,39)

Até Ele, questionou o Pai e, esperançoso, tentou eximir-se ao cálice amargo; era condição desse mesmo Pai que ele o degustasse, assim como é condição imposta pela estranha Justiça lusa que eu sinta o sabor do fel.

Recordo nova passagem do Evangelho segundo S. Mateus, quando João Baptista baptizou Jesus: “«Sou eu que devo ser baptizado por Ti, e tu vens a mim?» Jesus, porém, respondeu-lhe: «Por enquanto deixa como está! Porque devemos cumprir toda a Justiça» E João concordou […]” (Mateus, 3, 14-15)

Eu, também João, mas De Sousa, igualmente considero que se deve cumprir a Justiça, mas Jesus encerrava em Si uma certeza (que alguns que por aqui passaram e outros que nem por aqui estiveram, também a tiveram ou têm!): “Depois de três dias ressuscitarei” (Mateus, 27,63)

A Páscoa não é igual para todos, assim como a aplicação da Justiça lusa, concluindo-se o enunciado pela observação do número de estações da “Via Sacra” a que uns estão sujeitos e outros, milagrosamente, se eximem!

Observa-se diariamente indivíduos que ressuscitam ao “terceiro dia”, e eu, passados 732 dias (2 anos) ainda encontro-me dentro do sepulcro, aguardando: “Então eles foram manter o sepulcro em segurança: lacraram a pedra e montaram guarda” (Mateus, 27,66)

“Ó suprema soberba, Ó vaidade desmesurada! Mesmo preso, repelido, descontado, compara a sua condição à Paixão do Outro?”

Concerteza! A exclusividade, o “extra-ordinário” são vocês, os anónimos e os revelados que atribuem à minha pessoa, a importância é ofertada por vós:

Quantos estiveram em prisão preventiva 2 anos?

Quantos foram castigados por delito de opinião, 41 anos após o final da censura, da injusta reclusão por opinar?

Quantos tiveram um Judas que até Pratas, como as moedas, tem como apelido (Pedro Miguel Ventura Pratas da Fonseca)?

Quantos experimentaram isto: “Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum falso testemunho contra Jesus a fim de O condenarem à morte. E nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas” (Mateus, 26, 59-60)

129 testemunhas ouvidas, vinte e uma sessões depois, as próprias testemunhas de Acusação contrariaram a tese da investigação (P.J.)!

“Então o Sumo Sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus: Nada tens a responder ao que estes testemunham contra Ti? Mas Jesus continuou calado” (Mateus, 26,62)

Mas este João não ficou, não fica nem ficará calado!

Mesmo se no dia 6 de Abril de 2016, a Juiz-Presidente considerar que o pressuposto previsto na alínea c), do artigo 204º do C.P.P. existe: “[…] c) perigo, em razão […] da personalidade do arguido […] perturbe gravemente a ordem e a tranquilidade públicas […]”; justificando, desta forma, a manutenção da minha prisão preventiva!

Se isto se verificar, depois de assistirmos aos Salgados, Sócrates, Manueis Godinhos, Duartes Limas e afins, então, Estimado(a) Leitor(a), cautela, muita cautela ou muitos contactos no “sistema” e maior disponibilidade económica e, mais importante que tudo isto: “Bico calado”, falsa humildade, resignação, coluna vergada, “respeitinho do bom”, ignorância visível porque, como dizia o Filho que celebramos agora: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mateus, 5,3)

Utilizo beati pauperes spiritu (“Bem-aventurados os pobres de espírito”) no seu sentido deturpado, uso-o ironicamente, ou seja, aqueles que realizam com pouca inteligência, os ignorantes que não desejam mais, os ignorantes da Lei, aqueles que passivamente aceitam, os que não contestam.

Não serei mais um “primitivo da espera no cais”, como o nosso Pessoa descreveu.

Como o fado nos diz, “choro a chorar tornando maior o mar”! Se sorrio, é por nutrir profunda repulsa por tudo isto. Alberto Gonçalves, sociólogo, cronista da revista “Sábado”, no seu espaço “Juízo final”, na edição nº 620, sobre o porquê dos portugueses ainda se rirem apesar do “estado” de todos nós, compara a lusa gente com as hienas: “[…] acrescento a inevitável analogia da hiena, bicho que ri imenso, acasala uma ou duas vezes na vida e se alimenta parcialmente de fezes. Eis a “punch line”: Um bicho que não fornica e come merda ri do quê? […]”

Conquanto deseje ser um Leão, forte, resiliente, sujeitam-me a ser uma hiena, senão vejamos: Há dois anos que não faço “o Amor” e a comida aqui é uma… porcaria!

O que vou fazer? Lutar!

A semana passada a APAR (Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso) convidou-me para ser o Delegado da APAR no Estabelecimento Prisional de Évora!

O que fiz? Aceitei de imediato. Que tipo de homem/mulher é alguém que não tenta mudar, para melhor, o local por onde passa?

Prejudica-me? Não é sensato? Estrategicamente errado?

O tal Filho pródigo que celebramos nesta Páscoa alerta-nos para a necessidade de superarmos a Justiça dos hipócritas: “Prestai atenção! Não pratiqueis a vossa Justiça diante dos homens só para serdes elogiados por eles. Fazendo assim, não tereis a recompensa do vosso Pai que está no Céu” (Mateus, 6,1)

E eu, que até sou agnóstico: Não espero recompensa do Pai!

Antecipo, pelo contrário, resistências, condicionamentos, adversidades, mas, como nos disse o poeta Ruy Belo, “Só é vencido quem desiste de lutar” e este João não consegue oferecer a face esquerda após ter sido esbofeteado na face direita!

Na semana passada, a minha diligente defensora apresentou no Tribunal um requerimento, solicitando a revogação da medida de coacção a que estou sujeito.

Singelo texto, vinte e oito pontos, porque simplex sigillum veri (a simplicidade é o sinal de Verdade).

Não é necessário ornamentar o que foi produzido em Tribunal, a Verdade foi apresentada, não estão reunidos os pressupostos para manter o arguido João de Sousa em prisão preventiva!

O número de estações da Via Sacra está definido, estabelecido. Só será cumprida a Justiça se, com equidade, distanciamento, pragmatismo, decidir o Tribunal de acordo com a Lei!

Menos que isto ou mais que isto é um sinal de improbidade de quem decide.

A minha Paixão dura há 2 anos! A impudência será continuar o sacrifício, sustentar o castigo, o meu e o dos meus.

Dois anos sem ordenado, dois anos preso, dois anos longe dos meus filhos, da minha mulher, dos meus pais, sogros, amigos, distante da minha Casa!

Eu aguento porque escuto Händel, conheço Vinicius de Moraes, comparo a minha Paixão à do Outro, aprendo sobre mim e sobre os outros, mas já chega porque o Outro era Divino, sabia, antecipadamente (por via directa), que estaria no final do dia sentado à direita do Pai. Eu desconheço, não tenho garantias e a única coisa que asseguro ao Leitor(a) é que isto é uma profunda injustiça: comparem, num exercício simples, o que estou a passar com tudo aquilo que outros não passaram!

No monte Gólgota, as cruzes estão sem ninguém. Será o momento antes da crucificação ou o exacto momento após a retirada dos corpos crucificados?

Será possivel que ninguém seja pregado na cruz?

Não sei! Sei, porque o sinto, que há dois anos que estou a caminhar carregando a cruz, a pesada cruz que, não “um homem chamado Simão, da cidade de Cirene” (Mateus, 27,32), mas sim, a minha mulher e “ninhada” ajudam a transportar.

Cansado, exausto, eu e os que me auxiliam, só tenho uma alternativa: continuar a caminhar, suportando!

Caminho, vergado, vivendo a minha Paixão, nutrindo a esperança de que o “sistema” não se defenda, não faça questão de manter o erro, não condene o homem e a sua personalidade, mas condene somente os actos, até porque sangrando, sujo, obrigado à ignomínia, garanto-vos algo, algo que se manterá: a firme e inamovível vontade de gritar bem alto esta vil INJUSTIÇA!

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22 thoughts on “A Paixão de João de Sousa

  1. Eu comecei a vir ler este blog por achar piada às histórias sobre “o filósofo” mas, mesmo agora, continuo a vir aqui todas as segundas feiras.
    Embora perceba como o seu estilo pessoal tenha posto colegas seus e outras pessoas contra si, incomoda-me muito a sua situação. Mesmo que se prove a sua culpa, incomoda-me a “peculiaridade” de alguém “tão perigoso” não ter mais destaque nas notícias, tanto pelo interesse jornalístico como para mostrar ao público que a investigação policial é tão imparcial a polícia até a si própria policia.
    Incomoda-me a falta de sentido que faz que, pelo que percebi, “o importante mafioso” precise de estar preso mas os comerciantes não, como se eles fossem um bando de baratas tontas que não se conseguem orientar sem o cérebro de toda a operação. E incomoda-me que tanta gente inteligente não se incomode com a falta de sentido da história de andar a fazer pesquisas para amigos criminosos. Então se você é que era o cabecilha a pesquisa não seria para si mesmo??
    Desencanta-me ver como pessoas, tipo Hernâni Carvalho, tão cheias de moral, e de inteligência e de coragem para denunciar tudo e todos, não acha nada estranha toda esta situação. Espanta-me ainda mais que alguém que, por andar há tanto tempo a noticiar crimes e guerras já deve ter visto os maiores dramas e as maldades mais puras, consiga ficar tão sinceramente escandalizado que alguém faça pesquisas que não deve. Afinal não era precisamente o caso da lista vip do fisco? Afinal, quando um jornalista tem “fontes”, não se está a falar de “amigos” com acesso a informações privilegiadas e que falam sobre o que não devem? Afinal quando ele “sabe” o que se passa nas investigações e nas instituições onde os menores são colocados não se está a falar de pessoas tipo “o senhor que varre os corredores na pj” que desrespeitam a confiança que é depositada neles? As intenções dos jornalistas são sempre assim tão puras e desinteressadas para que mereçam essa excepção que ele exige “só” para a profissão dele? Então alguém que depende da liberdade de expressão e que andou a alinhar na história do Je Suis Charlie (tipo a Júlia Pinheiro) consegue ficar tão indignado que você “até” tenha um blog? (Só para que as pessoas percebam como você é perigoso)
    Mesmo que se considere que por ser polícia tem que estar especialmente acima de suspeita, tanta gente corajosa e inteligente não se surpreende que alguém que, alegadamente, realizou assaltos violentos em casas particulares utilizando agentes fardados já esteja em casa enquanto você que, alegadamente, andou em negociatas para fugir a impostos e usou computadores para o que não devia ainda precise de estar preso?? Ou lhes falta a coragem ou a inteligência.

    Em segundo lugar, queria corrigir uma coisa que você percebeu mal em relação às bem-aventuranças. Por algum motivo se diz “pobres em espírito” e não “pobres de espírito”. Quem herda o Reino dos Céus não é os idiotas e os ignorantes mas quem agradece cada migalha de conhecimento e de entendimento sem dizer “disso não gosto” e “disso não preciso” e quem dá valor a tudo o que o espírito pode criar e não precisa perguntar “para que é que isso me serve” e se “dá dinheiro”. No reino das terras é que será assim ou não. 🙂

    Para terminar, só queria dizer algo em relação ao efeito que tudo isto tem nas suas filhas. Quando elas forem adultas e quiserem explicar o que as fez como pessoas, com certeza toda esta situação será lembrada como particularmente importante. É claro que uma situação destas não se deseja a ninguém mas vai torná-las ainda melhores pessoas. Se forem ensinadas a pensar e a expressar-se e se tiverem um firme sentido de justiça e de indignação vão ser mulheres extraordinárias. Sabe aquela expressão “a dor é a fraqueza a abandonar o corpo”? Você nem imagina como elas o hão-de encher de orgulho, não só o orgulho natural de quem é pai mas também a vaidade por tudo o que elas serão e alcançarão. Depois é que ninguém o vai aguentar a si… 😉

    Muita força para si e para a sua família.

  2. Caro Inspetor,
    como já tive oportunidade de me expressar anteriormente, relembro-o que a sua situação com o seu anterior advogado tem muitas pontas soltas, que o lesaram jurídica e financeiramente. Quanto a mim, deve dar conhecimento à Ordem dos Advogados. Todos temos os nossos “Direitos”. Quem os representa em determinado momento tem que ter competência e rigor para o fazer.

    Quanto à sua prisão, acho que já fez alguns “amigos de estimação”.Eles não gostam de gente muito esperta, faz-lhe bolhinhas no cérebro. 🙂

    Coragem.

  3. agnóstico??? hummmm afinal consegui encontrar uma incoerência…. as palavras são suas:
    “o Outro era Divino, sabia, antecipadamente (por via directa), que estaria no final do dia sentado à direita do Pai.”

    EU?! Eu continuarei a fazer o que posso.

  4. Tantas vezes que comecei a escrever e não acabei…
    Outras tantas que me lembro dos nossos tempos de escola…
    Não sou muito boa a escrever João, apenas te digo uma palavra “CORAGEM”.
    Beijinho
    Patrícia Rodrigues
    (Gentil)

  5. Os seus colegas do tipo “bigode farfalhudo”, se pudessem faziam-no desaparecer num ápice.
    Calculo que por lá, pela amostra, a PJ seja um ninho de cobras. Não admira que a tal Alice tenha sido o que foi!!!
    Estamos entregues aos bichos…. verdadeiramente!!

  6. Muito bom texto, mas explique-me lá quando foi que “o Sócrates foi libertado porque se vergou ao sistema” porque essa eu não percebi … não me lembro de isso ter acontecido. Recorda-se de ele ter recusado a pulseira ?
    PS: eu também não concordo que você esteja preso preventivamente. É simplesmente uma indignidade para um Estado que se diz de Direito, mas que eu desconfio que é apenas um Estado com uma Justiça vesga.

  7. Acredito que dês mais importância à Maria Alice do que ela te dê a ti!

    Esta Maria Alice que aqui falas é a mesma a quem te rastejaste e a quem lambeste as botas para atingires os teus fins se é que alguma vez o conseguiste, podes pensar que sim mas pronto, se isso se satisfaz o teu ego então que seja.

    Dois anos que estás “engaiolado” e pelo menos mais tempo aí vais ficar. Já agora o teu ego baixou ou ainda continuas a achar que o Mundo és tu, tu e só tu é que o mesmo gira à tua volta?

    Uma coisa é certa, os teus leitores que não te conhecem até acredito que possam ir na tua cantiga, pois és e sempre foste um manipulador, quem não te conheça que te compre.

    Ass. Alguém a quem chamaste muitas vezes burro, estupido, ignoraste e mentecapto… mas eu estou cá fora e vou continuar cá fora, porque ao contrário de ti a minha função é combater e reprimir o crime, não é compactuar com ele, tal como tu fizeste.

    • Eu escrevi o primeiro comentário.
      Eu não conheço o JS de lado nenhum e, a julgar pela maneira como ele escreve, consigo imaginá-lo a ter a atitude que descreve. A questão não é se gosto dele ou não ou se ele é uma pessoa agradável. É claro que as leis e as regras foram escritas por algum motivo e que quem as desrespeita tem que ser punido. Se ele fez alguma coisa, deve ser responsabilizado de acordo com essas leis e essas regras pelo que realmente fez e é provado em tribunal. Simplesmente espanta-me que pessoas que foram acusadas de dar tiros fiquem com termo de residência e se continuem a cruzar na rua com quem levou com os tiros, ou que casos de violação ou violência doméstica comprovada só tenham pena suspensa, enquanto que alguém que está acusado de associações erradas e abuso de privilégios fica 2 anos preso sem ser ainda “tecnicamente culpado”. Acredito que o senhor que tem contacto com as vítimas fique ainda mais indignado e incrédulo do que eu com algumas decisões tomadas em tribunal. Não estou sequer a criticar este processo em particular ou o trabalho da polícia em geral que, felizmente, não conheço mas espanta-me muito as diferenças na importância e no tratamento dado aos diferentes casos.
      As citações que foram feitas noutro post do que foi dito em tribunal, e que o senhor não desdisse, deixaram-me de boca aberta, independentemente do contexto que possa arranjar para elas.Essas declarações destoam muito do discurso idealista e politicamente correcto que tudo no sistema judicial tem a ver com provas e verdade e razão e competência. Incomoda-me a ideia que transparece em vários sítios, incluindo o seu comentário, que é bom o JS estar preso que é para “baixar a bolinha”. Outras pessoas que também tinham como função “combater o crime e não compactuar com ele” não parecem ter sido lidadas da mesma maneira. Foi por manterem a bolinha baixa com quem interessava e não terem destoado no coro? Se foi, isso não ajuda nem dignifica em nada a justiça. Pelo contrário, só dá mais poder a quem manda, e mais recursos a quem é amigo de quem manda, para fazerem o que querem e beneficiarem do que não é deles. Com certeza, você deve ter visto vários casos de “pessoas de bem” que depois se revelaram “pessoas de m****” e, muito provavelmente, já sentiu na pele a falta de recursos e de possibilidade de fazer o que precisa e o que está certo, enquanto aqueles a quem é suporto dar graxa têm o que querem e não precisam.
      Um abraço.

  8. Prezado Sr João de Sousa…

    Tenho atentamente acompanhado os seus textos todas as semanas e, os mesmos, apenas reforçam as minhas opiniões…
    Como todas as semanas, não leio apenas o que publicou mas também o que os seus leitores escrevem…
    E, li um curioso… 29 DE MARÇO DE 2016 ÀS 00:25 um tal “anónimo”… veio dar “nome aos bois”…
    Supostamente… Pelo que escreveu o cavalheiro, será um impoluto agente da autoridade, que nunca infringiu a lei, nem internamente e nem externamente, sempre efectuou o seu trabalho com total rigor profissional, nunca promoveu uma acusação a outrem baseado em convicções pessoais ou “ressonâncias da verdade” mas sim,  no mais puro rigor profissional … Em suma…um exemplo…
    Deixou-me intrigado o facto de, como descreve e passo a citar:
    “… Alguém a quem chamaste muitas vezes burro, estupido, ignoraste e mentecapto… mas eu estou cá fora e vou continuar cá fora, porque ao contrário de ti a minha função é combater e reprimir o crime, não é compactuar com ele, tal como tu fizeste…”
    (Apenas como aparte…a palavra estúpido leva esse assento que lhe meti e ignoraste é a segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo do verbo ignorar …Provavelmente queria o “Sr agente da autoridade” dizer o adjectivo qualificativo ignorante. Este à parte é só pelo seu zelo e rigor profissional… Ou quis mesmo o “Sr Agente” demonstrar a sua mágoa para com o acusado Agente João de Sousa pelo acto de o ter ignorado? Fica a minha dúvida…)
    Isto levanta algumas perguntas que a sua “meia coragem” desencadeia…
    Vejamos…Não acha o Sr que seja normal que um simples leitor como eu, que se preocupe com o facto de que os órgãos, a quem estão confiados os mais nobres valores da justiça… leia um comentário como o seu em formato “nota de prensa” da instituição que o Sr representa?
    Quando a justiça deveria ser cega e, um elemento de uma força da ordem, tem a petulância de manifestar a sua opinião/conclusão pessoal, de forma pública num espaço como este?
    Eu presumia que como Agente da Autoridade, a sua liberdade de expressão fosse reduzida, pois tem deveres diferentes do cidadão comum no qual estou inserido…
    Caso esteja errado…as minhas desculpas mas…caso esteja certo…como presumo estar…os adjectivos do Sr João de Sousa…até podem ter sido curtos…
    É evidente que o Sr João de Sousa cometeu falhas graves nas funções que lhe foram confiadas e tem de ser punido exemplarmente pelas mesmas… Ele, e todos aqueles que da mesma forma, utilizaram, a “caixinha mágica” e não só,em benéfico próprio ou em benefício de outrem…
    Quantos sobram ao serviço depois disso?
    Seria interessante que o Sr João de Sousa explicasse aos comuns dos mortais que o acompanham todas as semanas, como funcionam as fugas de informação para a comunicação social, como se utilizam os serviços de pesquisa e vigilância para fins pessoais e o número de possíveis prevaricadores que possam estar ao serviço…
    Tendo sido até ao momento o único crime provado e confessado… Era interessante justificar perante os que o apoiam, o que o motivou a essa falta de profissionalismo e bem como, de outros elementos como declarou em tribunal…
    Como a minha mensagem é em resposta ao Anónimo e este veio dar nome aos bois… O nome deste boi é Carlos Andrade e o seu?

    • Também venho felicitar o comentário do Sr Carlos Andrade e ainda acrescentar algo ao comentário do anónimo 29 DE MARÇO DE 2016 ÀS 00:25:

      Tanto ressabiamento, credo!
      O homem está preso PREVENTIVAMENTE há 2 anos, sem provas apresentadas! e ainda assim os pombos correio e outros vêm aqui postar as suas inquietudes e pruridos. O Sr. inspector é de facto alguém que gerou grandes inimizades, o que é fácil quando se é diferente e ainda por cima, melhor profissionalmente. Por alguma razão a cientificidade do seu trabalho foi reconhecida nos E.U.A. … ou o Sr. anónimo (anónimo mesmo está a ver?) vai também afirmar que o inspector manipulou todo um comité internacional de uma academia por forma a ser convidado para dele fazer parte?
      Caramba… O anónimo até consegue afirmar que o Sr. inspector “pelo menos mais tempo aí vais ficar” hummmmm…. Tem alguma fonte de informação previligiada? Ou também faz parte do sistema?

      Reformulemos o final do seu comentário que me parece mais ajustado a si:
      “Alguém a quem chamaste muitas vezes burro, estúpido, ignorante (e nao ignoraste, creio eu … Erros comuns deste tipo de anónimos) e mentecapto… Mas eu estou cá fora e vou continuar cá fora, porque ao contrário de ti, sempre lambi as botas à Maria Alice e sempre fiz o que ela quiz sem pensar se estaria certo ou errado, tendo compactuado várias vezes com investigações que primam pela escassez de argumento científico, de fundamentos e eficácia, sendo que assim, continuarei ao dispor do sistema mas protegido pelo mesmo e continuando a ser mais um que combate e reprime a justa aplicação da Justiça portuguesa”.

      Força, inspector!
      Vozes de burro (não se ofenda Sr Anónimo que isto é um elogio. Pobre do animal.) não chegam ao céu!
      Culpado ou não, no final se verá (ou não… Há muito que já não acredito nesta justiça), mas até agora NADA justifica a sua precária situação!! E para quem tem assistido às sessões do julgamente, como eu, isso está mais que claro! Só não vê, ou crê, quem não quer!!

  9. Força Sousa, já falta pouca. A palavra desistir nunca fez parte do teu dicionário. Nem daqueles livros de Filósofos que me querias obrigar a lêr. Aquele forte abraço. Nuno Costa (SCGentil 85)

  10. Venho felicitar o Sr. João de Sousa pelo que consegui retirar no meio de tanta palha. Percebi que é melhor que Jesus, sendo que aquele ficou calado e o João de Sousa não… só não percebi foi o que “fez de melhor na casa por onde passou” (PJ)… desde que escreve neste blog que enxovalha os ex-colegas e a instituição… mas o que fez para a melhorar? foi ser preso e ou outros não serem? Já percebi… são todos tão burros, tão estúpidos, que nem inteligência têm para serem presos. De facto deviam acabar com a PJ, se o único tipo realmente inteligente, sério e que soube trabalhar (ao longo de tantos anos de existência da instituição) acabou preso… mais vale acabar com aquilo e colocarem aqueles quase retardados numa instituição de reabilitação cognitiva. Agora que o João de Sousa se afastou da PJ lá se vai o bom nome que a instituição ganhou ao longo de tantos anos e a nível internacional, sim que todos os sucessos da polícia, desde 1945, foram processos do João. Aliás desde que o João foi detido que não se houve nada da PJ, não há detidos, não há apreensões, nada… nem sei se ainda lá está alguém… é que agora ninguém sabe o que fazer

  11. O Inspector João de Sousa, poderá ser arrogante..não conheço o suficiente, mas de uma coisa

    tenho a certeza, tal como eu, muita gente ficou surpresa com a gentalha da PJ.

    Não fazia ideia de um nível tão baixo.

  12. Desculpem, pesquisei no Google “estórias da carochinha” e “gajos com a mania que têm a cultura do Dr. Hannibal Lecter” e vim dar aqui.

  13. Caro João,

    Quando saíres farei questão de te dizer pessoalmente algo como “fui eu que escrevi este comentário”!

    Tenho lido os teus escritos e os comentários e algumas alarvidades que aqui escrevem sem te conhecerem e alguns que até te conhecem, pelo que escrevem, os lacaios da tua antiga chefe!

    Lamento desde o primeiro dia toda esta situação que estás a viver, mas estou em crer que tudo se vai resolver, o teu julgamento está a terminar e tudo se resolverá e poderás ir para junto da tua prol que bem precisam de ti.

    Um abraço amigo, e nunca te esqueças “homem que é homem cai e levanta-se, tu és Homem”!

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