“A Geringonça Fantástica da Maria Alice!”

Durante a semana em que a Coordenadora-Superior de Investigação Criminal da P.J., Dra. Maria Alice Fernandes (que designaremos por “testemunha Maria Alice” sempre que for invocada) prestou declarações, li o último livro do Mestre Umberto Eco publicado em Portugal, “História das Terras e dos Lugares Lendários” (Editora Gradiva).

O título do presente texto foi inspirado no livro antes invocado, na designação do actual governo (não se tratando de qualquer manifestação de apoio ou rejeição política da minha parte) e nas declarações da testemunha Maria Alice, assim como nos depoimentos das duas inspectoras que investigaram os factos em apreço no processo-crime no âmbito do qual encontro-me preso preventivamente.

Umberto Eco é citado muitas vezes nos meus textos. É um Mestre. Faleceu no dia 19 de Fevereiro de 2016. Grande humanista, semiólogo, filósofo, Mestre. A minha singela homenagem! Sit tibi terra levis!

Geringonça – substantivo feminino. Coisa malfeita, que ameaça ruína, obra maljeitosa e mal armada que ameaça desconjuntar-se.

Fantástica – adjectivo. Que se refere à imaginação. Quimérico, criado pela ficção.

A testemunha Maria Alice, quando eu fui detido, nunca apareceu, nunca a olhei nos olhos, nunca falei com ela! Eximiu-se a justificar o porquê de tudo isto!

11 de Fevereiro de 2016. 10h51. Estou sentado no banco dos arguidos, oiço os passos rápidos, nervosos, típicos da testemunha Maria Alice.

Eis que ela surge. Vem na minha direcção. Olho-a nos olhos: Maria Alice, nervosa, olha para mim e, de imediato, desvia o olhar para o chão. Nem passados praticamente 2 anos, consigo perguntar-lhe: o que dizem os teus olhos, Maria Alice?

É vergonhoso para a Polícia Judiciária, um Inspector da Instituição estar preso preventivamente e acusado, entre outros, do mais desonroso e aviltante crime de todos: corrupção!

Tão grande quanto a aviltação anteriormente descrita, é a abjeção (quiçá vileza) de investigar de forma leviana, imprudente, inconsideradamente (em relação à prova) e acusar um par, sujeitando-o à vergonha, à autêntica mortificação que é a prisão!

O nosso Fernando Pessoa, escreveu: “Tenho prazer em ser vencido quando quem me vence é a Razão, seja quem for o seu procurador.”

Einstein postulava: “É mais fácil romper um átomo do que um preconceito.”

Questionada a testemunha Maria Alice, questões colocadas pela Juiz-presidente, Procuradora do Ministério Público (acusação) e advogados dos arguidos, uma audiência estupefacta, um colectivo atento e muitos advogados incrédulos com o que ouviam (ainda que satisfeitos), escutaram respostas desta natureza:

“Quase com certeza, é a minha convicção, não vi!” ; “Não estava presente, não ouvi nada, não se sabe. Apenas se verificou através das intercepções telefónicas!” ; “Tenho 36 anos de profissão, não trinta e seis dias! (para justificar intuições, convicções pessoais)”.

Estou preso há praticamente 2 anos (faltam 36 dias!) e justificam a minha prisão porque existem, em liberdade, indivíduos que trabalhavam para mim, faziam segurança à associação criminosa, actividade a que eu me dedicava.

Questionada a testemunha Maria Alice sobre a minha actividade de segurança privada e sobre os meus perigosos colaboradores: “Os meios de investigação criminal de departamentos regionais, como é o caso do departamento de Setúbal, são escassos e eu não ia perder tempo e gastar recursos. Ao longo das escutas percebi que isso era conversa para o arguido […] por parte do arguido João de Sousa!” Isto foi declarado às 11h34, do dia 11 de Fevereiro de 2016.

Quando questionada, depois do almoço, no mesmo dia 11 de Fevereiro de 2016, sobre a insuficiência de meios do departamento de Setúbal e da necessidade de enviar o inquérito para a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da P.J., a fim de garantir a idoneidade e proficuidade da investigação, declarou que considerou não ser necessário porque dispunha de meios!!!

Após insistência da minha advogada, acrescentou que não tinha que prestar esclarecimentos sobre as suas opções de gestão!

A reconhecida e conhecida (internamente na P.J.) natureza mendaz da testemunha Maria Alice, traduziu-se, comportamentalmente, em episódios de comprometedor paroxismo histérico, que em nada dignificam 36 anos de profissão e que retiraram credibilidade ao seu testemunho assim como à investigação que coordenou.

Ainda que gritasse, esbravejasse, ao ponto de esbrasear a sua colérica face, foi notória a dissipação da sua força argumentativa, consequência da erosão da autenticidade e veracidade do seu testemunho.

Neste ponto, formou-se na minha mente, a imagem de uma Maria Alice, desengonçada, a conduzir fantástica geringonça, puxada pelo Sr. Procurador, Dr. João Davin, que, a toque de chicote, suando, esforçava-se para fazer a mesma andar.

E até nisto, a testemunha Maria Alice é falsa. Confrontada com o exército de advogados presentes, fruto do seu impune devaneio de querer constituir todos e mais alguns arguidos, numa desesperada tentativa de se eximir à responsabilidade de ter reunido uma mão cheia de nada e outra vazia de tudo, produz mais uma frase impensável: “Eu não li a acusação, eu não li o despacho de pronúncia, desconheço. A acusação não é da responsabilidade da P.J.!”

Então quem é que reune os indícios, os mesmos indícios que são cristalizados em prova e os apresenta ao Ministério Público?

Maria Alice, descarta-se da responsabilidade e o mais grave é que o Procurador, Dr. João Davin, firmou contrato ficcional com as palavras da Coordenadora da Investigação, Maria Alice Fernandes, e esta agora, unilateralmente, rescinde o contrato! Por outra(s) palavra(s): sacode!!!

No final da manhã, a testemunha Maria Alice pediu para interromper porque precisava de um copo de água. Recordei a China medieval e o método de apurar se o acusado ou a testemunha falavam a verdade. Eram colocados bagos de arroz na boca do(a) acusado/testemunha e solicitavam que cuspisse. Se não conseguisse fazê-lo, era porque mentia, uma vez que os nervos não permitiam a produção de saliva. Quanto à testemunha Maria Alice… não havia arroz disponível!

A investigação (Maria Alice), a acusação (Dr. João Davin, Procurador do Ministério Público) a pronúncia (Dr. Carlos Alexandre) e até a Relação, invocaram, para negar a alteração da minha medida de coacção, entre outros “pseudo-argumentos”, o facto de eu movimentar “quantias monetárias incompagináveis com a minha condição de funcionário público”.

Questionada a testemunha Maria Alice sobre dinheiro ilegítimo e corrupção: “Não posso afirmar que pagaram!”

Sobre a solicitação de um envelope ao meu co-arguido: “Não sei o que continha o envelope!”

Então, Dra. Maria Alice, o que existe sobre o Inspector João de Sousa?

“Se calhar encontrei razões” – afirmou a testemunha Maria Alice para espanto dos presentes! Não concretizou as razões.

A certa altura, confesso, senti comiseração, pena, piedade: 36 anos de profissão resumidos no mais embaraçante exercício de incompetência, irracionalidade e primitivismo intelectual!

Olhando-a, indefesa, colérica, enfezada ainda que anafada aos 60 anos (como se pode ver na fotografia que acompanha este opúsculo) afloram-me na mente, as palavras de Eça de Queirós:

“A nudez forte da verdade, sob o manto diáfano da fantasia.”

A transparência da fantasia da testemunha Maria Alice só serviu para realçar a crueza da verdade.

“Recuso-me a inventar o que não sei!” – chegou a declarar a testemunha Maria Alice.

No entanto, reconhecendo que nunca vigiou ou seguiu o Inspector João de Sousa, porque o mesmo detectaria, concluiu, presumiu, opinou, sentiu que era como achava que devia ser. Não verificando o que ouviu ou suspeitava, todas as minhas acções, ainda que desconhecidas pela investigação, foram, criminosas.

O saudoso Mestre Umberto Eco, na sua obra “História das Terras e dos Lugares Lendários”: “Tudo isso confirma que o mundo possível da narrativa é o único universo no qual podemos estar absolutamente seguros de uma coisa e o único que oferece uma ideia forte de verdade.”

Na narrativa da testemunha Maria Alice, tudo bate certo, tudo é verdadeiro, mas, na confrontação com os factos, com a prova, demonstrado encontra-se (em sede de Julgamento, momento da produção da prova) que a correlação é ilusória. Tudo pode ser, até ser necessário provar e quando surge a necessidade, nada se prova!

O Mestre Eco, na obra atrás invocada, fala de “Ucronia”: “[…] isto é, a narrativa do que teria acontecido se a história fosse diferente, assim como é possível escrever um romance sobre o que aconteceria no mundo se Napoleão tivesse vencido em Waterloo […]”

Se o Inspector João de Sousa tivesse recebido dinheiro da associação criminosa, se tivesse realizado vigilâncias e feito segurança aos seus co-arguidos, se, se, se… então eu render-me-ia à evidência, à prova, à cientificidade da investigação. Agora, independentemente do histrionismo ou histerismo do depoimento da testemunha Maria Alice, ainda que, tudo somado, possa ser matéria suficiente para a escrita de um romance, não é suficiente para 2 anos de prisão preventiva.

Outras pérolas (negras) da testemunha Maria Alice (sobre a investigação aos outros arguidos):

“Quase lhe asseguro que o ouro não ia para as guias!”; “Não tenho conhecimento de receptação nas lojas do Sr… “(quando este arguido está acusado de receptação!).

“Todos os cidadãos sabem que nessa altura [2008] existiam muitos assaltos” (para justificar a sua convicção de que, quem assaltava, vendia aos meus co-arguidos!) Acrescentando: “Tenho a certeza absoluta que não iriam comunicar a compra do ouro”. Atente o(a) Leitor(a):

“[…] que não iriam […]” (nem o chegaram a “não fazer”!)

Cereja no topo do bolo: “Não é preciso ver as coisas fisicamente porque hoje pode-se ver na “net”” (sobre os reconhecimentos e vigilâncias aos locais).

Deixem passar a geringonça fantástica da Maria Alice!

Antes de passarmos às minhas colegas que investigaram, coordenadas pela testemunha Maria Alice: algo muito grave! Algo que corrobora tudo aquilo que tenho denunciado em relação à coordenação da Dra. Maria Alice!

A investigação afirmou, provou, que um indivíduo foi vender grande quantidade de ouro roubado a uma loja de um arguido no processo.

Esse indivíduo, que confessou a venda e a autoria do roubo, foi citado no relatório final da P.J., na acusação e na pronúncia.

Em sede de Julgamento, apurou-se que o mesmo indivíduo, a 5 de Janeiro, foi absolvido da prática do crime de roubo do ouro em apreço, conforme acórdão do colectivo que o julgou. Mais, teria sido apontado por dois envolvidos no roubo e a P.J. de Setúbal não concluiu que o mesmo tinha praticado/colaborado no ilícito.

Dez dias depois, a 15 de Janeiro de 2015 (chegou a dizer-se que estaria na P.J. de Setúbal por causa de uma violação suspeitando-se que o mesmo seria o agressor sexual) junto dos colegas do D.I.C. da P.J. de Setúbal, confessou a autoria do crime de roubo do ouro (tinha sido absolvido 10 dias antes pelo tribunal) confissão que permitiu (felizmente para a investigação) reforçar a prova no “processo do ouro” que envolve um corrupto Inspector da Polícia Judiciária!

E fez-se silêncio no Tribunal do Seixal quando o advogado leu o acórdão mencionado!!

Quousque tandem… (“até quando…”): primeiras palavras da primeira oração de Cícero contra Catilina, quando este ousou apresentar-se ao Senado depois de se descobrir a conspiração que ele tramava contra a República.

Quousque tandem Maria Alice… quousque tandem… vou eu ficar preso depois de tudo isto a que se assistiu no Tribunal?

As minhas colegas que, de forma subserviente, bajulando a condutora da geringonça, apeadas, empurraram as quadradas rodas da mesma, sublimaram a incompetência da investigação:

“Não sei dizer”, quando questionadas; “Aos arguidos que foi possível fazer [análise, investigação] foi feita. Das situações que foi possível, de resto não foi possível” (existem 34 arguidos, 5 deles presos há praticamente 2 anos!)

“O que foi apreendido nas buscas não foi alvo de tratamento.”

Uma investigação ao comércio ilegal de ouro tem uma Inspectora responsável pelo inquérito que declara algo como isto: “Desconheço como funciona o sector de fiscalização da P.J.!”

Uma investigação onde estão presos preventivamente, arguidos acusados de branqueamento de capitais, a investigadora declara, quando questionada sobre a verificação do património de uma arguida presa: “Não me recordo!”

Quando a investigação sustenta as suas periclitantes conclusões no que ouviu nas intercepções telefónicas, a Inspectora responsável, quando confrontada com a descontextualização das conversas, afirma levianamente: “Não transcrevemos tudo nas escutas porque a senhora falava muito!”

Sobre cheques falsificados: “Não sabemos, não fizemos a perícia!”

Pasmem com estas: “Seria o ideal, mas não foi feito” (sobre diligências não realizadas); “Não fiz esse levantamento, mas creio que assim seja” ou, a melhor de todas, quando solicitada explicação para autos de busca com informação errada, assim como objectos  que não foram descriminados: “Não me parece que consiga explicar!”

Um dos meus co-arguidos está acusado de me corromper. Nunca conheci o indivíduo, nunca mantive contacto(s) com o mesmo.

Questionadas, as Inspectoras, sobre as provas da corrupção: “Não, nunca se apurou que o Sr.[…] tinha relação com o arguido João de Sousa. Nunca foi mencionado o nome do arguido João de Sousa!”

A certa altura, confrontada a Inspectora titular do inquérito, com o facto de o relatório final da mesma estar a ser contraditado pelo que expunha em sede de Julgamento, um Tribunal boquiaberto ouve estas palavras da sua boca: “Isso é o que consta no meu relatório, mas não me parece que assim seja presentemente.”

Deixem passar a geringonça fantástica da Maria Alice!

A Sra. Inspectora crê que assim seja, mas tem suporte factual?! – insiste o causídico.

Não, mas de certeza que faziam! – responde a investigadora.

Dois anos preso. Dois anos longe da “ninhada”, da minha mulher, dois anos sem ordenado, dois anos sujeito a tudo isto!

Ah! Mas esta gente da geringonça, que sacudiu a responsabilidade de uns para os outros, até chegar aos elementos da Autoridade Tributária, ainda que titubeantes, inseguros, quando eram solicitadas explicações, transformaram-se, exibiram a sua fereza e seguros, peremptórios, afirmaram: “O arguido João de Sousa é culpado!”

Culpado do quê?

Apuraram se alguém, dos 33 arguidos, deu dinheiro ao culpado João de Sousa?

“Não faço a mínima ideia se lhe deram alguma coisa!”

O que estava no envelope, que o culpado João de Sousa solicitou ao seu co-arguido?

“Não sei o que estava no envelope!”

Viram o culpado João de Sousa a fazer vigilâncias ou serviços de segurança a outros arguidos?

“Nunca observei. Acho que não!”

Investigaram as contas bancárias do culpado João de Sousa?

“Não sei!”

Mas será culpado, tem de o ser. A geringonça, conquanto as rodas sejam quadradas, tem que andar!

Uso indiscriminado do verdadeiro e do falso. Ausência de prudência atendendo às consequências.

Falta de rigor. Cientificidade ausente. Mesquinhez. Estultícia. Mentira.

Assim está carregada a imóvel geringonça fantástica da Maria Alice.

Tudo muda, tudo passa.

Dia 19 de Fevereiro de 2016 um grande Mestre faleceu: Umberto Eco.

Eco dizia que o fascinava a estupidez humana.

Eu ainda estou preso, mas vai passar um dia.

Mas nem tudo passa ou se modifica: a Maria Alice será sempre motivo de fascínio para o Mestre Umberto Eco, onde quer que ele esteja. Sim, porque a maldade é inteligente e a Alice não consegue ser verdadeiramente má!

Até breve, Mestre!

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29 thoughts on ““A Geringonça Fantástica da Maria Alice!”

  1. Bom dia!
    sabem o que vos digo?
    para essa senhora estar 36 anos ao serviço, com tanta incompetência e a raiar o “atraso mental”, imaginem os processos estes anos todos, mal conduzidos sobre a alçada desta senhora.
    E mais uma vez o erário publico a pagar. Em segundo lugar, quem era a hierarquia desta senhora que não percebeu? ou era igual???

  2. 36 anos de incompetência, 36 anos a colocar muito inocente atrás das grades é este o espelho da justiça em Portugal.
    Caro Inspector nunca gostei que se metesse onde não era chamado, o CM já o descartou, não vejo a CMTV (até mudei de operadora que não e tem) mas há tempos na Net vi lá um “esperto” advogado a falar do seu caso e olhe que ele estava a malhar quase com convicção da sua culpa—desliguei. É tudo muito grave o que se passou e ainda está a passar, desejo sinceramente que isto se resolva o mais rápido possível e que volte para o ninho quanto antes.
    Um bem haja para a sua esposa e para sim um grande abraço.
    Emanuel

  3. Sinceramente…estava curiosa com este testemunho mas jamais me passou pela cabeça que fosse dar tantos tiros no pé! A Testemunha ficou muito bem na foto. Aliás, nas duas. 😀
    Ainda bem, João, para si foi ótimo!
    Com tanta bestialidade junta deve estar para breve a sua vinda para casa/mansão. 😉
    BOA SOOOOORTE!!!

  4. A indignação que senti foi tanta que senti náuseas. Não consegui ler tudo, desta vez….
    Uma coisa é certa acabaram-se 36 anos de bestialidade, graças ao João.
    Sei que parece leviano da minha parte , porque estou “deste lado” , mas estes seus dois anos foram ganho e não perda, pois de certeza que daqui por “36” anos o João não será nem sombra de uma geringonça igual a esta. Espero que de nenhuma outra tb.
    Na inocência tudo é ganho, até as perdas.
    Amanhã talvez consiga acabar a leitura, ou não, não sei…. mas de certeza que continuarei a fazer o que posso.

  5. Neste discurso tão belo do João de Sousa, falta dizer que ele foi advertido em tribunal por mau comportamento enquanto a testemunha falava…. se estava tão seguro de si porque esteve nervoso o dia todo? Quem esteve lá percebeu isso. O melhor inspector de homicídios de Portugal, como sempre se auto proclamou, foi corrido de Lisboa em Setúbal ninguém podia com ele, porque este João de Sousa sempre teve a mania de chamar burros aos outros. Ele era o maior e alguma vez falou nas asneiras que fez nos processos? Alguma vez falou de como investigou alguns processos onde mentiu? Aqui apenas encontramos o discurso de um coitado de um Joao de Sousa injusticado e vítima de uma cabala.. João explica então de onde vinha o dinheiro para ires para hotéis de luxo no estrangeiro? Explica de onde vinha o dinheiro para a roupa que usavas. Sabes a PJ fez de ti alguém porque tu eras um mero jogador de futebol que nunca trabalhou na vida. Um papagaio que chumbou duas vezes no curso para chefe.. Ah pois é. O super PJ, que é um deus, chumbou duas vezes …, e agora fala mal daqueles que lhe taparam os erros que fez. Sabes João as pessoas do povo não sabem metade da tua história mas há muita gente que sabe. Falas que investigavas crimes sexuais e não sabias nada de nada sobre o assunto. Andaste a pedir a outros que te dessem umas dicas. Explica lá ao povo quem é a psicóloga que tu apresentavas em congressos como sendo tua companheira.. Conta lá …. Já que tu falas da verdade conta…. Conta lá os colegas que tu queimaste em Setubal, que tu andaste a chibar coisas para os tramares com esta mulher que tu agora chamas Maria Alice. Conta lá às vezes que andaste a lamber os pés a ela para andares a fazer coisas privadas em horas de serviço… Conta lá quantas vezes passaste informações a jornalistas sobre casos em troca de fama… Conta lá João

  6. Caro Inspector,

    Quanta inveja consegue provocar nos seus pares, mesmo nessas circunstancias, tanto fel!!!
    Quem é bom gera sempre estas “sensações”.
    Vista-se como um seboso qualquer
    Não tenha esse ar …
    E se fosse um pouco estúpido, melhor seria!

    Só machos doridos!!

  7. Permita-me discordar, o Inspetor João de Sousa não fez “tão belo” discurso ( não desvalorizando o mesmo), o Sr. Inspetor escreveu um texto como faz todas as semanas e em nenhuma das suas palavras vejo o mesmo a faz-se de “coitado”.
    Na minha humildade, não percebi afinal é “coitado” ou é o “Super PJ”?! Fiquei confuso, coerência por favor!
    Sabe analise, pense, reflicta antes de criticar alguém ou alguma coisa pois nem sempre tudo o que parecer ser o é efetivamente. Esses sentimentos são tão mas tão feios que roçam o ridículo.
    Caro Inspetor Joao de Sousa , vença esta batalha em sede própria e assim calará muita má língua.
    Cumprimentos,

  8. É arrepiante tudo isto…
    O depoimento da senhora inspetora-chefe.
    O comentário do anónimo das 16.23.
    As próprias estórias que aqui têm desfilado ao longo destes meses, e muitas outras que não foram contadas.
    Isto é a nossa PJ.
    Muitos pensarão que resta termos confiança que o MP consiga ter mão neles. Mas o pior é que o MP é pior.

    DEUS LIVRE UM INOCENTE DE CAIR NAS MÃOS DESTA GENTE

    Se quiser ler mais sobre a ditadura judicial

    https://soberaniapopularcom.wordpress.com/

  9. 36 anos ao serviço passando-lhe pelas mãos casos como o do Freeport e do Meco que tiveram o resultado que tiveram. Eu pelo menos “tenho a certeza absoluta que não sei porquê”.

    Pegando no comentário do Anónimo das 16:23, “falta dizer que ele foi advertido em tribunal por mau comportamento enquanto a testemunha falava… (…)” E se calhar (suponhamos) terá antes essa testemunha ter sido advertida.

    Lá está! Nós não vemos as coisas como elas são mas sim como nós somos. E você parece ser o resultado do medo de algo. Nem toda a gente tem a sorte que outro qualquer lhe chame de burro.

  10. Ora o Anónimo das 16H23 só pode ser a famosa Maria Alice ou então alguém a mando ou próximo dela.
    Tá bonito, está. Aquilo que não se consegue demonstrar em Tribunal, vem-se para o Blog e lava-se a roupa suja.
    Aquela da “psicologa” é mesmo baixa, tentar atacar e abalar a última e melhor rede que resta ao recluído que é família do dito.
    Tudo isto é uma vergonha, para toda a Instituição e para os intervenientes também. Havia de existir alguém superior que viesse por cobro a toda esta situação.
    De resto já se percebeu que a justiça mais uma vez falhou, apesar de uma pena de prisão ser certa para o Inspetor, é o sistema a proteger-se a si própio de futuros incomodos.

  11. Gostei do comentário do anónimo das 16H23,haja alguém com coragem, para esclarecer todas as verdades encobertas por um situações corruptas, o Sr João de certeza que não é tão inocente como quer deixar transparecer!

  12. Que grande escoria que para aqui vai! uma coisa, ficamos todos a saber… DEUS NOS LIVRE DE TER UM AZAR E APANHAR UMA MARIA ALICE!!!!

    Quantas ainda não há lá dentro? (da PJ)
    Com tanta gente nova competente e com qualificações extraordinárias, continuam lá esta gente do
    “cheira-me que, acho que “.

    Cambada do bigode!

    Força Inspector!

  13. “Neste discurso tão belo do João de Sousa, falta dizer que ele foi advertido em tribunal por mau comportamento enquanto a testemunha falava…. se estava tão seguro de si porque esteve nervoso o dia todo? Quem esteve lá percebeu isso.” QUEM NÃO ESTARIA NERVOSO? Um exemplo em outra situação para percebermos: Se você se apresentar a uma plateia, independentemente de dominar o assunto que vai abordar, está nervoso! Certo? Você sabe que a sua mulher vai ter um filho, sabe que ele vai nascer, mas está nervoso! Temos sentimentos, emoções…existe sempre a possibilidade do “erro”. Mesmo dominando o assunto podem sempre colocar uma questão pertinente para a qual você não tem resposta. Num julgamento onde é a sua vida que está em “jogo”, é normal estar nervoso. CARAMBA! Quem não estaria??? O “Zé das couves” que NÃO traiu a “Jaquina” com a cunhada e que não furtou dois porcos (um preto e outro branco) ao vizinho, quando submetido à máquina da verdade mesmo sabendo que estava inocente, ESTAVA NERVOSO! Hipotálamo, hipófise, glândulas…malditas glândulas. Olhe eu em certas situações fico Vermelhinho, coradinho…com a face completamente rosada!!!
    “João explica então de onde vinha o dinheiro para ires para hotéis de luxo no estrangeiro? Explica de onde vinha o dinheiro para a roupa que usavas.” DO TRABALHO, CRÉDITO BANCÁRIO, APROVEITOU BEM AS PROMOÇÕES DAS AGÊNCIAS DE VIAGEM E DAS LOJAS DE ROUPA, DOS PAIS, AVÓS… ! Quem souber aproveitar consegue grandes pechinchas.
    “Um papagaio que chumbou duas vezes no curso para chefe.. Ah pois é. O super PJ, que é um deus, chumbou duas vezes” …VOCÊ TEM SEMPRE ÊXITO EM TODOS OS PROJETOS EM QUE SE ENVOLVE? SE SIM, ESCREVA UM LIVRO A DIVULGAR O SEGREDO!
    “e agora fala mal daqueles que lhe taparam os erros que fez. Sabes João as pessoas do povo não sabem metade da tua história mas há muita gente que sabe.” FALAR A VERDADE, É FALAR MAL??? AS PESSOAS NÃO ESTÃO HABITUADAS A OUVIR V E R D A D E S, essa é a verdade!
    “Falas que investigavas crimes sexuais e não sabias nada de nada sobre o assunto. Andaste a pedir a outros que te dessem umas dicas.” ENTÃO DIZ QUE O INSPETOR DIZIA SABER TUDO, CHAMAVA BURROS AOS OUTROS E ANDAVA A PEDIR DICAS??? DESCULPE MAS ESTOU A FICAR CONFUSA!
    “Explica lá ao povo quem é a psicóloga que tu apresentavas em congressos como sendo tua companheira”…COMPANHEIRA, AQUELA QUE ACOMPANHA…SE O ACOMPANHAVA AOS CONGRESSOS…QUAL É O PROBLEMA? COMPANHEIRA DE CONGRESSOS. MAS SECALHAR VOCÊ QUERIA O NÚMERO DELA!
    “Conta lá às vezes que andaste a lamber os pés a ela para andares a fazer coisas privadas em horas de serviço”… QUEM NÃO FAZ ISSO??? UMA MÃO LAVA A OUTRA, É O PÃO NOSSO DE CADA DIA!
    “Conta lá quantas vezes passaste informações a jornalistas sobre casos em troca de fama”… QUEM NÃO QUER APARECER? SÓ NÃO VOU PARA O PROGRAMA DA FÁTIMA LOPES BATER PALMAS PORQUE NÃO ME CONVIDAM!
    Conta LÁ ANÓNIMO O QUE TEM TUDO ISTO DE MAL?
    Caro João de Sousa esta é para si: “quem tem luz própria incomoda quem está no escuro” Não sei quem disse isto mas é uma GRANDE VERDADE! Tudo isto vai passar, mas a sua essência permanece! É como aquela do bêbado e da mulher feia…a bebedeira PASSA!
    Gostava de um dia o conhecer pessoalmente!

  14. Inspector João de Sousa,
    Parece-me que tocou profundamente na ferida, pois as bichas estão a torcer-se por todo o lado.
    Já vi, que vem aqui a Sra.Alice escrever, ou mandar escrever, isto é lindo.
    Podemos fazer uma telenovela mexicana, damos é um outro out-fit à Alice para isto ter mais interesse.

    QUE NOJO DE GENTE!

  15. È esta gentalha a nossa Policia Judiciaria?

    Inspetor junto a estas pessoas só poderia ter feito inimigos, o ambiente é muito mau.

    Desejo-lhe coragem e sorte.

  16. Andou a passar informações a troco de fama ?
    Ena pá, é o Correio Manholas style !!!!
    Setúbal, Freeport, ex_Primeiros Ministros, o que foi tramado e o que encomendou, a Maria Alice, o João de Souza, a Manuela Moura Guedes, ….etc,etc, etc …UAU!

  17. será que só eu fiquei com a impressão que afinal todo este processo não passa de fruto de uma mulher muito madura e despeitada.?! …A esposa do Sr. João que me perdoe ,mas, por um lado talvez tudo isto seja para seu bem pois acho que o seu marido aprendeu a lição.

  18. Não conheço o Sr. João de Sousa nem a Sra. Maria Alice. Mas tenho acompanhado este Blog, confesso que agora com menos interesse, porque o nível tem baixado.
    Todos sabemos que todos temos podres, mas não me parece que a melhor defesa do Sr. João de Sousa seja a de demonstrar todo o ódio que tem à sua anterior Coordenadora, demonstrando claramente que não tem argumentos de defesa.
    Quem acompanha este Blog sabe que o Sr. João de Sousa nunca se assumiu como inocente. O que o incomodava (e aqui acho que com razão), era o facto de estar em prisão preventiva há tanto tempo.
    Agora, acho que lhe fica mal, mas mesmo muito mal, desvalorizar as pessoas que o investigaram porque conseguiram ser mais inteligentes que o visado, de modo a reunir prova para o incriminar.
    Todos sabemos que em qualquer organização, seja privada ou do Estado, que os chefes, os coordenadores, os diretores, os administradores, etc., não conhecem todos os pormenores das tarefas que delegam nos seus subalternos. E por isso, se for verdade que a Sra. Maria Alice respondeu que não tinha ouvido determinada gravação ou que não viu o que estava dentro de um envelope, revela apenas que está a falar verdade. Não se pode concluir que por essa razão é incompetente. É costume dizer-se no meio militar, que quem necessita de alguma coisa, deverá falar com o sargento e não com o oficial, porque este está objetivamente afastado dos procedimentos.
    Por isso, sou da opinião que se o Sr. João de Sousa se quer defender, deve demonstrar que é inteligente como pretende fazer crer, e em vez de atacar os investigadores com subtilezas de baixo nível, deverá aproveitar a oportunidade para esclarecer o tribunal, falando sem quaisquer rodeios dos factos.
    Esta é a formula dos verdadeiros inocentes.

  19. O anonimato é o refugio onde os cobardes e/ou medrosos se albergam.
    No país onde vivo, o Insp. João de Sousa, culpado ou inocente, NUNCA estaria (quase) dois anos !!!! á espera de ser ilibado ou condenado.

  20. Parece-me que os comentário estão desvirtuados, quem tem ódio a quem!
    Li com atenção, e onde existe ódio é da parte desta gente para com o Inspetor João de Sousa, que não faz mais que descrever, e tentar passar o caos em que está!

    Difícil de perceber? acho que não, até eu, se apanhasse aquela senhora “fugia a sete pés”.

  21. Tudo o que tem sido escrito neste blog leva-me a considerar que a PJ não passa de uma associação de bandidos, protegida por um sistema político corrupto,que não tem qualquer interesse em dotar o país de uma polícia de investigação criminal competente e séria.
    Aos cidadãos honestos deste país, que ainda os há, tenham todo o cuidado do mundo quando precisarem dos préstimos daquela “polícia”.

  22. Inocente dá para sentir que o Inspetor João, não estará. Aliás, ele nunca o aqui referiu. Agora, resta saber, se existem provas suficientes para o manter detido, ou se a defesa, é boa o suficiente, para encontrar brechas na acusação, e assim dar a volta ao sistema.
    Também é azar demais, o engenheiro Sócrates ter-se safado , mesmo toda a gente saber que ele é culpado, e o João não se safar.
    Quanto ao o comentador das das 16:23, na minha modesta opinião é como o velho ditado: ralham-se as comadres, descobrem-se as verdades.
    Só uma palavra: VERGONHA

  23. Gena disse:
    “Sócrates é culpado”
    “ralham-se as comadres”
    1º. Sócrates não é culpado de nada, é tão só, suspeito e
    esteve preso por aquilo que supostamente já deixou de existir.
    2º. zangam-se as comadres ou ralham as comadres ok?
    Mais
    Penso que não há justificação para este prisão preventiva mas, como ao Isaltino os dois anos de prisão SERIAM SEMPRE PENA SUSPENSA, tanto ao Inspector como ao Isaltino os seus pares não perdoam.
    Para já, o Inspector é inocente ok?.

  24. De tanto ler sobre a Maria Alice, neste blogue, desde que tinha um hálito fétido, a ser uma tipa perversa, nunca imaginava a sua fealdade.
    Será que para entrar na PJ tem que se ser feio, mau e porco?

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