“Os Perigos da Ignorância e da Indiferença”

Impõem-se, desde já, porque atrasada uma semana, uma palavra de agradecimento aos Estimados(as) Leitores(as) que contribuíram para o ultrapassar dos 200 000 visitantes deste blogue!

Na manhã de hoje, dia em que escrevo este texto, ultrapassou-se os 205 000. Grato a todos, agradecido por todos os comentários e atenção dispensada!

Comparativamente, 200 000 visitantes não é nada quando confrontado o número com os leitores – milhões – da página do blogue da Cristina Ferreira.

É notório que o cidadão português releva mais as dicas de culinária, vestuário ou problemas do foro íntimo e pessoal, do que as provações que um concidadão experimenta quando se encontra enleado nas malhas da Justiça.

E é aqui, se me permitem, que reside o perigo, as células doentes que vão fazer com que o organismo enferme, o síndrome: a ignorância e a indiferença!

Chegando até mim fracos ecos da minha prestação aquando da entrevista à CMTV, porque recluído e sem acesso (em tempo) a imprensa escrita, condicionado o meu conhecimento do “Mundo extra-muros” pela insuficiência de “oferta” de canais televisivos, informou a minha mulher, o jornalista que realizou a entrevista, que a audiência ultrapassou os 100 000 espectadores diários.

É bom! Em termos de audiência, é bom! E o que ficou do que eu disse?

Todas as semanas, a meio da semana, o meu dedicado “Secretariado” envia-me, via correio, os comentários que o(a) Leitor(a) deixa neste blogue.

À semelhança do que tinham comunicado aqueles que me visitam, ou mesmo os profissionais de “Ébola” que reconheceram (outros não o fazem) ter visto a entrevista, um(a) Leitor(a) (isto do género na “internet” é sempre uma incógnita!) referiu que filmaram mais os botões de punho e o anel do que a minha cara!

Possivelmente foi uma opção estética (compreensível a todos, menos à minha mãe!) ou talvez o sensacionalismo, a indiferença pelo conteúdo e a preferência pelo gesto, pela teatralidade.

Ainda não vi a entrevista, mas quero acreditar que não cortaram o áudio quando focaram os acessórios, permitindo continuar a escutar o essencial.

E neste momento surge a ignorância.

No dia 13 de Janeiro de 2016, quarta-feira, no episódio 8, da terceira temporada das “Queridas Manhãs” (na SIC) Júlia Pinheiro, J.P. e Hernâni Carvalho, no espaço do programa dedicado à “actualidade criminal”, comentam o “caso do ouro” que envolve o Inspector João de Sousa, indivíduo com o qual Hernâni Carvalho “partilhou algumas refeições”, e que “não é bem amigo mas conhecido!”

A certa altura, Júlia Pinheiro indigna-se (quase como o personagem do Eduardo Madeira, “O indignado” dos “Donos disto tudo”, com saliva seca nos cantos da boca) porque o Inspector João de Sousa escreve num blogue estando preso, e até, veja-se lá (e o tom de voz é estridente!) tinha uma crónica no CM!!!

Um espaço televisivo onde se encontram “os nossos especialistas que merecem uma salva de palmas”, conforme solicita amiúde Júlia Pinheiro, deve obrigatoriamente esclarecer os espectadores. E agora aponto o dedo a ti, Hernâni Carvalho!

Então em vez de explicares à indignada Júlia Pinheiro que um preso preventivo, ou mesmo condenado, não está cerceado totalmente dos seus direitos (pasme a Dona Júlia, o preso até tem direitos) vens falar de tráfico de estupefacientes nas prisões, comparando o exercício da minha liberdade de expressão com um crime!!?

Não critico, compreendo até, o exercício de afastamento que o Hernâni Carvalho agora realiza em relação ao Inspector João de Sousa, uma vez que as acusações são graves e ele desconhece o teor das escutas telefónicas existentes no meu processo, e qual o número de conversas telefónicas que mantivemos que a acusação considerou importantes para a investigação.

Permita-me o meu Leitor(a) sossegar o Hernâni Carvalho: Hernâni, as nossas conversas não reuniam peso criminal, apenas revelam traços da nossa personalidade, apenas revelam-nos sem verniz, sem a maquilhagem necessária para aparecer na TV!

O que critico ao Hernâni, mais do que à D. Júlia, é este visível alimentar da ignorância.

Não relevo o facto do quanto pode prejudicar, como o fez a alguns que por aqui ficaram em “Ébola” (como o “pai da pequena Alice”) o comentário fácil, subjectivo, suportado não em “fonte primeira” mas no noticiado no papel. O que referencio é a ausência de “educação das massas”, o que critico é o facto de, em “horário nobre”, com direito de antena, não se apostar mais na cientificidade, na moderação, no rigor técnico e, perdoem-me os visados, na honestidade intelectual.

Sócrates (o filósofo) legou-nos muito e nada escreveu, apenas dialogava. Sócrates afirmava que todos os homens são ignorantes e deve ser realizado o “parto para a Sabedoria, para o Conhecimento”. O filósofo procurou educar as elites porque estas governariam, não o fez com o povo. Sócrates (o filósofo) não gostava, muito possivelmente, da democracia, do governo da multidão.

Sócrates buscava a Verdade e combatia os sofistas, a “doxa” (opinião).

O problema da nossa sociedade é que todos opinam, muitos não sabem o que dizem, mas falam para muitos que ficam indiferentes ou alimentam o erro.

Cada vez mais estou convencido que a Justiça não é igual para todos!

– Andava distraído? – questiona o meu Leitor(a) com propriedade.

Defendo-me referindo que nos crimes contra as pessoas – homicídios, abusos sexuais – área da minha actividade profissional, não existem “promessas de vantagem patrimonial futura”, tem de imperar a cientificidade, o rigor na investigação, porque falamos de 25 anos de prisão, lidamos com o autor e a vítima, que pode nem ter capacidade de compreensão (crianças) ou a oportunidade de ver a Justiça a operar (vítimas mortais).

Mais, a honestidade intelectual e o rigor que eu me obrigava a colocar à frente de estados de alma, ou inimizades, não permitiam leviandades à minha pessoa ou a colegas e superiores hierárquicos, como se pode inferir do que tenho escrito e denunciado aqui ou em sede de processo disciplinar na P.J.

Digo isto agora porque a indiferença e a ignorância estão entre nós.

Esta semana li no “Expresso” que o “Procurador promete não prender Bataglia”.

Não ouvi, ou li, ninguém sobre isto!

Chegou-me, através de colegas, que quando no Algarve inquiriram a mãe da Maddie, foi proposto à mesma que confessasse o que tinha feito à criança, para deste modo, obter um acordo com a Justiça portuguesa.

O advogado dos McCann era português e deve ter sorrido porque percebeu que nós não tínhamos nada de concreto para prender, encontrando-se a P.J. a apostar no “bluff”.

A lei portuguesa, ao contrário dos filmes americanos, não prevê acordos!

E o advogado dos McCann sabia-o perfeitamente.

Mas agora parece que tudo mudou (à excepção da Lei) porque a Justiça não é igual para todos.

A defesa de Bataglia exige (é mesmo assim: exige!) salvo-conduto! Acho que é por 45 dias!

O Inspector João de Sousa pediu 20 dias para preparar a sua defesa, o Tribunal (depois de ouvido o Ministério Público) concedeu 10 dias. A diligente advogada oficiosa do Inspector apresentou requerimento para ter acesso a peças processuais e ao iPhone/iPad do seu cliente: até hoje, a 3 dias do recomeço do Julgamento, não permitiram o acesso requerido.

O filho da D. Julieta e do Sr. Fernando está preso preventivamente há 1 ano e 10 meses, 668 dias aquando da publicação deste texto, o Bataglia vai ter um salvo-conduto por 45 dias! É muito melhor que um “Visto Gold”!

Na mesma edição do “Expresso”, Maria José Morgado, pessoa que muito respeito, na sua coluna, “Justiça de perdição”, escreveu um texto cujo título é “O informador”, no qual defende que “as colaborações premiadas são a melhor forma de solucionar crimes financeiros e empresariais”, à semelhança do que se faz no Brasil.

Muito critiquei José Sócrates na sua dimensão ética e moral, nunca me pronunciei sobre a sua culpabilidade, isso é “doxa” (opinião) logo, juízo falível.

Não vou pronunciar-me sobre a sua culpa, apenas quero aqui deixar a minha manifestação de repúdio por esta forma de investigar que premeia a delação, mas mais do que isto, premeia e incentiva a denúncia que pode ser falsa, o gesto que pode isentar alguns e condenar outros que estão inocentes.

Ao fim de praticamente 2 anos, como se pode ver nas televisões, consegui conversar com os meus co-arguidos.

Falando com o meu co-arguido, tentando saber como tinha experimentado a sua provação, disse-me, a certa altura, que certo advogado tinha proposto a si uma nova “atitude” perante a investigação. A proposta era confirmar que o Inspector João de Sousa de facto realizava vigilâncias e era responsável pela sua segurança, confirmando, deste modo, a tese da acusação, “atitude colaborativa” que muito possivelmente seria recompensada com a alteração (desagravamento) da sua medida de coacção e da sua mulher.

Tentador, não?

Ainda estamos os dois presos preventivamente, assim como a companheira dele!

Claro que não se trata de estarmos desde o primeiro dia a prestar declarações obedecendo à verdade, trata-se sim, de uma “mui organizada” associação criminosa que obedece a códigos próprios como a “Omertà”!

A prisão preventiva é um instrumento de tortura, um “artefacto” para “fazer falar”.

Aqui, estiveram presos preventivamente indivíduos que “falaram”, logo estão em casa a aguardar Julgamento.

Não existem acordos na Justiça, na Lei portuguesa, pelo menos escritos, tácitos, na prática é como se vê!

A Dra. Maria José Morgado escreve ainda no texto referido: “[…] A prova consistente assim obtida evita o risco de condenação de inocentes […]”. Permita-me não estar de acordo.

O risco do resultado contrário – condenação de inocentes – está estampado nas páginas e nas imagens televisivas dos média: o Leandro, o casal de Santarém absolvido, o Armindo Castro e estes são aqueles que, por uma razão ou outra, conseguiram fazer-se ouvir.

O corporativismo é uma posição nobre até ao ponto em que prejudica inocentes.

O texto da Dra. Maria José Morgado termina da seguinte forma: “[…] Entre nós, se o importante for continuar a discutir atavicamente a violação do segredo de Justiça, nunca chegaremos a lugar nenhum.”

Eu compreendo: é uma mensagem direccionada, uma “farpa” como se costuma dizer.

Não compreendo é como a violação do segredo de Justiça no meu processo, cuja investigação decorre há 1 ano e 9 meses, com provas materiais apresentadas, no qual está envolvido o Procurador do Ministério Público que foi o responsável máximo pela investigação no âmbito da qual, e por sua promoção, sou mantido preso preventivamente, ainda não apresentou resultados.

Perdoe-me a Dra. Maria José Morgado por, atavicamente, continuar a indignar-me com isto!

E como de facto a Justiça não é igual para todos, reinando entre nós a ignorância e a indiferença, aconselho a leitura da peça jornalística da revista nº 1193, da “Visão”, “Sobreviver à desgraça”, onde se relata a vida actual de personagens como José Sócrates (que costuma correr no Parque das Nações); Isaltino Morais (que está a preparar a sua candidatura à Câmara de Oeiras nas autárquicas de 2017 e tem negócios em Angola e Moçambique); Jardim Gonçalves (ex-presidente do BCP, condenado a 2 anos de pena suspensa, eu já levo 2 de preventiva, produz vinho na sua quinta); Duarte Lima (vive com uma subvenção vitalícia do Parlamento de 2.200 euros, eu estou sem ordenado há dois anos e não estou condenado) ou Silva Carvalho (acusado no processo das secretas, ex-director do SIED, tem uma empresa de consultadoria).

Eu, que ainda estou na desgraça tentando sobreviver, vou agora arrumar a “trouxa” para ser transferido para outro estabelecimento prisional, onde ficarei sozinho, isolado, a aguardar que me transportem algemado para a sala de Tribunal, apinhada, com aparato policial exuberante, onde vou defender-me, tentando sempre não compactuar, nem contribuir para o medrar das terríveis pragas que são a ignorância e a indiferença!

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20 thoughts on ““Os Perigos da Ignorância e da Indiferença”

  1. Inspector João de Sousa,
    lamento informá-lo.. mas como certamente já saberá o Senhor é ” persona non grata”.
    Não se pode falar tanto, infelizmente! pode-se roubar, matar, mas é preciso ter lá os amigos e compadres, para escapar entre os intervalos da chuva!… e como diz! alguns continuam a receber à custa do erário publico.

    Boa sorte!

  2. Inspector João de Sousa
    Não vi a sua entrevista no dia 14 pois fui para os braços da minha Mãe que fez 88 anos, mas, no dia seguinte através da Net, vi parte da mesma e, pelo pouco que vi em que havia uma voz off a “explicar” o que sobre o Sócrates ia debitando e, como é apanágio daquele canal acho que havia por ali muita manipulação. Acerca da SIC e do Hernâni Carvalho deixe que lhe diga que após dizer que conhecia e tinha privado com o Inspector, fiquei indignado com a conclusão e a anuência àquilo que dizia Júlia Pinheiro. Amigos destes…..
    Espero e desejo que a sua advogada faça um trabalho a 100% e que se é como o Inspector diz, esteja em liberdade o mais rápido possível. Sobre os outros do sistema, sempre foi e será assim, uns filhos e outros enteados e, quando nos tempos de hoje até os filhos são violentados, que dizer?
    Boa sorte
    P.S. Espero que o Hernâni hoje lhe responda, vou esperar sentado.

  3. Muita força para os pròximos dias ! Deixe-os falar e ganhar milhares de euros pela criminalidade . Um dia percebem que deviam ter estudado mais certos casos do que mandar “bitaites” em programas televisivos! Abraço

  4. Os cães ladram e a caravana passa…..
    Concentre-se o seu julgamento que é o importa neste momento…
    Desejo sinceramente muita sorte e… que se faça justiça.

  5. Tenha coragem de seguir o que o seu coração e sua intuição dizem, eles já sabem o que
    você realmente deseja.
    Tudo o resto é secundario…
    ( Steve Jobs)

  6. Jacinto Moita: Hoje a comunicação social, principalmente a TV, fabrica heróis, presidentes, salvadores da pátria, protecores dos pobrezinhos. etc. mas o maior perigo disto tudo é que se continua a alimentar esse monstro que é a ignorância, que contribui para dominarem e manipularem os milhões de descuidados que vão aplaudindo os vendedores da banha da cobra e os aldrabões que proliferam pelas TV.s.

    Força, João e a verdadeira justiça vencerá.

  7. Já o disse e volto a repetir: o Hernâni de Carvalho não vale um mosquito!
    Um privilegiado destes que não usa o destaque que tem para ensinar as massas só pode ser uma besta quadrada.
    Para inflamar o povo lá a bestinha tem jeito.

  8. Achei de muito mau tom os comentários bastante infelizes do Dr. Hernâni Carvalho.
    Contribuiu apenas para poluir mentes com não verdades!
    Espero sinceramente que o mesmo peça desculpas publicamente ao Inspetor João de Sousa. É o mínimo que deve fazer e um dever cívico!
    P.S: Inspetor aguardamos um post seu com um título do género : “Alvíssaras, vou para casa!”.
    Estamos todos à espera!

  9. Acabei se ler acerca do seu caso uma noticia que me deixou a sorrir…! Estou aqui a torcer por si… Mesmo!!! A sua luz ao fundo do túnel está a ficar cada vez mais intensa…
    Na sua entrevista focaram os botões de punho e o anel ——–> Anacletos…!!!

  10. o Hernâni de Carvalho é a boçalidade em pessoa e pior que isso, desde que a PJ o agarrou, deixou de criticar aquela polícia e passou a ser o seu maior defensor. Dão-se alvissaras a quem descobrir o motivo de tão grande alteração.

  11. Boa noite Dr.João, acabei de o ver numa reportagem televisiva , quando entrava no tribunal nesta 3ª feira passada,gostei da sua aparência impecavelmente bem aprumada.Com o que tenho visto,lido e ouvido,espero ansiosamente que seja libertado,e possa voltar para os braços da sua mãe e da sua família.Continuo a acreditar na sua inocência.Acho que o seu karma está chegando ao fim.Um abraço com amizade.

  12. 27.01.2016 22:04 Inspetor diz que utilizou carro emprestado em serviços da PJ de Setúbal João de Sousa é um dos 33 arguidos no processo em julgamento no Tribunal do Seixal.

    O inspetor da PJ suspeito de envolvimento numa fraude fiscal de 6,6 milhões de euros afirmou esta quarta-feira que utilizou uma viatura emprestada por um dos principais arguidos do processo ao serviço da Polícia Judiciária de Setúbal. “Não tinha carros em condições na Polícia Judiciária de Setúbal. Cheguei a ficar parado com carros (da PJ) a deitar fumo”, justificou João de Sousa, depois de reconhecer que Paulo Martinho, proprietário de várias lojas de ouro na margem sul do Tejo e ex-presidente da Associação de Comerciantes de Ourivesaria e Relojoaria do Sul, lhe emprestou o carro, devido ao relacionamento de amizade que foram construindo ao longo do tempo. O inspetor da PJ de Setúbal, que responde pelos crimes de denegação de justiça e prevaricação, corrupção passiva, abuso de poder e violação de segredo de funcionário, é um dos 33 arguidos no processo em julgamento no Tribunal do Seixal. De acordo com a acusação, a rede criminosa adquiria as peças em ouro através de lojas próprias e de fornecedores espalhados pela zona da Grande Lisboa e do Alentejo, sem fazer a respetiva declaração fiscal e a comunicação, obrigatória, à Polícia Judiciária. O ouro era depois fundido e vendido na Bélgica.

    Escutas telefónicas Durante a audiência desta quarta-feira, o inspetor da PJ de Setúbal revelou alguma dificuldade em explicar o teor de escutas telefónicas em que manifestava algum receio quanto ao comportamento futuro de Florbela Gaspar, sócia de Paulo Martinho e também arguida no processo, que estaria a revelar alguma instabilidade emocional. Numa dessas escutas telefónicas, João de Sousa terá dito: “temos todo o rabo entalado, estamos todos no projeto”, mas, instado pela juíza a esclarecer esta afirmação, disse que se referia a projetos futuros na área das ciências forenses, que pretendia desenvolver com a sócia de Paulo Martinho e outra arguida no processo. Confrontando com a utilização de um telemóvel exclusivo para os contactos com Paulo Martinho, João de Sousa admitiu que o objetivo era evitar eventuais escutas telefónicas, face ao receio de que alguns contactos (de Paulo Martinho) pudessem estar sob investigação das autoridades.

    Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/inspetor_diz_que_utilizou_carro_emprestado_em_servicos_da_pj_de_setubal.html

  13. Sr. João de Sousa, á muito que acompanho o seu caso, não tanto como desejaria. É provável que tenha culpas no “cartório” .A minha indignação , vai para o seguinte, estamos a falar de 6,5 milhões de euros , claro que é dinheiro, no entanto não entendo nem compreendo ,o porquê? – do Sr. estar tanto tempo em prisão preventiva, de todo aquele aparato policial no tribunal e mais, algemado daquela maneira, é ridículo , desproporcional, e não dá uma boa imagem tanto judiciais como policiais, digo eu ,que sou um cidadão comum e ouço os comentários de amigos, conhecidos e desconhecidos . Se as autoridades pensam que ao procederem assim ,tratando um inspector da PJ desta maneira, com todo aquele aparato policial, segurança exagerada etc etc.. Estão a dar um exemplo ao povo ,como quem diz. VEJAM NÓS TRATAMOS TODOS DA MESMA MANEIRA. Estão redondamente enganados, o que a população diz é o seguinte . OLHEM PARA ESTE ESPÉCTACULO, QUANTO NOS CUSTA ESTA BRINCADEIRA, SERÁ QUE O HOMEN ROUBOU ASSIM TANTO QUE DESSE PARA ELE FUGIR E ABANDONAR A MULHER E OS FILHOS, E OS OUTROS QUE ROUBARAM MILHÕES E MILHÕES E ESTÃO TODOS NA RUA , ´É UMA VERGONHA , É UMA VERGONHA. Acredite é verdade, as pessoas e são muitas pensam e dizem o que transcrevi . É sabido que a vossa instituição (PJ) exige de vocês inspetores que por vezes joguem com um pau de dois bicos (infiltrados) , naturalmente que é necessário fazer o jogo dos HABILIDOSOS (bandidos) ,quanto a mim não me espanta nada essas escutas esses contactos todas essas artimanhas e malabarismo que o Sr. utilizou para levar a cabo a sua investigação , penso eu, que é de mestre, no entanto, sendo eu, um leigo na matéria (área) pergunto ? então o Sr. atuava sozinho, não tinha um superior a quem ia pondo ao corrente da evolução da investigação . Não vejo nem oiço falar , que mais alguém da PJ esteja a responder por omissão ou irresponsabilidade sobre este caso ,em todos os serviços sejam eles quais forem á um chefe Hierarquicamente ,responde pelos seus subordinados , quando não têm capacidade tanto mental, física ou estão a pôr o “pé na argola” são substituídos, parece-me que lhe armaram uma boa CILADA. Confie em si e naqueles que mais ama. Um abraço deste seu desconhecido.

  14. Faço minhas as palavras do Sr.Manuel Pinto, é uma vergonha .o que se está a passar contigo Pedro!!! os ladrões e corruptos andam todos cá fora a gozarem o zé povinho ! eles é que estão a roubar o pão dos teus filhos.desde que estás aí não pagam o teu vencimento, sempre ouvi dizer até ser julgado e condenado não podem tirar o nosso ganha pão,é o que eles estão a fazer!

    FA

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