“Por vezes, sinto que quero voltar para os braços da minha mãe!”

“A adaptação à prisão – um processo vivido e observado”, é uma obra do Prof. Rui Abrunhosa Gonçalves, e, como este diz-nos na “nota prévia”, é um trabalho que constitui, “no seu essencial, a dissertação de Mestrado em Psicologia, especialidade de Psicologia do Comportamento Desviante, concluída em Dezembro de 1990 na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto”.

Vamos começar, Caro(a) Leitor(a), por uma passagem da referida obra: “[…] a adaptação existe em função da personalidade do indivíduo, do seu trajecto histórico e da sua própria “plasticidade”, isto é, a forma como, num momento dado e em função de um determinado meio, ajusta o seu comportamento à situação tendo presente a flexibilidade das estruturas e esquemas comportamentais construídos ao longo dos anos e empregues em situações mais ou menos semelhantes (Sillany, 1980, p.21) […] e como refere Laffon (1973) a “adaptação é dinâmica e perpétua”[…]”.

Dê-me a oportunidade, Estimado(a) Leitor(a), de o conduzir pelo mundo em que vivo agora, deixe-me levá-lo a visitar a minha semana pretérita, a semana do início do meu Julgamento, a semana mais ansiada…

Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2016. Amanhã, às 9h15, começa o meu Julgamento. Ufa!

Praticamente dois anos de prisão preventiva, finalmente vai chegar.

Ontem, porque sou um Inspector da P.J. da nova geração, logo “metrossexual”, e porque finalmente chegou o creme depilatório há muito solicitado, fiz a depilação (o creme não era para peles sensíveis, como a cútis de bebé dos meus glúteos, variável que determinou o resultado desastroso como vamos ver mais adiante!)

Tenho o fato preparado, a gravata, o lenço no bolso da lapela, tudo pronto para amanhã. Agora, já equipado, saio da cela, são 8h00, para treinar, suar, castigar o corpo, ficar com a pele bonita. Amanhã tenho que estar bem, digno, confiante.

8H15. “Sr. João, vá à chefia!”

Possivelmente é por causa do pedido para as 4 horas de visita no fim-de-semana, uma vez que não vou ter oportunidade de ter visita na 5ª feira. Espero que autorizem.

– Bom dia, Sr. João! – olhos no tampo da secretária.

– Bom dia!

– É para lhe dizer que vai ser transferido… – olhos no tampo da secretária.

– Transferido? – pergunto sorrindo. Talvez nervos, talvez desprezo.

– Sim, vai para outro estabelecimento prisional… – olhos no tampo da secretária, mexendo em alguns papéis.

– Qual?

– Depois verá quando lá chegar – um olhar à “Princesa Diana”, cabeça inclinada, de baixo para cima. Conhecem esse olhar maroto? – arrume as suas coisas porque vai logo após o almoço!

– Sim, senhor. Mais alguma coisa?

Sabem qual foi a primeira imagem que se formou na minha mente quando recebi a notícia?

A minha Família durante a visita do dia anterior, Domingo: a minha mulher sentada a sorrir, com o Júnior ao lado, de pé, a dançar, eu, a Leonor e a Helena a dançarmos um tango!

Possivelmente foi por causa desta recordação recente que sorri.

A segunda coisa em que pensei… foi uma coisa simples, porque as coisas simples são as mais belas…

Transferido a menos de 24 horas do dia do meu Julgamento!

Resistir e adaptar!

Foi maldade? Foi propositado? É a paga pelo que disse e escrevi?

Não! É o sistema. A prisão de Évora não tem meios humanos, quem a gere não pode (ou sabe) fazer melhor com o pouco que tem e, assim sendo, quem se “lixa é o mexilhão” (perdoe-me o(a) Leitor(a) a boçalidade da expressão).

Sim meus Caros, nomeadamente os meus dois queridos amigos e colegas que disseram à minha mulher que era normal este tipo de procedimento, transferência que até me beneficiava porque não tinha de acordar tão cedo. Sim, meus Caros, quem sai prejudicado é o recluso, neste caso, o João, porque é uma nova adaptação, num ambiente hostil (se aqui já não simpatizam muito com o P.J., imaginem numa prisão de “população comum”) isolado, sem contactos durante a “estadia”.

Mas se este tipo de procedimento é normal, como verifiquei há um ano atrás com dois reclusos aqui de “Ébola” que foram transferidos para o Norte do país, região onde se realizaria o Julgamento, não é normal, ao contrário do que fizeram com estes dois indivíduos que os avisaram com uma semana de antecedência para arrumarem os seus pertences, avisar familiares, nada dizer ao recluso da transferência, quando o Julgamento já estava marcado há cerca de dois meses, comunicando de manhã, na véspera do Julgamento, uma transferência a realizar-se à tarde!

Mas nós lemos o nosso mestre bardo inglês, portanto, mãos à obra, fazer a trouxa: “[…] O quê? De novo com maus pensamentos? Os homens têm de aguentar tanto o sair desta vida como a ela chegar. Estar preparado é tudo. Vem. […]” (“Rei Lear”, William Shakespeare).

Voltei ao ponto inicial. Até a cela é a mesma. Estabelecimento Prisional junto da Policia Judiciária.

De novo os olhares. O passar por outros reclusos que tentam perceber quem é o tipo. Fechado! Sozinho!

Entrou a roupa. Estarão o fato e a camisa amarrotados por causa da revista ao espólio? Não, está tudo bem!

– Sr. João, venha à Sra. Directora.

Vinte minutos após ter chegado, fui conduzido ao gabinete da Directora do Estabelecimento Prisional.

Cordialidade, elegância, respeito, curiosidade, e um momento muito interessante. Afinal o defeito é mesmo do Director de “Ébola”, não é do normativo vigente:

– Atendendo à sua situação transitória, ainda que existam regras que devem ser observadas, temos também que atender à componente humana da reclusão…

Muito interessante mesmo. Como dizia um Mestre do meu curso de Filosofia:

– Temos que viajar, ir para fora, conhecer outros países por forma a conhecermos melhor o nosso país!

Sempre acompanhado por um guarda, caminho de novo até à minha cela, sentindo os olhares dos outros, perscrutando.

Fechado! Sozinho! Faltam agora menos de 14 horas para o início do Julgamento.

Levei o rádio para ter despertador. Não levei televisão, vou regressar a “Ébola” no fim-de-semana! Sim, vou andar de um lado para o outro.

19h46. Ligo o rádio e viro-me para a pequena mesa onde está a caneta e o “Diário de um Julgamento”. Vou começar a escrever mas paro e desfaço-me em gargalhadas. No rádio está a passar Rui Veloso que, naquele preciso momento, canta: “Ver-te assim abandonado, nesse timbre pardacento / nesse teu jeito fechado, de quem mói um sentimento…”

Estou bem (ou enlouqueci): o sentido de humor está cá.

No caminho – de “Ébola” para Lisboa – por incrível que possa parecer, adormeci.

Como foi a minha noite antes do Julgamento? Pacífica. Adormeci às 22h00!

Coragem? Serenidade? Nada disso: preocupação de acordar às 6h00, porque não sabia a que horas sairia para o Seixal, e tinha que estar bem no dia seguinte.

Como podem ver, os meus dois queridos amigos e colegas, facilidade é subir da Covilhã à Torre de bicicleta; isto tudo a que me sujeitam, desgasta tanto que até durmo bem!

Dia 12 de Janeiro de 2016. Terça-feira. O “dia J”!

Água quente e chuveiro na cela: um luxo. Cabeça rapada, barba desfeita.

– Vamos, Sr. João!

– Vamos!

Tribunal do Seixal. Forte aparato policial!

Já vai atrasar o Julgamento, pensei eu. Como pode o aparato policial atrasar o Julgamento, pergunta o Caro(a) Leitor(a)?

Eu explico. Quando cheguei e vi aquele cenário, pensei: isto é fantástico para a P.J.! Isto são boas notícias para o sindicato, para a Direcção da P.J.! Agora já podemos reivindicar mais meios, mais ordenado, podemos agora justificar a nossa existência, a nossa competência!

Não à unificação das polícias!

A Polícia Judiciária conseguiu deter o Salah Abdeslam na região do Seixal, o homem mais procurado do mundo, responsável, em fuga, pelos atentados de Paris!!! É bom para a instituição, para mim é mau porque o Tribunal vai estar a realizar o primeiro interrogatório de arguido detido e são necessárias medidas extraordinárias de segurança, logo não devem realizar Julgamentos!

Talvez condicionado na minha percepção pelo nervosismo que experimentava, não entendi de imediato o que se passava: afinal aquele aparato todo era por causa do meu Julgamento!

Da cela, onde aguardei a chamada – local no qual coloquei e fui buscar dezenas de indivíduos – até à sala de audiência são dois lanços de escada, com 10/15 degraus cada, sendo que, “degrau sim, degrau não”, estava um elemento da P.S.P., e eu, algemado, escoltado por elementos do corpo da guarda prisional.

Passei a porta, jornalistas apinhados: já sei o que sente o Brad Pitt na cerimónia dos Óscares, mas ao contrário!

Já sentado, olhei em volta. Pensei na Mafalda Ribeiro e no último parágrafo do texto que antecede este.

Adiado o Julgamento: 10 dias para preparação da defesa.

– Sr. João, vamos conduzi-lo a Évora, pois não existe necessidade de o senhor estar aqui nestas condições sem ser mesmo necessário – dito de forma lacónica mas profissional.

Antes da saída, reunião com um dos educadores. O estabelecimento prisional tinha tentado fazer um cartão, necessário para a aquisição de produtos e realização de telefonemas. O que possuo permite os telefonemas, sendo que é uma impossibilidade a aquisição de perecíveis.

A Directora já tinha resolvido a situação de outra forma, o educador confirmou.

É mesmo preciso navegar em outras águas para que possamos conhecer melhor o nosso mar!

De regresso a “Ébola”. Aqui é tudo muito mais frio, o tempo, o céu, o normativo.

Mas a “César o que é de César”: o sentido de humor dos alentejanos é muito característico, são pessoas afáveis e, como é um pequeno estabelecimento prisional, isto é quase uma família, um ambiente descontraído, uma alegria. Senão vejamos, e vamos voltar à cútis das minhas nádegas!

Somente há uma semana tivemos médico aqui em “Ébola”. Desde 31 de Dezembro de 2015 que não tínhamos médico, só enfermeiras. O anterior “profissional de medicina” terminou o seu contrato e nós, reclusos, fizemos o favor de não morrer ou constipar!

Com as nádegas que mais pareciam o blogue “A pipoca mais doce”, com mais borbulhas que nádega porque o creme depilatório da prisão é só para “homens de pele dura”, fui à enfermaria expor o traseiro à enfermeira. Encontrando-me nesta situação delicada, entra a nova médica:

– Bom dia! Então o que é que tens? – perguntou sorridente.

– Quem é a senhora? – questiono eu puxando as calças para cima.

– É a médica… – tenta salvar a situação, a enfermeira.

– Diz lá filho, o que é que tens? – insiste a médica.

– Filho?!

– Sim, o que é que tu tens?

– Tu?!

– Vá! Não me interessa o que vocês fizeram, estou aqui para ajudar! – convicta.

Neste momento, a enfermeira olha para mim de olhos muito abertos e pálida como o mármore. Entro no jogo:

– Depilei-me e estou com uma irritação na pele!

– Mostra lá! Aqui não te deves rapar… deixa crescer pêlo que é melhor…

A enfermeira está paralisada.

– Como é que a senhora doutora se chama? – neste momento, a simpática mas petrificada enfermeira percebe: ele vai escrever!

Não interessa o nome da médica que receitou-me uma pomada que até melhorou a estética dos meus glúteos, aqui em “Ébola” é mesmo assim. Isto é o sistema prisional no seu melhor.

Um dia perigoso criminoso, fato e gravata, no outro um gaiato de fato de treino na enfermaria.

O Bataglia só fala se não for preso. Eu, que nada tenho para dar em troca, nada tenho para assumir, estou preso e quero falar.

A mim não mudam a medida de coacção, mas mudam o estabelecimento prisional!

Dia 24 de Janeiro, vou voltar a Lisboa, ao estabelecimento prisional da P.J.

Desta vez, eles, os outros reclusos, já sabem quem é o “careca isolado”, e vão epitetar, sem a conhecer, a minha progenitora da pior maneira. Os olhares vão ser intensos agora que sabem que é o “Inspector do Ouro”, o tipo que dá entrevistas na prisão!

Aqui chamam-me “El Pibe de Oro”, como o Maradona, mas acho que não é por causa do meu pé esquerdo; em Lisboa, até porque não jogo lá à bola, estou fechado, isolado, não devem ser tão meigos! Mas é assim a Justiça Lusa: uns isolados, outros na Abade Faria ou na herdade da família.

A minha filha Leonor viu o pai no Tribunal e disse que, quando eu olhei em volta, careca, parecia o bebé careca da fotografia que ilustra este texto.

Sou eu com 6 meses. Pareço feliz.

Ainda que sorria agora, de vez em quando, tudo isto a que me sujeitam é duro.

Os braços de uma mãe são fortes quando uma criança está em perigo.

Naquele dia, de regresso à cela em Lisboa, ao ouvir Rui Veloso, ri, às gargalhadas, mas agora que estou a escrever e a recordar a minha fotografia de bebé, recordo outra canção, outro verso, desta vez do Pedro Abrunhosa.

É que por vezes, no meio disto tudo, Caro(a) Leitor(a), sinto que quero voltar para os braços da minha mãe!

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11 thoughts on ““Por vezes, sinto que quero voltar para os braços da minha mãe!”

  1. Escreve o Inspector que havia á porta do tribunal do Seixal um forte aparato policial.
    È o chamado orgasmo showofista.
    Já aqui narrei que num julgamento em Setubal ( há muitas luas….) em que eu era o queixoso, quando entrei na sala de audiências esta estava repleta. Nessa altura fiquei espantadíssimo – e preocupado- com tanta prostituta, proxenetas e afins na sala.
    Afinal, e ao contrário do Inspector, a assistência não era por mim (Graças a Deus!…) mas sim porque o julgamento a seguir envolvia o mundo da prostituição residente na (ex) Rua João do Galo. Na cidade sadina..
    Lembra-se o Inspector de há uns anos não longínquos, ter havido um acidente na Av. da Liberdade com uma viatura que transportava um governante que ficou bastante mal tratado?
    Se a minha memória me assiste bem, o carro ía a mais de 100 K/hora! Na Av. da Liberdade!!!!
    Hello Inspector!…. leu bem o que escrevi? 100 kilm/hora na principal avenida lisboeta que vai dos Restauradores ao Marques de Pombal. Julgo que devem ser umas dezenas quilómetros….
    Havia necessidade ou perigo iminente para se atingir tal velocidade naquela artéria? Penso que não.
    Às vezes o excesso de aparato policial è que provoca alterações de ordem pública.
    Mas…. é o aparato que temos.
    Note o meu Caro Inspector no show off diário dos candidatos à Presidência da República.
    Andam todos eles e elas sem aparato policial a distribuir beijinhos, abraços e outros mimos.
    Conquistada a “dama”, o/a personagem ganhador fica logo com uma “muralha” de seguranças á sua volta.
    Com o Inspector aposto que se passará o inverso. Nas sessões (julgamento) seguintes o aparato policial já não vai ser tão visual ou musculado. O Inspector já não vai ser o Brad Pitt e volta a ser o João de Sousa inexplicavelmente preso há quase 2 anos, enquanto outros personagens – com ouro ou sem ele – andam a gozar com tudo e com todos. È a justiça que temos.
    Faço votos para que o julgamento decorra com honestidade e normalidade. Sem aparatos judiciais.
    Se o Inspector for considerado inocente que retome de imediato o seu lugar na PJ com a reposição de salários.
    Se for provado culpado, que lhe sirva de lição e não volte a envolver se em situações antagónicas á sua profissão de profissional da PJ.
    Nota: dado que não resido em Portugal não tive a possibilidade de ver a sua entrevista. O que lamento.

  2. Algemado Sr. Inspector?! Para quê!? Iria fugir? Poderia transformar-se em Peter Pan?
    O Sr. é assim tão perigoso?!
    Já vi presos “comuns” irem ao hospital e não estão algemados! Pois, mas… o Sr. é Inspector! Tenha paciência!

  3. Dr. João,vi a sua entrevista na CMTV,vi a chamada de atenção que o canal fez para a mesma entrevista,e achei que poderiam ter feito muito mais…deram pouca enfase e visibilidade ao seu caso……é como diz o leitor acima,”infelizmente os seus suspeitos milhões,não foram suficientes para pagar aos corruptos..”..Infelizmente no nosso país só singram quem tem bilhões,milhões,os tostões não têm prestimo para nada…Mais uma vez desejo-lhe sorte,muita sorte e coragem…

  4. João de Sousa, gostei especialmente disto que escreveu “A segunda coisa em que pensei… foi uma coisa simples, porque as coisas simples são as mais belas…” E são mesmo! Neste momento precisava de concentração, não me consigo focar precisamente por causa de uma coisa simples que me deram hoje. Entendo perfeitamente o que escreve…Outra coisa que escreveu que me fez esboçar um sorriso “Depilei-me e estou com uma irritação na pele!” Fantástico…olhe o melhor é NÃO vestir cuecas que isso passa!…
    “gaiato de fato de treino “, é bom sentirmo-nos gaiatos de vez em quando, os gaiatos são capazes das maiores loucuras…
    Mais uma vez desejo que tudo lhe corra bem. A torcer por si, para que este inverno frio e escuro termine de vez! Um abraço…Vou partilhar consigo, estou apaixonado! Fique descansado que não é por si…

  5. Agora com os XUXALISTAS no poder é que se está bem em “Ebola”.
    Lambe-botas e outros mais, mas infelizmente, não é a si… os lixados são sempre os mesmos.

  6. A amizade no meu pensamento, tolda, entre a culpabilidade e a inocência. A atribuição da minha moral é de certeza a inocência dos meus amigos.

    Proponho que quando fores livre. E depois de beijar toda a família, nos encontremos para um braço de ferro. Para exaltar a nossa prepotência inata e ferir os demónios.

    Boa sorte Companheiro.

    Barros

  7. Pedro, gostavas de ter o colo da tua mãe neste momento , acredito que sim, para te confortar de tantas maldades e injustiças que te fizeram, e continuam a fazer !!!! mas agora mais uns dias para o julgamento e tudo será resolvido, espero bem que a justiça seja feita !! com pessoas sérias. Eu ainda tenho fé que a justiça funcione, à pessoas humanas e sérias para verem que estás inocente!!!
    Só desejo que a tua liberdade seja para muito breve que é nosso maior desejo,para te podermos abraçar e para finalmente estares com os teus filhotes e a tua esposa. Grande mulher e mãe!!!!! Tem fé tudo há-de correr como desejas. Beijos. A.e F.

  8. Vi a sua entrevista! Perante tantas acusações que lhe são feitas, assumo que estava à espera de lhe serem feitas outras perguntas. Gostava de ter ouvido as respostas.
    Usou aquele anel com um propósito, não sei se o devia ter feito, pois quase que mostraram mais vezes o anel e os botões de punho, do que a sua cara.
    Oxalá que esa mesma entrevista lhe tenha dido proveitosa, e que neste momento, ja tenha arranjado um Bom advogado.
    São muitas acusações, mas o preso 44 também as tem, e bastante graves e anda cá fora alegre, e feliz. Boa sorte.

  9. João, acredito na sua inocência e na injustiça da polícia e dos tribunais… aliás 90% dos presos, ou até uma maior percentagem queixam-se do mesmo…. só são culpados os poucos que assumem os erros e são Homens para admitir que perderam, que ao contrário do que achavam não eram mais espertos que os outros. O que eu acho espantoso e único em si é que continua a manipular as pessoas a dizer que está inocente…. se o estivesse não estava detido há tanto tempo. Os pressupostos da prisão preventiva, que são revistos de x em x meses não se mantinham tanto tempo. Agarra-se a tudo que pode…. no inicio era amigo do Sócrates, depois ele não lhe deu a mão e passou a não prestar… compara-se a tudo que são reclusos “famosos” mas também não serve de nada…. agora até uma deficiente usou para comparação….. é triste…. ela está assim mas não por opção própria, o que não me parece ser o seu caso… Quando falou no seu advogado e no dinheiro que tinha na conta (cerca de 12.000 euros) queria referir o seguinte: sempre trabalhei, tal como a minha esposa e nunca consegui ter esse valor na conta, quanto mais se estivesse dois anos sem receber vencimento e a minha esposa no desemprego ao mesmo tempo…. Atendendo a que a PJ é função pública, presumo que o seu ordenado não seria superior ao de um ministro, por exemplo… Tenha dó deixe-se de tretas… o que fazem nas reportagens da TV ou escrevem nos jornais, não é diferente do que faz aqui (só que em sentido inverso) – areia para os olhos …

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