“Obrigado, Corajosa Mafalda Ribeiro”

Este texto, Caro(a) Leitor(a), é o último antes do início do meu Julgamento (o “Dia J”!).

O sexagésimo sexto opúsculo, cuja publicação realizar-se-á um dia antes do “Dia J”, dia do início do Julgamento que se verificará ao sexcentésimo quinquagésimo quinto dia de prisão preventiva! É muito número, muitos dias, muitas emoções, muitas dúvidas, muita dor, lágrimas e sorrisos!

Pela sexagésima sexta vez estou a ouvir “Pavarotti, Greatest Hits”, encontro-me, novamente, junto da sanita, com as paredes a escorrerem água, um frio cortante e ao olhar pela janela com os seus cortinados gradeados, observo indivíduos que calcorreiam quilómetros, sem avançar, em elípticas de frustração, dor e revolta.

Vejo-os mas não os oiço! Não preciso de os ouvir para saber o que dizem:

– Faltam quantos anos para isto acabar?

– Dois! – vejo-o a encolher os ombros.

– Dois?! E sem precárias?

– Pois …

Olho para um trio, desta vez:

– A culpa é desses porcos da Polícia Judiciária …

– E os Juízes, deviam de estagiar aqui dois meses … comer como nós! – convicto.

– Isso é que era. Condenados, sendo inocentes como eu …

– Ah! Ah! Ah! Cala-te que estamos a falar a sério …

“[…] Ó suprema fugacidade, diz Coélet, ó suprema fugacidade! Tudo é fugaz! Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do Sol? Geração vai, geração vem, e a Terra permanece sempre a mesma. O Sol levanta-se, o Sol põe-se, voltando depressa para o lugar de onde novamente se levantará. […] O que aconteceu, de novo acontecerá; e o que se fez, de novo será feito: debaixo do Sol não há nenhuma novidade […]” (Ecl. 1, 4-5; 9)

A passagem anterior é do livro do Eclesiastes. São palavras de Coélet, filho de David, Rei de Jerusalém, “depois de uma vida longa, feita de observação atenta”. Perturbado com muito do que observou após investigar a vida, o autor concluiu que nada de novo há sob o Sol, tudo é fugaz e passageiro, nada faz sentido e a “vida é uma repetição monótona e enfadonha, sem motivação nenhuma”. Coélet, ou Salomão como a exegese explicou, era sábio.

Gerry Gilmore, professor de Filosofia Experimental em Cambridge, que esteve na Fundação Champalimaud, em Lisboa, onde deu uma palestra em Dezembro passado, durante a “Conferência sobre o futuro” (cfr. Entrevista publicada na “Visão”, nº 1192) afirmou que tudo isto – o nosso Mundo, a nossa vaidade, o Poder, a riqueza, as guerras e a frágil Paz – terminará “numa única partícula, a solidão extrema”.

Gilmore questiona o seu entrevistador: “É mau, não é, a morte por solidão?” Acrescentando: “Somos criaturas insignificantes condenadas a desaparecer …”

Não é uma leitura muito aconselhável a quem está a poucos dias de iniciar um Julgamento, sem advogado, recordista de prisão preventiva numa altura em que se batem recordes de absolvições, consequência de deficiências notórias da investigação, como no recente noticiado caso do casal absolvido pelo Tribunal de Santarém, casal que estava acusado de sequestrar e extorquir uma familiar, tendo sido sujeito a um ano de prisão preventiva!!!

A situação é mais escandalosa quando a RTP1 noticia a absolvição transmitindo as declarações, um ano antes, do Director do Departamento da Polícia Judiciária que investigou o caso, afirmando que era uma questão gravíssima, nunca antes vista: “Nada de novo sob o Sol!”

Não quero colar o meu caso a este, nem sequer quero “apanhar boleia” do bravo Luaty Beirão, mas é incontornável o facto de o Luaty estar a ser julgado num país – no qual nasci – que nós portugueses criticamos pelas deficiências na Justiça, sendo que até nesse país, o Luaty está em casa (mesmo sem existirem pulseiras electrónicas, pois devem estar todas em Portugal, só com alguns!) e aqui o Inspector mantém-se por “Ébola”!

A poucos dias do meu Julgamento (permita-me o meu Leitor(a) informá-lo(a) com exactidão: inicia-se a 12 de Janeiro de 2016, pelas 9h15, no Tribunal do Seixal, contrariamente ao que a imprensa noticiou) como estou? O que ganhei com dois anos de prisão preventiva? O que perdi?

Este é o segundo “Inverno do meu descontentamento”.

Passei, e passo, fome e frio. Fui castigado por opinar, tendo ficado 24 horas fechado numa cela (à excepção de duas horas de pátio a “céu aberto”, sozinho, isolado) durante 6 dias!

Chorei, sorri, mas como canta o Roberto Carlos: “o importante é que emoções eu vivi!”

Inicialmente, experimentei o pavor de tudo terminar “numa única partícula, a solidão extrema”. Receei perder tudo: a Família, os amigos, a dignidade.

Mas hoje, agora, compreendo que aprendi muito: sobre mim e sobre os outros!

Num ambiente notoriamente hostil aprendi, como nos diz Jean-Christophe Rufin através do seu personagem Jacques Coeur, que há poder e força, e as duas coisas nem sempre se confundem. “A força resulta do corpo, mas o poder, por seu lado, é obra do espírito” (in “O Grande Jacques Coeur”, de Jean-Christophe Rufin).

Ainda do mesmo autor, consigo agora compreender e experimentar isto: “[…] Nada poderia proporcionar-me mais felicidade do que este nascimento para uma vida desconhecida que prometia a beleza e ao mesmo tempo a morte, as privações hoje e amanhã certamente a riqueza. Ao arrepio da vida burguesa que me proporcionara segurança, a existência de aventuras que se abria à minha frente tornava possível o pior mas também o melhor, isto é, o inconcebível, o inesperado, o fabuloso. Adquirira enfim o sentimento de viver […]”.

Se, por acaso, não tivesse experimentado estes dois anos de reclusão, muito possivelmente, no conforto do meu saudoso lar, escreveria na ficha de leitura que se tratava de uma passagem belíssima, um exemplo de resiliência, optimismo e sensatez. Guardaria no arquivo da biblioteca a ficha de leitura e mais tarde, aquando de uma palestra, na preparação de uma aula ou até num interrogatório, a fim de conduzir o suspeito à confissão, utilizaria a belíssima passagem, manipulava-a, parafraseava …

Tenho a ficha de leitura que redigi aqui em “Ébola”. Está na minha mão. Está aqui a passagem transcrita. O comentário: “eu sei o que é isto! Eu entendo, eu sinto na pele as palavras!”

O que quero transmitir, meu Caro(a) Leitor(a), é que todo o meu saber enciclopédico, a “biblioteca com pernas” que sou, os ensinamentos dos mestres, tudo isso está gravado a fogo na pele e no espírito, agora, somente agora, depois de 2 anos de reclusão!

Tudo faz mais sentido.

A 4 de Janeiro de 2016, na RTP2, transmitiram um documentário: “Perú, País de extremos”.

A certa altura, falando sobre a rica diversidade vegetal e animal, o biólogo esclarece que o solo húmido e rico em nutrientes é um factor decisivo para a existência da explosão exuberante de vida, para a presença de uma multiplicidade de espécies e géneros animais e vegetais.

Caminhando por entre vegetação densa, depara-se com árvores gigantescas caídas. Colocam a questão sobre a razão para a queda dos colossos arbóreos. Resposta: a riqueza do solo! Como é?! A riqueza do solo? O solo é rico, logo medram melhor as árvores! Errado! Como o solo é riquíssimo em nutrientes, a árvore não desenvolve raízes fortes e profundas, estruturas que a sustentam e cai aquando das tempestades sazonais porque é precária a sua sustentação no solo!

Noutra altura, era uma informação para arquivar, uma curiosidade para o “Trivial Pursuit”, presentemente não! Actualmente, depois de me ver na necessidade de fortalecer as minhas raízes, de procurar profundamente alimento, substrato, no mais profundo espaço do meu ser, após penar pela ausência de conforto, carinho, paz de espírito, a árvore que eu sou está preparada para a monção, não esquecendo que “Monção”, em sentido figurado, também significa oportunidade, ou seja, ocasião favorável!

Ser resiliente, lidar com a frustração, gerir e assimilar mais uma derrota, conviver com a saudade, partilhar a dor, afastar o desespero, não antecipar frustrações, reaprender a experimentar o conceito abstrato e extremamente subjectivo que é a dimensão do Tempo: as horas, os dias, os meses, os anos!

Não cair na auto-comiseração, reagir, lutar! É, neste momento, que temos que agradecer e falar da brilhante Mafalda Ribeiro (cuja imagem ilustra este texto, imagem que eu, ousadamente, utilizei e que é uma singela homenagem a alguém verdadeiramente inspirador).

Estando eu para aqui preocupado com o meu advogado, triste e só porque a minha Coordenadora, Dra. Maria Alice Fernandes, beijava-me mas não era com amor, melancólico, sonhando com “rissotos”, babando por um “Chocolate Peanut Butter” ou porque vou perder a “Claraboia” de José Saramago na “Barraca”, e esbarro com esta frase da luminosa Mafalda Ribeiro, autora e oradora motivacional (“Oradora motivacional”: Fabuloso!!!), presente na sua entrevista à “Visão”, Nº 1191: “[…]Parti ossos 90 vezes. A dor é algo que não controlas, mas o sofrimento é opcional. Agradeço até as dores. Não posso mudá-las, mas posso decidir o que fazer com elas. Não pergunto porquê à dor, pergunto para quê? […]”

Fabuloso!

Mafalda Ribeiro, como escreve a jornalista Mafalda Anjos, é uma “impressionante energia positiva e uma inteligência emocional acima da média, superconcentradas em 97cm de mulher que fazem dela uma raridade”. A luminosa Mafalda Ribeiro sofre de “osteogénese imperfeita” uma “condição genética a que vulgarmente se chama doença dos ossos de vidro”.

Ao ler aquela frase relativizei! Ao ler aquela frase, eu, que sempre afirmei que, por alguém estar pior do que eu, não era razão para me conformar com o que tinha, compreendi, aprendi, amadureci, e tudo porque eu também agradeço a dor que agora experimento, eu também estou nas mãos de terceiros e não consigo mudar a dor, portanto, vou decidir o que fazer com ela.

A enorme pessoa que é a Mafalda Ribeiro e que se descreve a si própria como uma “Def”, que a sua condição genética obriga a estar numa cadeira de rodas, tem afirmações como esta:

“Estar dependente de alguém não me aprisiona. As minhas limitações não determinam os meus limites.”

E quando a jornalista diz que as pessoas não desconfiam que está em permanente experiência de dor porque tem sempre um sorriso na cara, Mafalda Ribeiro responde: “Acredito piamente que a dor é algo que tu controlas, mas o sofrimento é opcional”.

Uau! Depois de ler a entrevista da Mafalda Ribeiro, durante as minhas elípticas no pátio, tenho sempre a preocupação de levantar a cabeça e sorrir, inclusive agradeço esta provação (garanto que não estou louco!) porque entendo melhor o João de Sousa e os outros.

Claro que não vamos mudar a personalidade do João de Sousa, é óbvio que agora sinto-me mais solar do que sentia antes: coisas simples são as mais belas, e eu aqui experimento as mesmas, ainda que condicionado!

Faltam poucos dias para o “Dia J” (um dia, 24 horas, quando este texto for publicado).

Não me sinto a “única partícula, a solidão extrema” do Prof. Gilmore, diariamente vejo algo novo debaixo do Sol, tenho as raízes fortes e profundas consequência do solo árido onde me encontro. Domingo vou ver a minha mulher e a minha “ninhada”, nutriente afectivo útil e eficaz para o medrar de árvores como eu, tenho coisas simples muito belas aqui, imagine-se, em “Ébola”, para degustar, chegaram cartas de incentivo e Força, o Caro(a) Leitor(a) comentou acrescentando palavras de conforto e esperança, até aqueles que não o fizeram dessa forma, ajudaram com o seu comentário, demonstrando que a árvore que sou ainda está de pé, o que necessariamente produz sombra para a restante vegetação.

Mas, mais que tudo isto, quero agradecer à corajosa e inspiradora Mafalda Ribeiro, porque transmitiu luz, força e esperança através do seu fabuloso exemplo de vida.

Quando a tempestade no Tribunal do Seixal estiver no seu ponto mais alto, olharei em volta e vou pensar na grande Mafalda, porque se ela estivesse no meu lugar ainda tinha que se preocupar com as rampas de acesso à casa da Justiça e nem nesse momento se lamentaria, porque, nas palavras da própria: “[…] Por isso é que eu costumo dizer que todas as pessoas deviam ter um amigo “Def” na vida! É só vantagens: estacionam nos sítios para deficientes, não estão nas filas, apanham uma série de descontos, e estão com a auto-estima um bocadinho mais elevada […]”.

Fabuloso, não é? É uma verdadeira inspiração!

Obrigado, corajosa Mafalda Ribeiro!

 

 

 

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27 thoughts on ““Obrigado, Corajosa Mafalda Ribeiro”

  1. Boa Noite Sousa, hoje é minha vez de te contar uma história.
    Estávamos no ano de 1985, um grupo de putos entre os 10 e 12 anos (JP de 9 anos) decidiu se organizar e criar uma equipa de futebol, já estava a equipa quase formada quando apareceu mais 1 que também queria jogar, mas como tinha uns pés que pareciam uns belos tijolos, lá fui parar à baliza. Mas como um azar nunca vem só, já havia outro G.R que era muito jeitoso, lá eu tive de ficar com o 12.
    Meu velho ainda te lembras das jogatanas rua a cima, rua abaixo ou o belo campo que criamos e que tinha uma inclinação que mais parecia a torre Piza (na inclinação, claro), quais benficas ou sportingues, eramos imbatíveis, ninguém jogava num campo daqueles e com aquela inclinação. E as balizas, feito com aqueles barrotes roubados (desculpa, pedidos emprestadados) naquela obra, sim, aquela mesma que saltávamos do 1º andar para areia lá em baixo, eramos uns grandes heróis, vê lá que até voávamos.
    Pois é Sousa, eu não era nem fui um grande G.R., mas vê como é o destino, hoje ensino os miúdos e graúdos a serem G.Rs, como é o destino. O destino é muito estranho, nessa altura tu eras o melhor jogador da equipa, mas também eras o melhor estudante e provas-te porque foste o único a tirar um curso superior. Quando eu leio aqui que tu és um vaidoso, arrogante, etc, etc, eu no teu lugar também era, quando nós subimos a pulso, não é para todos. Quando o campo é inclinado e conseguimos ser o melhor, quando no meu grupo de amigos de infância, eu sou o melhor aluno, quando eu chego a adulto e olho para trás e vejo que sou único que chego ao topo.
    Acredita Sousa, eu também seria vaidoso.
    Pois é Sousa, as nossas vidas seguiram caminhos diferentes, foram precisos mais de 15 anos para nos reencontramo-nos numa zona do Sul do País, tu conheceste as minhas crias e eu as tuas meninas, infelizmente não tivemos muito tempo para pormos a conversa em dia, soube a pouco, sim soube, mas foi muito bom.
    Hoje estás a pouco tempo de começar o julgamento, vai ser duro, de certeza que vai. Mas Sousa, não te esqueças que jogaste num campo inclinado e sempre foste o melhor.
    Bem Sousa, fica aqui esta pequena lembrança da nossa infancia, que foi excelente, a vida a adulta é que é f……………., eu queria voltar a ser puto e ser G.R..
    Um abraço meu velho, desculpa Srº Inspetor João Sousa 😉

    Ps: Manda um abraço ao nosso Mister, pq ajudou-nos a ser homens.

  2. Quando se fecha uma porta, naturalmente… abre-se uma janela!
    Apesar de não o conhecer, não sei se é culpado ou inocente, mas tenho acompanhado o seu blog.
    E sabe, também se apreende com os erros!
    Desejo-lhe a melhor sorte, também para a sua família, pois penso que deve ser muito frustrante ter um familiar preso e tanto tempo esperando pelo julgamento!

  3. Boa sorte porque nestas circunstâncias é preciso mesmo tê-la, que lhe corra como é seu desejo e retoma a sua vida junto dos seus com alegria e saúde.
    Um abraço
    Emanuel

  4. Força João de Sousa…
    na impossibilidade de lhe dar um abraço “apertado”, deixo aqui o meu apoio. Desejo que esta “tempestade” termine de vez e que o sol lhe continue a brilhar, a si que tem todo um sol dentro de si!!!
    Citando Albert Einstein, tudo parece impossível para quem não tentou nada! Não se esqueça que não é preciso vestir “calções” para se verem as pernas e o resto…. Cuide-se! (continue a sorrir, como fez ao ler isto…enfim!) Citei o “génio louco” e fiquei louco também…

    • …e acrescento que esta semana vai ser D I F I C I L e vai custar muitoooooooo a passar… Espero que o próximo fim de semana chegue rápido … Força! Eu vou estar onde sempre estive, aqui!

  5. ” …jorre a equidade como uma fonte, e a justiça como torrente que não seca…” Amós 5,24 É apenas este princípio que desejo para o seu julgamento.
    Fique bem.

  6. Inspetor Joao, agora concentre-se e nao esqueças as palavras que lhe tenho endereçado. Respeite o tribunal apresentando os factos que desmontarâo a “tese incriminadora” e assuma as falhas da conduta apenas e somente se existiram. Associaçoes criminosas existem muitas mas só até á fase de julgamento. Seja convicto e esclarecedor mas nao seja jocoso. O riso é saudavel se for mostrado fora da audiência. Oxalá possa mostrá-lo no fim, como sinal de vitoria… nao antes! Abraço solidário. Carlos

    • Atenção a estes importantes conselhos, É importante não hostilizar o coletivo, eles estão a fazer o trabalho deles. Esqueça as tricas com o M,P. Concentre-se na sua defesa e em demonstrar que não há prova ou que a prova é mito fraca, tentando criar a dúvida no coletivo, dúvidas estas que poderão passar a certezas. O senhor é um expert, mas mais um conselho, olhe olhos nos olhos das pessoas, não olhe de lado, não olhe para o lado, nem para o teto, Responda olhando sempre de frente o seu interlocutor.

  7. Jacinto Moita: João, tenho a certeza de que tudo se irá esclarecer e que a verdade vencerá e que se fará justiça. Não sei se o João é crente, mas eu que sou, costumo dizer que Deus é grande.

    Força e aceite um abraço

  8. Sr. João Sousa, amanhã vai iniciar a fase mais importante do seu processo, por isso, com o devido respeito, permita-me que lhe dê um conselho que lhe pode ser muito útil nos próximos dias; Deus deu-nos dois ouvidos e uma boca, acredito que foi para ouvirmos o dobro daquilo que falamos. Através do seu defensor socorra-se o mais que puder do artigo 119.º e 126.º do CPP..Se não pretende beneficiar de uma confissão na integra e sem reservas, lembre-se do artigo 127.º CPP.
    Boa sorte!

  9. Sr. João de Sousa desejo-lhe muita sorte e concentração para amanhã o dia “J”.
    Um conselho : Não deixe a raiva ( que vai sentir ao ver e ouvir os que o acusam) apoderar-se de si…
    ” A Justiça tarda mas não Falha”. Muita SORTE.

  10. Desejo-lhe um bom julgamento com um colectivo de juízes bons e que lhe seja nomeado um bom defensor oficioso. A sorte protege os audazes e é uma audácia ir para um julgamento dessa envergadura sem advogado.
    Parece que no dia do julgamento nada se fará a não ser conceder tempo ao defensor oficioso para familiarizar-se com o processo.
    O Senhor acredita que é inocente. Isso é positivo.
    Não percebo é por qual razão o Senhor acha que o Sócrates é culpado e parece que também ele é culpado pelo Senhor hoje estar sem advogado!
    Recorde-se dos seus tempos de PJ e o mal que deve ter feito a muita gente por funcionar com a presunção de culpa em vez da presunção de inocência e verá que tudo ficará mais relativo e o Senhor Dr. João Davin parecer-lhe-a’ como um santo!
    Que a justiça e a verdade prevaleçam.

  11. Há aqui um erro e que o Sr. João Sousa devia corrigir, quando diz que não tem advogado, pois já tem advogado nomeado e com o qual já falou e se reuniu! Portanto parece uma falta de respeito e até de gratidão para com o seu defensor que já o foi visitar na cadeia. O meu nunca cá veio, muito menos ao Sábado!

  12. Pedro, sim porque para mim és o Pedro o meu vizinho (irmão) de coração de criação,
    que cresceu e se tornou um homem culto, inteligente, integro e honesto, com uma carreira brilhante, um sentido de humor incomparável, uma personagem única, do qual tenho muito orgulho, Orgulho de ti, da família que construíste e da mulher que escolheste para tua companheira.
    Orgulho na tua carreira, do caminho que sempre seguiste e até orgulho dos elogios que te tecem, ORGULHO sim é a palavra que tenho para descrever o que sinto por ti e pela tua MARAVILHOSA família.
    És um exemplo de força, coragem e inteligência, sim porque muitos são os que lutam com a força mas poucos são os que sabem lutar com inteligência e nisso tu és mestre, porque tens tal como todos nós a certeza da tua inocência.
    Pedro, espero de coração que tudo corra da melhor forma, que será com certeza a forma mais justa e que consigas a tua liberdade que é tãoooooooooo mas tãooooooooo merecida meu querido.

    Beijinhos grandes Dora Almeida

  13. Estive agora, 12 de Janeiro de 2016, a ver o telejornal das 20H00. A oficiosa Dr.ª Sónia Lima pareceu-me bem.
    É sempre bom termos uma senhora a defender-nos, elas são mais rigorosas, mais trabalhadoras e mais preocupadas. Pode ser que ela esteja à procura de alguma visibilidade e então se interesse por si e pelo seu caso.

    Já agora, estive a pensar, 6,6 milhões de fraude (a provar-se claro), mas 6,6 milhões de fraude a dividir por 33 Arguidos, dá mais ou menos 200 mil euros a cada um. Ena pá!!! isto é uma pipa de massa. Acredito que o “dono disto tudo” não trouxesse esse valor em numerário num só bolso, era preciso ir ao outro.

  14. Boa noite
    Sou leitora assídua do seu blog,sempre admirei a sua forma de escrever e aprecio muito a sua bagagem cultural,nunca o conheci pessoalmente nem tão pouco por fotografia,mas pela forma de escrever imaginava como seria.
    Isto tudo a propósito de acabar de assistir á sua reportagem na TV,e ter ficado tão mas tão desiludida,decepcionada,triste e aborrecida……não pela sua aparência,mas sim petulância,por Amor de Deus que desilusão…ainda fala do preso 44! Um bocadinho de humildade não????????????

  15. OS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA,QUERIAM VER-TE A CHORAR MAS NÃO DESTE ESSE PRAZER, NÃO GOSTARAM DA TUA POSTURA ,NEM DAS VERDADES QUE DIZES ,MAS NÓS ACREDITAMOS NA TUA INOCÊNCIA.
    FORÇA NÃO DESISTAS ESTAMOS CONTIGO NÃO DESANIMES!,
    MF

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