“Show me the Money!”

No dia 30 de Maio de 2014, 63 dias após ter entrado em “Ébola” na condição de preso preventivo, desloquei-me ao Tribunal de Almada, algemado, para realização de interrogatório complementar, diligência presidida pelo Sr. Procurador, Dr. João Davin, assistido pelos meus dois colegas Inspectores que me investigaram, um oficial de Justiça e o meu advogado.

A certa altura do interrogatório disse aos presentes que a “investigação” só se convenceria que eu nada tinha a ver com fraudes fiscais, branqueamentos de capital ou corrupção, quando a minha Casa, a minha Família, estivesse a passar dificuldades económicas, de rastos.

Na ocasião, um guarda prisional que acompanhou a diligência, estando no exterior da sala, quando o Procurador, Dr. João Davin, saiu, ouviu o mesmo dizer a quem o acompanhava:

– A este, ninguém o prende! – ironicamente.

Passados que estão 584 dias, praticamente dois anos, continuo preso e quanto à minha Família, às dificuldades económicas, vamos falar disso hoje.

Quem estuda o fenómeno afirma que uma Família rica encerra em si a capacidade para obter sucesso social porque possui os instrumentos para alcançar o êxito, sendo que pode cair na armadilha fatal da “indolência do aristocrata” e perecer.

A Família pobre, nos antípodas da anteriormente descrita, vê-se desprovida de instrumentos, mas, consoante o seu código genético, apresenta motivação para lutar e alcançar o pretendido, ou, muito comum, perecer consequência da “inércia do desespero”.

A Família da classe média (onde milita a minha Família, por enquanto) encontra-se razoavelmente segura, mas não tanto que um azar não possa significar a catástrofe, vivendo em constante estado de ansiedade!

A 27 de Outubro de 2014, o Ministério da Justiça, em resposta à minha providência cautelar de “suspensão da executoriedade de acto administrativo”, ou seja, a suspensão do pagamento da quantia devida do meu ordenado, respondeu, negando a minha pretensão, utilizando argumentário deste calibre:

“[…] 77.º – […] não fez prova sumária/indiciária do prejuízo pecuniário no contexto do seu agregado familiar, nem de que forma se materializa essa irreparabilidade ou dificuldade na reparação […].”

“[…] 78.º – por outro lado, cabe a cada um, perante situações imponderáveis, como as de desemprego ou outras que impliquem perda de remuneração, prevenir-se antecipadamente para as consequências nefastas que daí possa resultar […].”

Importa, Caro(a) Leitor(a), reconhecer que o ponto 78º é bastante sensato e um exemplo a seguir desde a fábula da cigarra e da formiga! Algo que a Sra. Ministra da Justiça da altura, Dra. Paula Teixeira da Cruz, não observou com o “Citius”, mas isso é uma outra fábula para outra ocasião! Continuando …

“[…] 81.º – por fim, o ora Requerente [o Insp. João de Sousa] tem que adaptar as suas despesas à nova realidade da sua vida […].”

Concluindo: “[…] 86.º – Ora, quando foi o próprio requerente que praticou os factos que determinaram a suspensão das suas funções […].” (Esta aqui, até se ouvem os gritos de dor da “presunção de inocência”!)

4 de Janeiro de 2016: ainda não tenho resposta à providência cautelar e estou a seguir o conselho da ex-Ministra da Justiça, estou a adaptar-me à minha nova realidade.

Mas vamos antes à imagem que ilustra este texto.

1996, Cameron Crowe realiza um filme inspirado no agente desportivo Leigh Steinberg, interpretado por Tom Cruise que nesse ano foi nomeado para o Óscar de Melhor Actor, tendo Cuba Gooding, Jr. sido agraciado com o Óscar para Melhor Actor Secundário.

O filme chama-se “Jerry Maguire”, e a frase, “Show me the money” (mostra-me o dinheiro) tornou-se famosa.

“Show me the money” era a frase que o jogador de futebol americano Rod Tidwell (Cuba Gooding, Jr.) exigia que Jerry Maguire (Tom Cruise) agente desportivo, gritasse.

O filme retrata a transformação do futebol americano em negócio, uma forma de ascensão social económica. Jogar pelo dinheiro e só pelo dinheiro: “Show me the money!!!”

Antes de nos focarmos no busílis da questão, devo informar o Estimado(a) Leitor(a), que considero que as pessoas devem ser remuneradas pelos seus serviços, pelo seu talento.

Não me horroriza nem repugna o quanto ganha o nosso Cristiano Ronaldo. Tem talento, trabalha mais do que a maioria dos outros profissionais do seu ramo e, muito importante, consegue fazer algo que outros não fazem, disponibilizando-se milhões de indivíduos a pagarem para vê-lo fazer o que faz!

Consignado o que anteriormente se expôs, importa agora referir que ao meu advogado, até à presente data, paguei 7 mil euros.

No dia 18 de Dezembro de 2015, há duas semanas atrás, reuni com o meu defensor aqui em Évora, tendo o causídico, ao fim de 20 minutos de visita, no final, mantido esta conversa comigo:

– João, agora algo que sei que o incomoda …

– Força! Dispare!

– O Julgamento vai ser trabalhoso, muitos dias seguidos … precisamos de acordar os honorários …

– Dispare!

– Você vai cair para o lado … – sorrindo.

– Diga lá! Se for mau, logo se resolve … – retribuindo o sorriso.

– 10 mil euros para fazer o Julgamento!

Como um raio, a imagem de Tom Cruise fulminou-me a mente: “Show me the money!”

– Muito bem Santos de Oliveira, depois a minha mulher passa pelo seu escritório, mas não se esqueça que eu preciso das declarações dos meus co-arguidos, do meu IPhone e do IPad! Desde Setembro que estou à espera que você vá ao Tribunal buscar estas coisas.

É muito dinheiro, é pouco? Comparado com o que o recluso famoso que aqui esteve paga em taxas de Justiça, ou mesmo à equipa de advogados e assessor de imagem, é uma ninharia.

Mais, relembre-se o meu Leitor(a) que sou um acérrimo defensor da meritocracia e do devido pagamento a quem se distingue dos demais.

O meu problema é que não tenho ordenado porque presumem-me culpado e não inocente, contrariamente a outros que até foram readmitidos ao serviço (quadros da P.J.) e estão a aguardar Julgamento como eu (caso “Vistos Gold”).

O meu advogado, Dr. Santos de Oliveira, não tem culpa que o sistema não dê resposta à minha providência cautelar, nem é o responsável por eu estar preso preventivamente há praticamente 2 anos (faltam 2 meses) contrariamente ao que acontece com, por exemplo, o sucateiro que foi condenado a 17 anos e está a ser julgado por crimes semelhantes; o Armando Vara condenado a 5 anos e arguido no “caso Marquês”; o Ricardo Salgado que evaporou milhões ou o José Sócrates que muito provavelmente só iniciará o Julgamento em 2017, todos em Liberdade!

O meu advogado sempre me disse para resignar-me, porque o sistema é mesmo assim!

Esta é a postura, a estratégia do meu advogado.

No dia 21 de Dezembro de 2015, fui notificado aqui em “Ébola” para, no prazo de 5 dias, querendo, dizer o que tiver por conveniente quanto à medida de coacção de prisão preventiva a que me encontro sujeito, nos termos do disposto no nº3 do art. 213 do C.P. Penal.

Isto é, o Juiz, sempre que necessário ouve o Ministério Público e o arguido.

Nunca tinha sido notificado nestes termos, faltam (ou faltavam à data) 22 dias para o início do Julgamento, e pensa-se logo: será que é procedimento normal? Será que o Ministério Público promoveu uma medida de coacção diferente? O que se passa?

Telefonei ao meu advogado. Não atendeu.

Tentei no dia seguinte e consegui: “Veja lá o que pode ter acontecido, e por favor responda ao Juiz.” – solicitei, não relevando o facto de, mais uma vez, ter sido muito difícil contactá-lo.

No próprio dia, 22 de Dezembro de 2015, o meu advogado expôs e requereu, em resposta à notificação o que considerou pertinente para a minha causa, ou seja, a alteração da medida de coacção (por terem deixado de subsistir as circunstâncias que a motivaram) pelo menos, pela obrigação de permanência na habitação com controlo por meio de vigilância electrónica!

Óptimo? Não, nem por isso. A argumentação do meu defensor é a mesma – “copy-paste” – da argumentação do primeiro recurso apresentado em 2014! Mas isso nem seria negativo, não fosse a argumentação ser muito fraca e enfermar de superficialidade, convicção que transmiti ao meu advogado, solicitando uma maior sustentação em futuros requerimentos/recursos, anuindo, aparentemente, com a observação.

Desde Outubro de 2015 que não apresentámos mais recursos. O meu defensor considerou que devíamos aguardar o Julgamento, portanto, fiquei sem saber se a anuência foi aparente ou se era de facto aceite a crítica que fiz.

Tinha agora uma oportunidade para confirmar o grau de anuência, o momento é crítico: expor e requerer a solicitação do Juiz, dias antes da primeira sessão de Julgamento, a alteração da minha medida de coacção!

Primeiro: ainda hoje, enquanto estou a escrever este texto, desconheço o porquê da notificação; o meu advogado não consultou o processo, não procurou saber, nem soube explicar-me!

Segundo: foi redigida a exposição por um colega de escritório – tudo bem, é uma sociedade de advogados – mas foi realizado “copy-paste”.

Terceiro: a argumentação, e trata-se de um eufemismo, é muito fraca, sem rigor.

Senão vejamos: é dito que estou preso há cerca de 20 meses! Errado! Estava preso há cerca de 21 (na data da redação do requerimento). Actualmente, há 21 meses e 4 dias.

O meu defensor desconhece há quanto tempo estou preso!

Afirma que a minha mulher “está desempregada e anda activamente à procura de emprego, e dispondo de historial clínico elevado”.

A minha mulher está há três meses a trabalhar, possivelmente só terá vaga até Fevereiro de 2016, mas está a trabalhar. Várias vezes disse que não tinha perfil para fazer de vítima, para vitimizar-me. O meu advogado não ouviu, ou se ouviu, não escutou!

Dizer que por eu fazer parte de um Órgão de Polícia Criminal e ser primário, justifica a alteração de medida de coacção, não basta. Importa é referir que atendendo à hipótese da acusação – eu estar “infiltrado na P.J. ao serviço de uma associação criminosa” – não existe presentemente perigo de continuidade da actividade criminosa estando em casa com a pulseira electrónica!

E o perigo de fuga não está afastado porque já passaram 21 meses. Está afastado porque nunca esteve presente: estive a ser escutado e nunca referenciou a investigação qualquer indício de possibilidade de fuga. Os movimentos de conta, a disponibilidade económica, a disponibilidade de manter casa no estrangeiro ou a ausência de capacidade para tal, isso sim, são argumentos. Desde 2014 que estes e outros argumentos não foram apresentados, desde 2014 até à presente data que são “copy-paste”, os recursos!

Mas está tudo bem. Eu compreendo. Não possuo capacidade económica para manter um advogado presente, interessado, disponível.

Venceram! A minha colega que afirmava que eu devia estar rico quando, feliz, anunciei no departamento de Setúbal que ia ser pai, pela terceira vez, de um “filho-homem”, venceu!

Venceu a ex-Ministra da Justiça quando afirmou que eu devia agora adaptar-me à minha nova realidade!

É irónico, porque inicialmente era co-autor de uma fraude fiscal e branqueamento de capital no valor de 6.6 milhões de euros, tinha um carro de luxo cedido pela organização criminosa e vivia num autêntico castelo!

“Show me the Money!” O personagem de Cuba Gooding, Jr. exigia o dinheiro, gritando com Tom Cruise, porque tinha que alimentar e proteger a Família, a família dele.

Eu não vou mostrar o dinheiro! O meu saldo de conta actual é: 12.665,09€!

Apesar de saber que a vitória sai cara e que a derrota ainda mais cara no fim se revela, prefiro proteger a Família do que ficar com 2.665,09€, para pagar uma estratégia de defesa inexistente!

Não digo que o meu advogado é relapso, apenas afirmo que é um advogado normal para a realidade portuguesa. Nós, que não optamos pela eutanásia, mas que a Lusa Justiça mantém em horrível distanásia, colocamo-nos nas mãos de outrem, pagamos a outrem porque a dor e o desespero a isso obrigam. Sacrificamos o bem-estar dos nossos, comprometemos o futuro das nossas “ninhadas”! Eu vejo isso por aqui em “Ébola”. Recordo sempre as palavras de Maquiavel: “Os homens são tão simples e submetem-se a tal ponto às suas necessidades presentes, que aquele que engana encontrará sempre alguém que se deixe enganar!”

10 mil euros! Não posso dispensar essa quantia consequência daquilo a que a Justiça portuguesa está a sujeitar-me.

Mantive a minha Casa até hoje com a ajuda de pais, sogros, amigos e do que ganhava com as crónicas no CM cujo contrato terminou em Dezembro de 2015.

Possivelmente o meu advogado pensava que eu ganhava rios de dinheiro e era material jornalístico para um Pulitzer! Estava enganado!

Quando disse 10 mil euros, também recordei a “Canção de Lisboa”, nomeadamente a cena em que Vasco Santana, confundido com o médico veterinário do jardim zoológico, fica a saber que o seu sósia ganha 20 escudos por cada observação de animais:

– Caro amigo, ora 20 macacos a 20 macacos, é muito macaco!

E respondeu o guarda do zoológico: “O seu Dr. é que saiu-me cá um macacão!”

Cada deslocação/visita a “Ébola” da minha mulher e da “ninhada”, fica em cerca de 150€ (comida, gasóleo, dinheiro para eu comprar por aqui alimentos, etc). Há dois anos que a minha Família se desloca para aqui!

Estou sem ordenado. A minha mulher deve ficar de novo desempregada em Fevereiro, está a ocupar vaga temporária (Educadora de Infância).

Não fui aumentado como o Ricardo Salgado ou a caução diminuída porque o mesmo experimenta dificuldades económicas.

Não possuo património para vender.

O que vou fazer?

Como ouvi o Prof. Dr. José Fragata dizer: “Quando estamos fragilizados, recorremos à religião, à medicina ou à Justiça”.

Sou agnóstico, logo a religião não faz parte do plano. Estou saudável, logo a medicina é dispensável. Assim sendo, vou recorrer à Justiça! Como?

O meu advogado, Dr. Santos de Oliveira, bastante aliviado pelo que a minha mulher relatou, já não é meu advogado. Vou solicitar, na primeira sessão de Julgamento, a nomeação de um defensor oficioso.

Coitado ou coitada do(a) causídico(a) que vai “cair de para-quedas” no processo, desconhecendo a matéria em apreço.

Se serei prejudicado porque não tenho uma estratégia de defesa? Mas Caro(a) Leitor(a), eu, passados 21 meses e menos 7 mil euros, não possuo nenhuma! Ainda nem tenho acesso às declarações dos meus co-arguidos!

Como vai ser? Dois princípios são capitais em sede de Julgamento: imediação e oralidade!

Ou seja, estar na proximidade do colectivo de Juízes. Ser observado, escrutinado, “lido” na sua linguagem verbal e não verbal; e o depoimento, a oralidade do arguido, o esclarecer dos factos.

In manus tuas, Domine, nas tuas mãos, Senhor. Nas mãos da Justiça!

E o contra-interrogatório das testemunhas, as alegações finais?

A primeira questão vai ser de resolução difícil, a segunda basta o causídico(a) pedir a “sempre costumada” e por mim desejada Justiça!

Claro que preferia ter um advogado como o Proença de Carvalho, ou pelo caminho ter “esbarrado” na Relação com um Rui Rangel, mas cada um é como é e tem o Poder que consegue reunir.

Não vou sacrificar o bem-estar da Família, não vou ceder ao medo e à ansiedade, vou ser racional, vou apresentar-me, vou falar, explicar; e, se por acaso alguma cicatriz se juntar aquelas que agora ostento, serão visíveis todas elas no peito e na face, apresentando-se as costas, imaculadamente integras!

P.S. – A entrevista à CMTV está prevista para o próximo dia 9, sábado, contudo carece ainda de confirmação por parte deste órgão de comunicação. A qualquer momento, logo que a haja, informarei, neste espaço, relativamente ao dia e hora da mesma.

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16 thoughts on ““Show me the Money!”

  1. Caro João de Sousa, ainda bem que terminou o contrato com o pasquim e penso que a sua entrevista irá ficar para a calendas gregas pois a exemplo do seu ex-advogado deixou de ter interesse. O agir do mesmo é o pão nosso de cada dia segundo Marinho e Pinto, nada fazem, levantam o rabo da cadeira para dizer “peço justiça”. É lamentável a “canalhice” que lhe estão a fazer mas houve alguém que se queixou do mesmo com ou sem razão. No meio de todo este infortúnio quem sabe se não aparecerá um anjo da guarda um daqueles advogados que sabendo da “complexidade e do arguido que é” não se empenhe a 100% e faça um trabalho que para ele seria também um bom cartão de visita. À sua família e amigos um bem haja e como dizia há dias alguém à entrada da Carregueira (só peço às famílias que não abandonem os seus) e
    assim termino desejando que 2016 seja um bom Ano e que retome a sua vida normal junto dos seus o mais rápido possível. Felicidades

  2. O “Sol” (como João de Sousa se auto-intitulava) no seu máximo esplendor.
    Agora, passados quase dois anos, nem o seu advogado serve.
    É mais um para se juntar ao extenso rol daqueles que o injustiçaram, desde a P.J. onde trabalhava, passando pelo Ministério Público, que o acusou, pelo JIC que manteve as acusações e primou pela manutenção das medidas de coação, até ao Tribunal da Relação, que o apelidou de “agente infiltrado na P.J. ao serviço de uma associação criminosa”.
    Todos errados menos…. o “SOL”.
    Pelo menos ainda mantém o apoio de alguns “caros leitores” que de tão insatisfeitos com o dito “sistema”, e sem que o conheçam pessoalmente, ainda lhe dirigem palavras de apoio…
    Santa Ignorância!!!!

    • Senhor Carlos Domingues, eu também sou um dos fãs do Inspector João Sousa. E, tem razão numa coisa, eu não sei o que o senhor Inspector fez ou que deixou de fazer. Poderíamos aqui começar por dizer que o senhor também não sabe e que teríamos que esperar pelo Tribunal/julgamento, para saber. Mas não, quero ir por aí. Quero apenas lhe dizer que sei o que ele não fez.
      – Tanto quanto sei não matou ninguém, nem cometeu nenhum dos designados crimes de sangue.
      – Não rebentou com nenhuma Instituição Bancária, ao contrario de outros, que o fizeram e estão em casa a curtir a mansão e piscina e olhe que não é só um.
      – Não era uma figura de topo na PJ, como outros que eram figuram de topo de outros OPC’s e Ministros noutros Governos e meteram a mão na massa e andam para aí em liberdade a receber parte do ordenado e a gozar a vidinha.
      – Não foi punido, ainda, por nenhum Tribunal e tanto quanto sei, à luz do CPP, 204.º, para o senhor se situar, a meu ver, opinião pessoal, não preenche nenhum dos três pressupostos para continuar em preventiva.
      Assim concluo que o Insp. tem, muitos amigos, que lhe querem muito bem, assim mais ou menos como o senhor Carlos, que se deu ao trabalho de aqui vir comentar. Estes amigos lá se vão movimentando de forma a ajudar da melhor maneira que podem o senhor Insp, como alias o senhor deixou aqui bem espelhado na sua intervenção.
      Aprendi desde de cedo que não se bate num homem que está caído, é um acto, vá lá, pouco ético, afinal ele está caído. Alias vasta ver os cães, quando um está ferido os outros vão lá lamber.
      Como já escrevi sou e vou continuar a ser fã e a fazer coro de protesto, dentro da legalidade, a favor do Insp. quem quiser pode agora começar a meter em preventiva os fãs do Insp. João Sousa.
      Que vou eu fazer? vou deixar de pensar pela minha cabeça ? E seguir a manda de cabeça baixa ?

      Cumps para si, nada contra o senhor, que alias nem sequer conheço.

      • Subscrevo…Força João de Sousa! Você é sim o “SOL” porque aquece quem gosta de si! E não aquece mais porque certamente não o deixam…!
        As moscas que aqui voam vão ser esmagadas pelo “Super mata moscas” da inveja, inveja de si, da sua inteligência, eloquência e beleza (para quem o acha belo)…eu sinceramente não aprecio! Você vive mais coisas estando recluso que muitos cá fora nem imaginam sequer vivenciar no auge da sua liberdade. Continue a brilhar, a ser o sol, a lua…e a sonhar com a sua “Liberdade”…e a “saboreá-la”, mesmo que por breves instantes…

  3. Pois é meu caro João, está a sentir na pele o que muitos sentem ou já sentiram.
    No entanto, como aprendizagem já ultrapassa o razoável.
    O sistema judicial que temos tem as perfomances de outros países. estatisticamente as condenações estão nos parâmetros de outros países da Europa, bem como as condenações.
    Se analisarmos com mais cuidado, verifica-se que 100% dos conenados ou são indigentes ou pessoas que agiram de uma forma emocional, sempre, como é claro,pobres ou miseráveis.
    Os absolvios, são na maioria pessoas com estatuto social, os poderosos que tomaram conta do país.
    O caso do joão é diferente; meteu-se com as estruturas do mº.Pº e da PJ e tem que pagar por isso.
    Vem a propósito, o caso da mãe da Joana, aquela criança que desapareceu no Algarve e cujo desaparecimento foi considerado pelo tribuna,l que julgou a mãe e o tio da criança, como homicidas, sem provas e cuja convicçaõ serviu de suporte às condenações. Sobre esta convicçao uma das juizes proferiu em lugar público que a mãe da Joana foi condenada por ser uma desgraçada, mostrando regozijo de tão “nobre” acto (condenação).
    E outros casos poderia citar..
    …e é isto caro João que qualquer cidadão, claro, desde que seja pobre ou miserável, que não tenha dinheiro para contatratar bons advogados (não aqueles que cobram a ridicula importância de 10mil Euros, como é o seu caso, se sujeitam.
    Já não lhe digo para ter força, pois acho que as suas forças já foram, nem para acreditar nesta Justiça podre e perversa, mas para acreditar num deus qualquer e principalmente no amor que tem pela sua família.
    Um abraço

  4. Estou a ler, Sr. João de Sousa que tem por aqui alguns “inimigos de estimação”. Era a sua capacidade intelectual ou era mesmo algum tipo careca e mal cheiroso, que o invejava?
    Há pessoas que são amargas toda a vida, frustradas…. e nem quando os outros estão no chão param de bater, isso tem um nome…

    Um bom ano, o melhor possível…João de Sousa.

  5. Vejam a SIc, numa peça realizada no Tribunal de Santarém,onde é descrita abolvição de uma família de 6 pessoas, acusadas de uma panóplia de crimes hediondos, nas pessoas de uma idosa e do seu filho com problemas do foro psiquiátrico.
    Estes desgraçados estiveram detidos UM ANO.
    Foi o próprio M.P. que, pela inexistência de provas, pediu a abolvição.
    Esta gloriosa investigação foi realizada pelo departamento da PJ que trata dos assuntos relacionados com o terrorismo.
    A SIC foi buscar as declaração do chefe ou diretor daquele departamento, que opinou sobre o caso e que opiniões deu…
    Será que o João não foi também uma vítima e não será também inocentado?

  6. Caro João, a obstinação é quebrada pelo tempo, não pela razão.

    Afirma:
    “Sou agnóstico, logo a religião não faz parte do plano. Estou saudável, logo a medicina é dispensável. Assim sendo, vou recorrer à Justiça! …”

    À Justiça!!!, Ainda bate à mesma porta? Foi a justiça, ou antes as falhas nela aparentes, que o colocaram nesse imbróglio. O mesmo sistema que o encurrala nessa posição, é o mesmo a quem ainda recorre?
    Para quem se apresenta como sábio, esta lógica aparenta falhas de raciocínio.
    Veja-se, não vejo incoerência em acreditar na justiça, mas vejo-a, isso sim, na fé que deposita nas pessoas a ela subordinadas.
    Diz-se por aí que o sistema está podre e corrupto. Discordo, as pessoas a ela subordinada estão conspurcadas de falsidades e interesses, corruptas de entendimento e de vista. Muitos dos que se escondem por detrás da cortina, abusam dela. Usam-na como meio para chegar a um fim, violam-na com se ela não tivesse Pai. Usam-na para sustentar bens e mordomias perecíveis. Seus violadores não estão incomodados com sua aparência, não ficam perturbados com sua aplicação errónea, muitos menos nos seus efeitos sobre aqueles que ela(a justiça) jurou e deveria defender.

    Caro João, passados 21 meses, sabendo o que você deveria saber, por ter lá andado, nos corredores do silêncio, ainda pensar que não irá precisar de alguma ajuda e principalmente divina, é casmurrice. O seu agnosticismo não abona a seu favor e sua saúde não depende de si e em nada o pode valer nessa situação. Quando se espelha que é contra convicções que irá lutar, não contra provas, o que lhe irá valer a justiça, se ela à partida já está vendida.
    Nada está perdido, admiro sua perseverança na luta, não na forma, mas na busca incessante de alguém que o oiça, alguém que lhe dê ouvidos e possa fazer algo para o tirar do poço.
    Deixo-lhe dois provérbios, um como conselho, outro como alimento.
    Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria. Provérbios 11:2
    A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito. Provérbios 29:23

    Bem aja.

  7. Numa das suas cronicas, à já uns tempos atrás, disse-lhe que algo se passava de errado com o seu advogado, infelizmente nao estava errada.
    Oxalá que apareça outro, mas bom, que se interesse por o seu caso, quanto mais nao seja para lhe trazer a ele, algum mediatismo. Penso que será o que o João neste momento, precisa tambem. Mediatisno! Não tem conhecimentos, nos media, de alguém que se interessem, por o seu caso? Alguem que faca uma reportagem, sobre a vida da sua familia, da sua? As dificuldades que estão a passar.
    O preso 44 teve bastante mediatismo, e deve ter sido uma das razões que o safou. Tente essa vertente. Não acredito que só um reportagem para a CMTV seja suficiente. Mostre o lado que sensibiliza as pessoas, que desperta atenção, o lado humano.
    Triste pensar, que por essas prisões fora, deve haver tanta gente, esquecida, gente sem opurtunuidade de se defender. Gente que nem condições tem de ver a familia.
    Boa sorte João e que tudo se resolva por o melhor. Não sei se é culpado ou não, mas se for, isto é uma lição de vida. Se for inocente, eu que acredito em Deus, rezo para que o ajude.
    Um 2016 cheio de esperanças e de concretizar os seu sonhos.

  8. Que pena não ter amigos na politica, já estava cá fora!.. ou uns conhecidos por aí!!!
    Ou uns lambe-botas… em “Ebola”, era tudo muito melhor. Só alguns são “lambidos”.

    cambada…..!!!!!

  9. Sou uma leitora assídua das suas crónicas,acredito na sua inocência,estou torcendo pela sua liberdade…..Há momentos na vida em que as palavras perdem a força,mas mesmo assim quero lhe deixar este pensamento…..”Jamas pierdas la esperanza. Recuerda que cuando el sol se oculta… las estrellas se asoman.”.Que este novo ano lhe traga a liberdade e o leve para junto de sua família,um abraço.

  10. Eu bem me parecia que as “crónicas” no Correio Manholas eram pelo vil metal, e como tal são de valor ZERO em termos de credibilidade.
    Até agora pensava que tinha sido você a afastar-se de Sócrates por achar que com isso arranjava aliados para a sua defesa, mas agora interrogo-me se não terá sido Sócrates quem tomou a iniciativa de se afastar.
    Em qualquer dos casos não entendo como é que você se deixou enrolar pelo seu advogado. Tão entretido andava com a novela Sócrates que não viu que o homem era um aldrabão ?
    Seja lá como for desejo que não o tramem. Não gosto disso. Todos têm direito a um processo justo e a uma defesa digna. E se lhe serve de consolo, eu acho que se calhar até é melhor você ter um defensor público do que um charlatão a chupar-lhe o dinheiro. A coisa até pode sair-lhe melhor.
    Esse advogado não é boa rolha. E como diz o ditado: melhor só que mal acompanhado. É que não é nada normal que o tenham assim mantido em prisão preventiva por uma acusação de um crime que nem sequer é um crime de sangue ! não é normal, nada normal, MESMO !
    Ainda há dias um tipo mandou com um balde de água a ferver para cima da mulher, ela está em coma induzido com queimaduras graves, e o cretino do juiz mandou o fdp para casa em liberdade, em liberdade, veja lá !!!! e outro juiz cretino tirou os 3 filhos a uma mulher vítima de violência doméstica e deu-os ao pai agressor !!! o que é isto ? esta Justiça está completamente à deriva.

  11. “O meu advogado, Dr. Santos de Oliveira, bastante aliviado pelo que a minha mulher relatou, já não é meu advogado. Vou solicitar, na primeira sessão de Julgamento, a nomeação de um defensor oficioso.”

    digo eu – ou seja, depois de lhe ter chulado 7 mil euros e ainda pedir mais 10 mil para fazer o julgamento, diga-se que não é um Advogado mas mais um agiota.

    “Coitado ou coitada do(a) causídico(a) que vai “cair de para-quedas” no processo, desconhecendo a matéria em apreço.”

    digo eu novamente – penso que se esteja a referir ao eventual advogado oficioso que lhe venha a ser atribuído e quanto a isto digo… não tenha a ideia que os advogados oficiosos são todos maus e que não querem saber, pois há pessoas empenhadas e muito profissionais, se calhar mais do que aquele que lhe “chulou” sete mil euros para não lhe apresentar grande trabalho.
    boa sorte e força inspector.

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