“Um certo tipo de homem presente na história da humanidade, ao longo dos tempos…”

Se o meu Caro(a) Leitor(a) pertencer ao clube da minha faixa etária, se for da minha geração, deve estar certamente familiarizado com a série “Era uma vez um Homem”.

O genérico começava com um ser marinho a sair das águas – do “caldo primordial” – caminhando na terra firme, assumindo a postura erecta após descer das árvores, assistindo-se depois, a uma velocidade alucinante, ao desenvolvimento civilizacional da Humanidade – pirâmides, Ptolomeu, Copérnico, revolução francesa, sociedade das nações, etc. – até à explosão dos motores de uma nave espacial, a caminho da estrela mais próxima. Toda esta narrativa era acompanhada pela maravilhosa composição de Bach, “Tocata e fuga em ré menor”!

Há cerca de três ou quatro anos adquiri – em suporte DVD, acompanhado de livros – a série completa, tendo visto a mesma, ou melhor, revisitado a série, desta vez acompanhado pelas minhas duas filhas.

A série está muito bem realizada, oferecendo uma perspectiva muito boa da história da humanidade, sem grandes exercícios morais, mas sempre com aqueles dois personagens menos simpáticos, com um penteado estranho, que sempre militavam no lado oposto dos personagens bem sucedidos.

O que proponho hoje ao meu Leitor(a)?

Vamos fazer uma viagem os dois, ao passado, ao presente, por forma a demonstrar que um certo tipo de homem sempre existiu, e até medrou, ao longo dos tempos.

Na referida série animada, no canto superior direito do ecrã da televisão, surgia um calendário – um rectângulo com olhos e dois braços – que nos indicava o momento histórico a que assistíamos.

Imaginem no canto superior do nosso ecrã do computador o simpático calendário …

2006 …

Conheci o Coordenador de Investigação Criminal, Dr. Pedro Fonseca, quando este foi colocado no departamento de Investigação Criminal de Setúbal, exercendo este as funções de Coordenador.

O Dr. Pedro Fonseca faz parte de um curso de agentes da P.J. (antiga designação, agora Inspectores) que se realizou depois do meu. Foi o primeiro do seu curso. Logo após acabar o curso de agente, candidatou-se ao curso de coordenadores, tendo sido também o primeiro do seu curso de coordenadores.

Quando chegou ao departamento de Setúbal vinha referenciado como um excelente profissional, vaidoso, o que não considero um problema desde que produtivo, e de facto o Coordenador Pedro Fonseca revelou-se um “vaidoso produtivo”, um quadro superior informado e conhecedor das funções que desempenhava.

Foi o Dr. Pedro Fonseca que insistiu comigo, no sentido de eu frequentar o curso Superior de Medicina Legal, foi o mesmo que me encorajou a tirar a licenciatura, foi o Dr. Pedro Fonseca que sempre me proporcionou “espaço de manobra” para eu avançar com as menos ortodoxas formas de resolução de processos de homicídio, ofertando-me sempre “cobertura” junto dos meus pares e superiores hierárquicos.

Um dos casos de homicídio que resolvemos foi a minha primeira publicação internacional – “Um caso de homicídio: uma abordagem holística – apresentado na Turquia, posteriormente nos E.U.A., um dos factores que influenciaram o colégio de cientistas americanos a convidarem-me para ser membro da Academia Americana de Ciências Forenses.

Mais tarde, ainda não acumulava a investigação de crimes de homicídio com os crimes de abuso sexual de menores, como depois se veio a verificar, estando de piquete, coordenando esse serviço o Dr. Pedro Fonseca (assim aconteceu porque estávamos ambos “de escala”) resolvemos um crime de abuso sexual de duas menores, caso que permitiu a minha primeira publicação nessa área – “O orgasmo envergonhado: uma abordagem rogeriana” – apresentado em Atlanta (E.U.A,), publicação que suscitou o interesse da área de Psychiatry & Behavioral Science da academia, uma vez que pela primeira vez se utilizavam as técnicas de Carl Rogers, psicólogo americano, na ciência forense, nomeadamente na inquirição de menores vitimas de abusos sexuais.

Esta profícua relação profissional foi-se consolidando, resultando numa relação de amizade e respeito mútuo, que necessariamente culminou na partilha de formas de entender o papel da polícia judiciária na sociedade, o que deveria ser o seu futuro, e o que fazer para que esse futuro pudesse ser considerado concretizável.

Confrontado com a gestão notoriamente incapaz do departamento de Investigação Criminal de Setúbal da P.J., gestão da responsabilidade da Coordenadora Maria Alice Fernandes, sempre foi objectivo do Dr. Pedro Fonseca assumir a coordenação do departamento, independentemente de Maria Alice Fernandes ser Coordenadora-superior e o Dr. Fonseca ser apenas Coordenador.

Era uma ambição válida. Eu próprio, e outros, considerávamos que o departamento ficaria em “mãos mais capazes e competentes”, lucrando a própria P.J. com a ambicionada “troca na cúpula”!

Muitas vezes conversámos sobre o tema, nomeadamente durante o trajecto do Parque das Nações para o departamento, após, muitas vezes, termos partilhado a refeição do pequeno-almoço, algumas das vezes na residência do Dr. Pedro, na companhia da sua elegante e simpática mulher. O Dr. Fonseca como tinha veículo distribuído, graciosamente oferecia boleia ao Inspector João de Sousa.

Como é lógico, sendo expectável, perante as acções de gestão da Coordenadora Maria Alice Fernandes, o Dr. Fonseca foi ficando cada vez mais frustrado, sentimento que partilhava nas viagens diárias, frustração que verbalizava também via telemóvel!

Certo dia, outro coordenador-superior foi colocado no departamento de Setúbal!

Dispunha assim o D.I.C. de Setúbal da Polícia Judiciária de três coordenadores: dois superiores e o Dr. Pedro Fonseca!

Melhorou a gestão? Pelo contrário!

Avançava-se a hipótese que o outro coordenador-superior ali tinha sido colocado porque estava a controlar o “caso Freeport”, outros diziam que estava a ser castigado…

Quem se sentia mesmo castigado era o Dr. Fonseca: agora eram dois.

Pior que tudo o mais, a Coordenadora Maria Alice Fernandes, “imperatriz do departamento”, coloca os dois coordenadores na mesma sala, exígua: uma secretária e um monitor de computador grandes para o coordenador-superior, um canto de secretária, em frente à secretária do coordenador-superior, sem computador, para o Dr. Fonseca!

Parecia um escritório de advogados com o advogado-estagiário a numerar páginas de processos ou a autuar inquéritos!

Humilhante? Claro que era, e eu partilhava o sentimento de revolta do Dr. Fonseca: tínhamos regredido!

Via telemóvel, ouvi um Dr. Pedro Fonseca, pela primeira vez, a recorrer ao impropério, a perder completamente o controlo, a referir-se à Dra. Alice com recurso a léxico que não posso aqui apresentar, porque como sabem a minha filha de 12 anos ajuda a mãe a colocar estes textos no “blog”!

Mas a parceria Pedro Fonseca / João de Sousa manteve-se, até quando este saiu do departamento e foi colocado na Unidade Nacional de Combate à Corrupção, onde tem apresentado resultados excelentes.

Depois disto convidei o Dr. Fonseca para fazer parte de um painel com procuradores, juízes, peritos em medicina legal, de uma conferência organizada por mim – “O percurso de um homicídio” – com uma assistência de cerca de quatrocentas pessoas, evento que encerrou o curso de pós-graduação de Ciências e Técnicas Forenses, do qual eu era Coordenador/Formador, e o Dr. Fonseca era Formador. Foi neste curso que iniciámos o módulo de “direito processual penal”, módulo que levámos para outras pós-graduações por mim organizadas, no qual leccionávamos uma aula conjunta, em que a teoria – código processo penal – era complementada pela apresentação prática de um caso de homicídio: a verdadeira perspectiva holística!

O módulo, e a aula em particular, foram um comprovado sucesso, o Dr. Fonseca sempre teve avaliação muito alta por parte dos alunos!

Quase como “moeda de troca”, o Dr. Fonseca, que leccionava código processo penal na escola da Polícia Judiciária, levou-me por duas ou três vezes à mesma, onde apresentámos a “aula de sucesso”, ou simplesmente eu realizava palestra sobre homicídios ou sobre a Polícia Judiciária.

O Dr. Fonseca apresentava-me aos meus futuros colegas com frases do género:

– Este é o Inspector João de Sousa! Todos os cursos têm alguém assim, no meu fui eu, no dele foi o João. Só têm de lhe perdoar o ego!

– Este é o Inspector João de Sousa! Ele é bom porque eu já o coordenei!

E assim se passavam os dias na companhia do Dr. Pedro …

Atentem no calendário …

… aproximadamente 85 d.C. …

“[…] Pedro disse a Jesus: «ainda que todos fiquem desorientados por tua causa, eu jamais ficarei». Jesus declarou: «Eu te garanto: esta noite, antes que o galo cante, negar-Me-ás três vezes». Pedro respondeu: «Ainda que eu tenha de morrer contigo, mesmo assim não Te negarei». […] (Mateus, 26, 33-35)

… entre 57 – 62 d.C. …

“[…] Meus irmãos, não vos arvoreis em Mestres. Vós bem sabeis que seremos julgados com maior severidade, pois todos nós estamos sujeitos a muitos erros. Aquele que não peca no falar é homem perfeito, capaz de pôr freio no corpo todo. […] A mesma coisa acontece com a língua: é um pequeno membro e no entanto, gaba-se de grandes coisas. Vede como uma faúlha pode incendiar uma grande floresta. A língua é como um fogo, um mundo de maldade. […] Da mesma boca sai a bênção e maldição. Meus irmãos, isto não pode acontecer! Acaso, a fonte pode fazer jorrar da mesma bica água doce e água salobra? Porventura, meus irmãos, pode a figueira dar azeitonas, ou a videira dar figos? Assim também uma fonte de água salgada não pode dar água doce [..]”. (Tiago 3, 1-12).

Novo salto temporal: o romano Tito Lucrécio Caro, De rerum natura (“Da natureza das coisas”) …

… 50 a.C., Roma …

“[…] Por isso, é no meio de grandes e graves perigos que convém observar o homem, é na adversidade que se conhece quem ele é realmente. Na verdade, é nesse momento que lhe saem do fundo do coração palavras verdadeiras: é arrancada a máscara e fica a realidade […]”

… Século XVI, 1599, Londres …

William Shakespeare apresenta a tragédia “Júlio César”. Coloca as imortais palavras na boca do grande homem: “Os cobardes morrem várias vezes antes da sua morte, os corajosos experimentam a morte apenas uma vez!”

… 1651, Londres, Thomas Hobbes apresenta o homem ao mundo, no seu Leviatã …

“[…] De modo que na natureza do homem encontramos três causas principais de discórdia: primeiro a competição; segundo a desconfiança; terceiro a glória. A primeira leva os homens a atacar os outros tendo em vista o lucro, a segunda a segurança e a terceira, a reputação […]”.

Vamos agora, Caro(a) Leitor(a), alargar o passo … três séculos …

… 1995 …

Klein e House debruçam-se sobre a temática da “liderança carismática”: “[…] o carisma resulta da conjugação de três elementos: 1) uma faísca (o líder com os seus atributos e comportamentos carismáticos); 2) o material inflamável (os seguidores que estão abertos e susceptíveis ao carisma); 3) o oxigénio (o ambiente carismático, normalmente caracterizado pela percepção de crise e pelo desencantamento com a situação vigente). A combustão ocorre apenas na presença dos três elementos […]”. (in Manual do Comportamento Organizacional e Gestão)

Um pulinho ao mundo da música.

… 1967, França …

“Comme d´habitude” foi composta por Claude François e Jacques Revaux. Paul Anka ouviu-a, e, de regresso a Nova Iorque, escreve os versos de “My Way”, aproveitando a melodia. Vamos só transcrever uma parte dos versos: “For what is a man, what has he got, if not himself, than he has not. To say the things he truly feels, and not the words of one who kneels”. Tradução nossa: “O que é um homem, o que é que ele possui? Se não for ele próprio, então nada é. Poder dizer aquilo que realmente sente, e não as palavras daqueles que se ajoelham”.

Como a vida é uma comédia, divina …

… princípio do séc. XIV, “A Divina Comédia”, Dante Alighieri, “Inferno”, nono círculo, canto 32 e 33. Esfera de Atenora, onde são punidos os traidores da pátria ou partido político …

O nome foi inspirado em Atenor, conselheiro de Príamo durante a Guerra de Tróia.

Atenor aconselhou Príamo a entregar Helena de volta aos gregos. Segundo a tradição abriu as portas de Tróia traiçoeiramente ao inimigo, em troca da preservação da sua casa, durante o saque da cidade, marcando a porta da sua residência com uma pele de pantera, pelo que foi poupado pelo inimigo.

Na esfera de Atenedora, as almas são obrigadas a permanecerem submersas até ao pescoço, apenas com as suas cabeças fora do gelo.

… 1986, Alverca do Ribatejo …

João de Sousa com 13 anos, inserido num bando de putos, qual bando de pardais à solta, numa competição pela glória do “lançamento de pedra mais distante”. Ouve-se o quebrar do vidro da janela do vizinho.

Debandada geral dos putos. Cada um para sua casa, ainda que faltasse muito para a noite cair e ir embora a revolta!

Já em casa, cerca de meia hora após a retirada estratégica, dois elementos da G.N.R. à porta.

O meu pai recebe ambos e fica a saber que o seu filho tinha sido denunciado por um dos “pardais à solta”.

Uma forte repreensão em frente aos guardas e quarto, até o pater familias convocar para uma “conversa a dois”!

Depois de uns bons “puxões de orelha” o ensinamento ao colo do pai, a ternura de volta, o aprender a ser homem:

– Tens de aprender a escolher as amizades, os amigos. – disse o meu pai de dedo indicador no ar.

– Como é que faço? – questionei pensando no traidor delator.

– A vida é como uma travessia no deserto – começou o meu pai – Tens um camelo com odres de água. Encontrarás outros nas mesmas condições que tu: um camelo, dois odres de água. Durante a travessia acompanhar-te-ão. Vão dar-te água …

– São esses os amigos? – perguntei ansioso por agradar, demonstrando que estava a perceber.

– … não necessariamente: podem dar-te água para depois roubarem toda a tua água. Podem dar-te uma vez água para te exigirem várias vezes a tua …

– Percebo …

– Durante a caminhada vão testar a tua amizade e tu a deles, sempre!

– Então e quando é que vou saber se são mesmo meus amigos, que não é só interesse?

– No final da travessia. – respondeu peremptório.

– E quando é que se chega ao fim? – estava um bocado desorientado.

– Quando um de vocês morrer! Se até esse momento nenhum dos dois faltar ao outro, ou enganar com a água e os camelos, nessa altura saberás!

Devo confessar que na ocasião aquela história não me deixou muito convencido…

…até que a 14 de Janeiro de 2015, conforme folhas 6920 a 6922 do meu inquérito, no âmbito do qual me encontro preso preventivamente, pode-se ler nas declarações do Dr. Pedro Fonseca, prestadas na presença da Coordenadora Maria Alice, que eu lhe terei dito que sabia que estava a ser investigado!

Mais se pode ler que apenas mantínhamos uma relação próxima a nível profissional, que tinha colaborado comigo numa pós-graduação, mas que “nunca lhe apresentei nenhum ou nenhuma aluna desse curso”!

Recordo ao meu Leitor(a) que uma das minhas co-arguidas é uma ex-aluna dessa pós-graduação!

Acrescentou ainda que eu teria falado com ele sobre “uma possível prática criminosa relacionada com o contrabando de ouro/diamantes, acerca da qual iria ainda colher elementos”.

Declarou recordar-se que esta conversa ocorreu em 2013, “num encontro casual na escola da Polícia Judiciária”.

Afirmou que eu tentei justificar, a ele, que a relação que mantinha com o meu co-arguido era porque iria financiar um projecto de um laboratório forense.

Devo lembrar que os “média” propalaram que eu tinha conhecimento de que estava a ser investigado, porque em Janeiro de 2014, após um almoço com colegas, onde teria sido informado, tinha alterado o meu comportamento!

O Dr. Pedro Fonseca nas suas declarações afirma que lhe confidenciei, no mês de Janeiro de 2014, que tinha conhecimento de uma investigação em que estava envolvido enquanto suspeito.

Somente um ano depois, em Janeiro de 2015, a cerca de dois meses do Ministério Público apresentar a minha acusação (13 de Março de 2015) oportunamente surgem estas declarações!

Um ano depois!

Porquê, Pedro Miguel Ventura Pratas Fonseca?

Receio, porque eu solicitei no passado que verificasse se o agora meu co-arguido tinha “alguma coisa pendente”?

Medo, porque falámos abertamente ao telefone sobre inspectores, inspectores-chefes, coordenadores, directores do L.P.C.? Conversas sobre o Dr. Almeida Rodrigues?

Um colega e amigo veio visitar-me aqui. Partilhei com ele que estranhava o facto do Pedro Fonseca “não dizer nada”. Compreendi. Existia uma caça às bruxas interna e o Pedro tinha falado muito comigo ao telefone, era pública e notória a amizade e o respeito que eu nutria por ele.

Pobre Pedro, morrer várias vezes em vida. O frio que deve fazer aí, enterrado até ao pescoço. Como devem doer esses joelhos, como deve ser frustrante, incómodo, não ter coragem para assumir as nossas palavras!

Muitas vezes debruçámo-nos sobre as questões da liderança. Agora compreendo a tormenta do pobre Pedro: como conseguir a faísca, como obter o material inflamável, onde está o oxigénio para alimentar a indispensável combustão do verdadeiro líder, como fazê-lo aí, no frio nono círculo, com gelo até ao pescoço. A água aí, é doce ou salobra?

Qual foi a causa? Competição, desconfiança ou glória? Já retirou a pele da pantera da sua porta?

Foi na adversidade que a máscara caiu e se revelou o verdadeiro eu?

… 2014, Jornal “Expresso”, crónica de Ricardo Costa, “O tempo, esse grande destruidor” (27-IX-14): “[…] Todos nós temos passado e todos nos cruzámos com milhares de pessoas no passado. E o passado nunca surge quando estamos à espera nem de forma justa ou leal. Vem descontextualizado e “às postas” […]”.

… e agora o momento presente …

Sinceramente, Pedro Miguel Ventura Pratas Fonseca, não consigo explicar a sua acção. Possivelmente esta minha incapacidade é explicável pelo facto de nós só conseguirmos compreender as acções dos outros, quando colocamos a possibilidade (ainda que remota, ainda que em condições excepcionais) de que as poderíamos praticar. Neste caso não consigo rever-me na sua acção!

Wittgenstein postulou que “o que não se pode teorizar, deve narrar-se”, assim o fiz com este episódio digno de uma grande produção de Hollywood.

Aqui, no presente, ao lado da sanita, dentro da minha exígua cela, na minha pequena mesa onde escrevo, derrotado, recluído, posso afirmar que a “história mostra que recebi os golpes”, mas nunca renunciei à minha dignidade, ao respeito por mim, nunca negociei, sempre o fiz “à minha maneira! Nunca de joelhos!” Nunca com reservas relativamente ao olhar que os outros direccionam para mim.

Como é que os outros vão olhar agora para o Pedro Miguel Ventura Pratas Fonseca?

Sim, porque eles vão olhar e pensar … ou talvez ouvir como oiço agora … o galo a cantar!

(25 de Abril de 2015)

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s