“Todos vêem o que aparentas ser, poucos percebem quem tu és” (N. Maquiavel)

Navegando eu neste imenso mar, lançado as minhas redes com confiança, tentando colher inspiração para o primeiro texto, deste meu primeiro “blog”, deparei-me com algo absolutamente delicioso: “[…] a autora do blog “A Pipoca Mais Doce” estreou-se na literatura infantil: “Quem deu um pum?” é o primeiro livro da colecção Mateus […]“.

Excelente! É sobre isso mesmo que falarei também. Não vou abordar temática sobre a maternidade e os desafios da mesma, mui nobre propósito da autora do mencionado blog que eu desde já saúdo, abordarei temática numa perspectiva escatológica também, ou seja, será um estudo-reflexão-ensaio-testemunho sobre as manifestações flatulentas da Justiça lusa. Como questionaria o nosso Herman nos seus bons velhos tempos:

“Mestre, ó Mestre! Quem és tu para com propriedade estudares-reflectires-ensaiares-testemunhares sobre os movimentos peristálticos, e outros, da senhora Justiça?”

Muito bem, responderei com palavras de outro mais capaz de explicar quem sou, e assim deve ser porque somente o olhar do outro nos vê verdadeiramente, os nossos olhos cerrarão as pálpebras aos defeitos e fixar-se-ão nas virtudes. Entra Flaubert:

“Com a minha mão queimada eu tenho agora o direito de escrever frases sobre a natureza do fogo”.

Compreendeu o meu Leitor(a)? “Dos dois lados das grades”! Já estive dos dois lados, já vi como se faz de ambos os lados da fronteira, assimilei e reproduzi comportamentos indispensáveis para a sobrevivência e para medrar nos dois terrenos. Senti na pele, na mão queimada, o poder de castigar e a submissão aquando do castigo, sou uma criação imposta pelos contextos experimentados – como qualquer um de nós – sou uma moldagem realizada pela paixão, devoção, entrega e vaidade, mas também moldado pela imposição da marca, da vergonha, do desprezo e do degredo.

Porquê escrever sobre a Justiça? Porquê falar nisso? “Não por algum proveito, mas pela honra da própria virtude”, diria Cícero (talvez o tenha dito mais do que o praticou. Ninguém é perfeito!)

Imaginem alguém que presenciou o momento em que se decidia o que escrever/dizer aos “média”, para que dessa forma se pudesse colocar “um véu de trevas honestas” sobre o erro que se cometeu numa qualquer investigação; imaginem um indivíduo que esteve recluído e passou fome, alguém que em pleno séc. XXI, com espanto, viu serem proibidas obras literárias: “Não se pode ler a “Arte da Guerra”, de Sun Tzu, porque o recluso vai alimentar pensamentos subversivos!”.

Coloquem-se no meio de investigações que somente leram nos jornais ou viram nos filmes e aí encontrarão o autor do “blog”.

Voltando ao propósito:

“Como os homens são feitos uns para os outros, educa-os ou suporta-os”

Marco Aurélio, imperador romano, sabia do que falava. Tentei as duas formas e falhei, no entanto compreendi que a única forma que tenho de os suportar é informando, esperando que desta forma possa educar a maioria, permitindo assim a existência de espírito crítico, algo que vai fazer elevar os patamares de exigência daqueles que se socorrem do sistema de Justiça português.

Perdoe-me o(a) Leitor(a), mas nós, valorosos lusos, só temos as instituições que merecemos, muito porque só nos interessamos quando necessitamos, sendo que a parte da responsabilidade, grande, é das instituições que se fecham sobre si, não evoluem, não partilham, não comunicam, mantendo quem recorre às  mesmas, e devem servir, na ignorância, para que desse modo possam a seu bel-prazer, sem qualquer tipo de supervisão, nunca assumindo o erro, exercerem as nobres funções que lhe estão atribuídas.

Aqui está! Quem tiver interessa siga-me! Falaremos sobre casos actuais, passados, “cold cases” e o que mais surgir.

Agora vou seguir o conselho de quem me ajuda nesta experiência “bloguista”, não direi tudo já, para a semana há mais, até porque não sou “bloguista de profissão”, tenho de ir dar a minha contribuição para a aplicação verdadeira da Justiça neste nosso belo país.

Até para a semana!

(4 de Outubro de 2014)

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